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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Estudo da Parashá Korach - A verdadeira função do dízimo


 

Estudos da Torá

Parashá nº 38Korach (Korach)

Bamidbar/Números 16:1-18:32

Haftará (separação) 1Sm 11:14-12:22.

Escritos Nazarenos (Novo Testamento) 2Tm 2:8-21.


A verdadeira função do dízimo


Ao estudar a porção dessa semana, entre fatos seríssimos ocorridos, encontramos instruções a respeito do dízimo. E este é um ponto muito importante que carrega sérios problemas de má interpretação. Com isso encontramos a diferença entre o sistema de dízimos estabelecido na Torá e a prática que se vê em muitos sistemas religiosos atuais.

Na Parashá Korach, o dízimo não era uma forma de enriquecimento pessoal dos líderes espirituais, ele tinha uma função comunitária e justa. Vamos analisar biblicamente o verdadeiro contexto e função do dízimo e compreender o que o Eterno espera de seus servos. Fique até o final e compreenda este assunto para nunca mais ser enganado.


ESTUDO DO TEXTO DA PARASHÁ

Quando estudamos a questão dos dízimos apenas por meio de tradições posteriores ou criadas pelo sistema religioso, muitas vezes tudo é reduzido a uma única contribuição destinada a líderes religiosos, que supostamente seriam considerados os sacerdotes. O dízimo é um dos mandamentos que se tem mais ênfase no âmbito religioso atual. O descumprimento deste mandamento é visto como algo abominável de acordo com algumas denominações religiosas. Porém, ao examinarmos a Torá, percebemos que o assunto é muito mais amplo, rico e socialmente equilibrado.

Portanto, para compreendermos bem o assunto devemos ir para a fonte, o contexto original. Na prática, encontramos três finalidades distintas para o מעשר - ma'aser, que traduzido literalmente do hebraico éa décima parte” ou “dízimo”, e todas estão ligadas à aliança, à gratidão, à celebração e ao cuidado comunitário.

O dízimo não era um imposto religioso, também não era uma oferta voluntária, era parte da estrutura da aliança. Conforme veremos à frente, Yisrael reconhecia que toda a terra pertencia ao Eterno. E ao separar a décima parte da produção, o povo reconhecia que tudo vinha dEle. O dízimo era um ato de gratidão e submissão.

Assim, de acordo com a Torá, o ma´aser não é um dízimo único, como normalmente vemos nas igrejas, ele se divide em três mandamentos específicos:

- O Ma´aser Rishon (primeiro dízimo) – O dízimo dos levitas.

O primeiro dízimo aparece claramente em Bamidbar 18.

"E aos filhos de Levi dei todos os dízimos em Yisrael por herança, pelo serviço que executam..." (Bamidbar 18:21).

Este dízimo tinha uma função específica:

  • sustentar os levitas;

  • permitir que se dedicassem ao serviço do Mishkan;

  • compensar a ausência de herança territorial.

Os levitas não receberam uma porção da terra como as demais tribos. O próprio Eterno declara: "Eu sou tua porção e tua herança." (Bamidbar 18:20). No entanto, existe um detalhe frequentemente esquecido: Os levitas também dizimavam. "Tomareis dos filhos de Yisrael os dízimos... e deles oferecereis uma oferta ao Eterno, o dízimo dos dízimos." (Bamidbar 18:26).

Assim, o sistema não criava uma classe privilegiada. Todos participavam da mesma dinâmica de reconhecimento da provisão do Eterno, que ia desde o povo, ou seja, os agricultores e criadores de animais, e todos os outros ofícios, até a tribo sacerdotal. Todos demonstravam dependência e reconhecimento.

- Ma'aser Sheni (segundo dízimo) - O dízimo das festas.

Muitas pessoas sequer sabem que este dízimo existe. Em Devarim lemos:

"Certamente darás os dízimos de toda a tua colheita, que cada ano se recolher do campo. E comerás perante HaShem teu Elohim, no lugar que Ele escolher para ali fazer habitar seu nome, comerás os dízimos do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e os primogênitos da tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer ao Eterno teu Elohim todos os dias." (Devarim 14:22-23).

Aqui ocorre algo surpreendente. O ofertante não entregava esse dízimo aos levitas. Ele o utilizava para si e sua família durante as celebrações diante do Eterno. O texto continua:

E gastarás esse dinheiro em tudo o que deseja a tua alma, por vacas, e por ovelhas, e por vinho, e por bebida forte, e por tudo o que te pedir a tua alma; e ali comerás perante HaShem teu Elohim, e te alegrarás, tu e a tua casa.” (Devarim 14:26).

