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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

A Importância do Ensino na Igreja


Como sabemos, a palavra de Deus se renova a cada dia, então mesmo já tendo postado um texto sobre o texto em apreço, vejamos mais alguma coisa dentro destes versículos. 

Dessa vez, aproveitei uma atividade da faculdade para postar mais um texto, que como certeza servirá de instrução e edificação para quem o ler.

Texto: 2Tm 2.1-2
“Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus. E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idóneos para também ensinarem os outros.”


            De acordo com o que o Apóstolo Paulo escreveu em sua carta a Timóteo, é muito importante estar firme na graça de Cristo Jesus, pois esta firmeza nos torna capazes de entender que precisamos buscar mais conhecimento, e isto vem através do ensino. Quando ensinamos na igreja temos a oportunidade de mostrar aos irmãos na fé as bênçãos verdadeiras da graça, mas também ensinamos que há renúncia e sofrimento por amor a Cristo (2Tm 2.3). “Sofre, pois, comigo, as afliçöes, como bom soldado de Jesus Cristo.”

I - A Relação existente entre a Graça e o Ensino (2Tm 2.2)
            E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idóneos para também ensinarem os outros.”
Jesus como a revelação da graça de Deus tinha um propósito a cumprir, que era morrer e ressuscitar, mas antes disso ele precisaria fazer uma coisa muito importante – Ensinar. Vemos isso em vários textos dos Evangelhos, exemplo: Mt 4.23, 5.19, 7.29, 9.35, 11.1, 13.54, Mc 2.13, 4.1, 6.30, Lc 4.15, 31, Jô 7.14, 8.2 e diversas outras passagens.

II - O Ensino como meio de propagação da Graça (At 5.42)
            E todos os dias, no templo e nas casas, näo cessavam de ensinar, e de anunciar a Jesus Cristo.”
O principal propósito do Evangelho é ensinar ao homem acerca da Graça. Então o ensino é um meio propagador das boas novas do Senhor. É o instrumento que o Eterno disponibiliza para a igreja levar o conhecimento aos não alcançados pela graça salvadora.

III - O Ensino como forma de manutenção da Graça (2Tm 2.1, 1Co 2.13)
            Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus”
            “As quais também falamos, näo com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais.”
Para uma pessoa ter uma base firme a respeito de qualquer ramo do conhecimento é preciso que o aprendizado seja forte e constante. Na questão da graça e da fé também é muito importante que haja o ensino verdadeiro, forte e constante, para que os que vieram ao Senhor possam permanecer firmes na graça oferecida pelo Senhor.

            Como demonstrado, o ensino na igreja têm um grande valor, pois serve, dentre outras coisas, para propagar o evangelho da graça e para ajudar a manter a fé dos fiéis.

domingo, 23 de setembro de 2012

A Luz do Mundo

Com certeza já aconteceu com você, a situação de ter  algum dia acabado a energia elétrica e tudo ficou um breu ao seu redor. Se lembra da sensação de impotência em relação à situação de não poder fazer nada? A escuridão tão densa o impede momentâneamente de caminhar. Até que sua vista se acostuma e você se da conta, de que precisa caminhar e procurar uma vela ou uma lanterna, então sente-se mais tranquilo, mas ainda não é o suficiente, pois nós precisamos de luz. Isto está implícito em nosso interior, pois Deus nos fez e nos colocou na luz, até que Adão caiu e tudo virou trevas. Hoje o homem anda na escuridão. Uma total e irremediável escuridão sem Deus. E mais do que isso, sem possibilidade de se procurar uma vela ou uma lanterna. Nessa situação, quando não há a possibilidade de conseguir algo para iluminar nosso ambiente, é necessário que a luz venha de fora, ou até mesmo de alguém.

Em João 8, versísculo 12, lemos o seguinte: "Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá luz da vida.

Jesus, neste trecho, está dizendo exatamente que, é a luz que as pessoas precisam. Ele veio pra trazer a luz que você precisa, na verdade ele é a própria luz. E ele continua dizendo que as pessoas que o seguem não andam na escuridão, mas terão a luz da vida. Quando se fala em luz da vida, logo se pensa na própria vida. Quando uma mulher está sentindo dores de parto se diz que, logo ela dará a luz a um bebê, ou seja, uma nova vida estará chegando. Se refletirmos nisso, podemos pensar o seguinte: enquanto o feto está no ventre da mãe, ele está no escuro, até que chega o momento dele nascer, então vê a luz pela primeira vez. 

A luz traz vida para os seres vivos neste planeta. Clareia as partes em que os raios luminosos do sol chegam e portanto, vivificam as coisas. Sendo assim, pode-se entender que se Jesus está dizendo que por ele se tem vida, então ele está iluminando a parte que precisa dessa luz. 