Observe que existe um princípio. O Eterno não instituiu apenas um sistema de contribuição, Ele também instituiu um sistema de celebração. O povo deveria separar recursos para comparecer às festas, alegrar-se, comer, compartilhar e lembrar-se da bondade do Eterno. Isso revela um aspecto maravilhoso da Torá. O Eterno não deseja apenas obediência, Ele deseja que Seu povo aprenda a celebrar Sua presença de coração grato.

- O Ma'aser Ani (dízimo do pobre) – O dízimo dos pobres, viúvas e necessitados.

A cada três anos, havia um destino diferente para o dízimo, como diz o texto:

"Ao fim de cada três anos tirarás todos os dízimos da tua colheita daquele ano e os recolherás dentro das tuas portas." (Devarim 14:28).

Para quem era destinado?

"Então virão o levita, o estrangeiro, o órfão e a viúva que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o Eterno teu Elohim te abençoe em toda a obra que as tuas mãos fizerem." (Devarim 14:29).

Aqui encontramos uma das dimensões mais belas da Torá. O sistema do Eterno nunca foi centrado apenas no culto, pois Ele também era profundamente social. O pobre não era abandonado, a viúva não era esquecida, o órfão não era ignorado e o estrangeiro não era excluído. A prosperidade individual deveria produzir benefício coletivo, e dessa forma reduzir-se-ia a desigualdade social.

Em resumo, observe o equilíbrio extraordinário da Torá de HaShem. O primeiro dízimo sustenta os levitas. O segundo dízimo permite que a própria família celebre diante do Eterno e o terceiro dízimo sustenta os vulneráveis da sociedade. Isso revela algo profundo. O sistema estabelecido pelo Eterno não concentra todos os recursos em uma única instituição. Ele distribui responsabilidades instruindo provisão para o serviço do Mishkan, a celebração das festas e os necessitados.

Outro aspecto importante é: o que eles dizimavam? Muitas vezes se pensa apenas em dinheiro, mas na Torá o dízimo era principalmente:

  • grãos

  • vinho

  • azeite

  • rebanhos

  • frutos da terra

A economia de Yisrael era primordialmente agrícola. O dízimo estava ligado à produção da terra que o Eterno havia concedido. Por isso a linguagem da Torá é sempre ligada aos frutos da terra e aos rebanhos. Porém, como vimos acima em Devarim 14:25 e 26, caso fosse difícil para alguém de longe levar seus dízimos para o local que o Eterno escolheu, eles poderiam vender e carregar o dinheiro, e quando chegasse no local, comprariam o necessário para cumprir o mandamento.

É importante destacar, no entanto, que dois desses três dízimos ainda devem ser aplicados em nossas vidas, isto é: o ma´ase sheni e o ma´ase ani. E aqui aproveito para te perguntar, você cumpre esses mandamentos? Reflita sobre isso.

Aprofundando um pouco mais o assunto, é muito significativo que a discussão dos dízimos apareça logo após a rebelião de Korach, que almejava posição e destaque. O Eterno responde falando de responsabilidade. O povo poderia imaginar que os levitas haviam recebido privilégios. Mas o Eterno mostra que toda a estrutura foi criada para servir ao Eterno e ao próximo. Os levitas servem ao povo, que sustenta os levitas, as famílias celebram diante do Eterno e os necessitados são amparados. E assim, cada parte da comunidade contribui para o bem da outra. Esse é um modelo muito diferente de sistemas onde os recursos fluem apenas em uma direção. Onde os fiéis entregam o que possuem aos líderes, enquanto pobres e necessitados muitas vezes dentro da própria igreja estão desamparados, às vezes sem alimentos ou remédios. Líderes tem vida farta enquanto os fiéis padecem necessidade. Seria isso que o Eterno tinha em mente? Claro que não!

Na Torá, os dízimos não foram instituídos para enriquecer homens, mas para preservar a aliança, sustentar o serviço, promover a alegria nas festas e garantir que os vulneráveis fossem cuidados. Em outras palavras, o sistema dos dízimos revela que o Eterno não está apenas formando indivíduos obedientes. Ele está formando uma comunidade onde adoração, gratidão, celebração e misericórdia caminham juntas. Vejamos agora o primeiro tópico.


1 – Privilégio ou Responsabilidade

O final da parashá Korach é extremamente significativo, pois após a rebelião de Korach, o Eterno não encerra o assunto apenas com juízo, Ele faz algo muito importante: define claramente as responsabilidades, os limites e o sustento daqueles que foram separados para o serviço do Mishkan. Aqui é instituído o ma´aser, como já vimos. Isso não foi uma mudança de assunto, pelo contrário, é a resposta do Eterno à rebelião.

Korach havia questionado: "Por que Aharon? Por que os levitas?" O Eterno responde não apenas confirmando quem Ele escolheu, mas também explicando qual era o propósito dessa escolha e quais eram as responsabilidades envolvidas. Muitas pessoas leem Bamidbar 18 e imaginam que os sacerdotes e levitas receberam privilégios especiais.

O texto, no entanto, mostra exatamente o contrário. Logo no início do capítulo, o Eterno diz a Aharon: "Tu e teus filhos e a casa de teu pai levareis sobre vós a iniquidade do santuário..." (Bamidbar 18:1)

O sacerdócio não era um caminho para enriquecimento. Era um chamado para carregar responsabilidade. Enquanto as demais tribos cultivariam terras, construiriam propriedades e desenvolveriam sua herança familiar, os sacerdotes passariam suas vidas dedicados ao serviço do Mishkan.

O Eterno declara: "Na terra deles nenhuma herança terás... Eu sou tua porção e tua herança no meio dos filhos de Yisrael." (Bamidbar 18:20). Esse é um dos versículos mais profundos da Torá. As outras tribos receberiam terras, mas os levitas receberiam algo diferente. O próprio serviço ao Eterno seria sua herança e isso não significava uma vida confortável, mas dependência total. Enquanto um agricultor dependia de sua colheita, os levitas dependiam da fidelidade de todo Yisrael. Se o povo deixasse de obedecer, os levitas sofreriam imediatamente as consequências. Como vemos em Tehilim 73, de Asafe, um salmo que mostra o sofrimento do levita quando o povo deixa de cumprir esse mandamento. O que nos leva ao próximo tópico.


2 – Os levitas também davam dízimo

Conforme mencionamos na introdução ao falar sobre o ma´aser rishon, o fato de os levitas também entregarem o dízimo do que recebiam é um detalhe que costuma passar despercebido aos leitores menos atentos. Eles recebiam o dízimo do povo, de acordo com o que já foi dito, mas não ficavam com tudo. O Eterno ordenou:

"Também falarás aos levitas... quando receberdes dos filhos de Yisrael os dízimos que eu lhes dei por herança, deles oferecereis uma oferta alçada a HaShem, o dízimo dos dízimos." (Bamidbar 18:26).

Isso significa que os levitas também participavam da mesma dinâmica de submissão. Eles não estavam acima da instrução, também precisavam separar a melhor parte e entregar aos sacerdotes. O texto insiste várias vezes: "De toda a sua gordura oferecereis a melhor parte..." (Bamidbar 18:29).

A palavra "gordura" aqui representa a porção mais excelente do que foi recebido. O princípio é claro: O Eterno não recebe sobras, Ele recebe as primícias. Isso pode ser visto desde Hevel em Bereshit 4. Assim, entendemos que a questão nunca foi quantidade, sempre foi honra. O que se tem no coração, ou seja, a intenção.

Além disso, os sacerdotes recebiam outras porções sagradas como as ofertas (terumá), partes dos sacrifícios e ofertas específicas, que garantiam sua subsistência.


3 – Um paralelo com os profetas

Séculos depois, o problema não seria a ausência de dízimos apenas. O problema seria um coração distante. Por exemplo, em Yeshayahu:

"Este povo se aproxima de Mim com a boca, mas seu coração está longe de Mim." (Yeshayahu 29:13)

Os profetas nunca separaram contribuição financeira de obediência. Entregar dízimos enquanto se pratica injustiça não agrada ao Eterno, assim como, levar ofertas enquanto se oprime o próximo não restaura a aliança.

Existe uma conexão muito interessante, que na verdade, mostra uma inversão do propósito estabelecido pelo Eterno aqui nessa porção da Torá. A parashá Korach nos fornece uma lente poderosa para entender parte da crise espiritual que existia na classe sacerdotal em Yerushalayim no século I, época de Yeshua. Observando este período vemos a distinção, os saduceus haviam transformado o sacerdócio em uma instituição de poder político, algo muito distante do modelo estabelecido em Bamidbar 18. Claro, não podemos generalizar, devia haver sacerdotes fiéis no século I, mas o fato é que, já não eram mais da família de Aharon. Assista aos vídeos curtos sobre o assunto no canal ou no Facebook/Instagram.

Após a rebelião de Korach, o Eterno deixa claro que o sacerdócio é uma designação divina, que o sacerdote é servo, não governante, a função sacerdotal envolve responsabilidade e prestação de contas, que os dízimos existiam para sustentar o serviço do Mishkan e que o sacerdote não recebe herança territorial porque o próprio Eterno é sua herança. Em outras palavras, o sacerdócio foi estabelecido para servir ao povo diante do Eterno, e não para dominar o povo. Vê a diferença do que se percebe na maioria das igrejas?

O que aconteceu séculos depois? Durante o período do Segundo Templo, especialmente após a influência dos impérios grego e romano, o sacerdócio passou por profundas transformações. No século I, a aristocracia sacerdotal estava amplamente associada ao grupo dos saduceus, que historicamente, controlavam o Templo, grande parte da administração sacerdotal, o Sinédrio em diversos períodos e as relações políticas com Roma.

O historiador Flavius Josephus descreve os saduceus como uma elite ligada às famílias sacerdotais mais influentes. Tornaram-se uma classe social privilegiada, muito ligada à aristocracia de Jerusalém e, frequentemente, aos interesses políticos romanos. Enquanto o sistema sacerdotal na Torá visava a sustentação da comunidade, o sistema saduceu, no século I, era visto por grande parte da população como um mecanismo de exploração financeira. O resultado foi que muitos dos sumos sacerdotes deixaram de ser escolhidos segundo o ideal da Torá e passaram a ser nomeados ou removidos por autoridades políticas estrangeiras, como os romanos.

Observe a diferença fundamental:

Em Bamidbar 18: Aharon recebe responsabilidade.

No século I: Muitos líderes sacerdotais buscavam influência.

Em Bamidbar:

  • o sacerdote depende do Eterno;

  • o sacerdote serve;

  • o sacerdote intercede.

No século I:

  • o sacerdócio estava frequentemente ligado ao poder econômico;

  • havia alianças políticas com Roma;

  • o Templo movimentava enormes recursos financeiros.

Isso criou uma ironia impressionante. Korach desejava uma posição que não lhe havia sido dada. Séculos depois, muitos disputavam exatamente as posições sacerdotais que deveriam ser encaradas como serviço e não como prestígio.

Assim, quando Yeshua entra no Templo e derruba as mesas dos cambistas em Matityahu 21:12-13 e Yochanan 2:13-16, ele não está atacando o sistema sacrificial estabelecido pelo Eterno, Ele estava na verdade, denunciando sua corrupção. O local destinado à oração e ao arrependimento havia se tornado um centro de exploração econômica. A crítica de Yeshua lembra fortemente a dos profetas. Como Yirmeyahu já havia advertido: "Tornou-se esta casa, que se chama pelo meu nome, um covil de ladrões aos vossos olhos? Eis que eu, eu mesmo, vi isto, diz o Eterno." (Yirmeyahu 7:11). A questão não era o Templo ou os mandamentos sobre sacrifícios, era o coração daqueles que o administravam.

Concluindo nosso estudo, devemos guardar uma grande lição, a parashá Korach termina falando dos dízimos e do sustento sacerdotal porque o Eterno está definindo o que significa liderança em seu Reino, isto é, serviço ou ministério. Ele mostra que não se trata de líderes ganharem dinheiro, nem de status, de prestígio e muito menos de influência. O sacerdócio existe para carregar responsabilidade diante do Eterno e servir ao povo.

Quando olhamos para parte da liderança sacerdotal do século I, percebemos como Yisrael havia se afastado desse ideal. O problema não era a existência do sacerdócio, mas a transformação do serviço em instrumento de poder. E atualmente, isso não é diferente, pois homens se beneficiam, erroneamente diga-se de passagem, por não serem sacerdotes, enquanto vidas passam necessidades próximo a eles. É por isso que a mensagem de Korach continua tão atual: o foco principal do capítulo não é o dízimo em si. O foco é o serviço. A parashá Korach começou com homens desejando posição e termina mostrando o peso dessa posição.

O Eterno praticamente diz: "Vocês veem a honra do sacerdócio, mas não veem sua responsabilidade." Os sacerdotes:

  • carregavam a responsabilidade do santuário;

  • respondiam pelos erros ligados ao serviço;

  • dedicavam suas vidas integralmente ao Mishkan.

O sustento existia porque havia uma função específica ordenada pelo Eterno. O problema surge quando se cria uma equivalência automática. Muitas vezes, no sistema religioso, se ensina: "Os pastores de hoje são equivalentes aos sacerdotes levíticos." Mas essa afirmação além de muito errada, encontra dificuldades quando comparada diretamente com a Torá. Em Bamidbar 18:

  • o sacerdócio era hereditário;

  • os levitas pertenciam a uma tribo específica;

  • o serviço acontecia no Mishkan e posteriormente no Templo, até o surgimento dos saduceus;

  • as responsabilidades eram definidas pelo Eterno.

E nem adianta ninguém dizer que Yeshua mudou isso, pois não é verdade. Nenhum desses elementos corresponde exatamente ao modelo religioso de dízimo moderno. Por isso, uma simples substituição de "levita" por "pastor" não combina com o texto da Torá. E o propósito do dízimo segundo é ensinado pelo sistema está totalmente fora dos padrões das Escrituras. E eu te pergunto: Você obedece ao Eterno ou a homens?


Que o Eterno lhes abençoe.

Moshê Ben Yosef


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