No entanto, será que Jesus falou que é a luz do mundo de maneira retórica? Será que era um discurso para emocionar a multidão que estava no meio da escuridão do domínio romano? É preciso relembrar o que diz o capítulo 24 do livro de Levíticos. Esse trecho menciona as lâmpadas e o cuidado com elas. E o cuidado principal era com o castiçal. Esse havia sido feito de ouro puro, batido. E nele se colocavam diariamente o azeite e o pavio para que nunca se apagasse, pois era necessário que permanecesse constantemente iluminando o santuário. Caso contrário os sacerdotes poderiam tropeçar lá dentro. Neste aspecto, percebemos que Jesus se remete a algo muito antigo e conhecido dos Judeus. Ele mesmo seria posteriormente massacrado como o ouro que fez o castiçal. No entanto ele queria mostrar para as pessoas que a luz no santuário era importante para a constante permanência da claridade do lugar, e os serviços cerimoniais pudessem ser realizados. Quando fazemos essa comparação, entre a luz no santuário e Jesus como a luz do mundo, percebemos que ele está, de verdade dizendo que pode iluminar a escuridão da nossa vida e como sacerdote, celebrar em nós a expiação. Enquanto isso, como corddeiro, ele sofreu o sacrifício para nos mostrar com sangue a claridade da sua luz.

Então, se está sentindo que a luz se apagou, ou que está na escuridão à muito tempo, permita que a verdadeira luz entre no seu coração e mente, para haver a purificação necessária. Permita que o Senhor Jesus Cristo, o pai das Luzes, ilumine a sua vida e te traga vida com abundância.
 

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Nossos Comportamentos e Atitudes Influenciam os Pequeninos

Assistam o vídeo e entendam que todos os nossos comportamento e atitudes podem influenciar pessoas, principalmente as crianças.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

A Força com a Graça

As Epístolas de Paulo, assim como toda a Escritura, contém mensagens impressionantes para a Igreja do Senhor. Parece uma coisa óbvia falar isso acerca de partes da Bíblia Sagrada, no entanto, só se percebe esse fato aquele que a estuda com muita fome.

No capítulo 2, da segunda carta a Timóteo, lemos o seguinte: 

"Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus; e o que de mim ouvistes de muitas testemunhas, transmite-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros."

Em primeiro lugar, precisamos pensar na expressão "fortificar na graça". Graça é um favor imerecido, isso demonstra que não merecemos nada da parte do Senhor, entretanto, Deus quis revelar-se ao homem pecador. E para isso se utilizou de algumas formas, como por exemplo a sua palavra. Porém, sua última maneira foi tornando-se homem. Desse jeito, pôde demonstrar seu amor para com a humanidade perdida. Então a Graça que há em Cristo Jesus significa sua revelação demonstrada por meio de sua encarnação e morte na cruz, bem como sua ressurreição ao terceiro dia e sua glorificação posterior. Quando pensamos na expressão mencionada anteriormente, devemos entender que precisamos ficar cada vez mais firmes no propósito de seguir a esse Deus que se deu por nós. Significa procurar fortalecimento na palavra do Senhor em todos os momento e, acima de tudo, buscar uma maior comunhão com Jesus Cristo por meio do Espírito Santo. A graça do Senhor nas vidas dos seus filhos é o que os deixam cada dia mais fortes, pois se não fora isso, todos nós ainda estariamos no lamaçal do pecado.

Porém, essa força que conseguimos na graça de Jesus Cristo não deve ficar limitada a nós. Devemos repassar aos homens. Ensinando a sã doutrina e repartindo o que Cristo nos dá pela graça. Sendo bençãos espirituais, ensinamentos e experiências.

Portanto, façamos isso, vamos nos fortificar e repassar o que o Senhor têm nos dado, para que cada vez mais pessoas compartilhem do amor e da graça de Deus.

Paz seja convosco.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Augustus Nicodemus – Confiabilidade e Autoridade das Escrituras

Augustus Nicodemus – Confiabilidade e Autoridade das Escrituras - Congresso Vida Nova

Os Ataques as Escrituras

Ataque pós-moderno – A mente pós-moderna condena a afirmação de verdade que as Escrituras fazem, devido o relativismo que acreditam. Eles rejeitam a ideia de que um livro religioso seja o certo e todos os demais errados.
Ataque ateu/neoateu – Os ateus e neoateus tem zombado de todos aqueles que acreditam na bíblia e no sobrenatural.
Ataque de outras religiões – Com seus gurus, profetas e líderes iluminados que reivindicam sonhos, visões e revelações
Ataque liberal – O pior tipo de ataque, pois vem de dentro. Eles desacreditam a Bíblia. Fazem distinção entre a Escritura e a Palavra de Deus, afirmando que a bíblia não pode ser identificada como Palavra de Deus absoluta, infalível, confiável e autoritativa, mas um livro de religião como qualquer outro. O resultado do liberalismo é que Cristo não é mais o único caminho para Deus e que não há regras morais e ensinamentos teológicos que sejam absolutos e permanentes.

Palavra de Deus e Escritura

Os neo-ortodoxos disseram que a Escritura não é mas contém a palavra de Deus. Contudo, os cristãos históricos sempre creram que as duas coisas são idênticas, baseados nas palavras de Jesus em João 10:35 e outras passagens.
Pois, se a lei chamou deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida (e a Escritura não pode ser anulada), João 10:35
Por causa disto, os liberais chamam tais cristãos de fundamentalistas. Diante disto é importante: entendermos bem por que confiamos na Bíblia e termos respostas para estes ataques.

O que Entendemos por Escritura

No período de 250 a.C. a 250 d.C. muitos outros livros foram produzidos como Macabeus (250 – 150 a.C.) e escritos Pós-apostólicos (100 – 250 d.C). Todavia, a Igreja reconheceu (reconheceu, não determinou) como inspirados por Deus, infalível, confiável e autoritativa somente os 66 que hoje compõe o cânon (39 + 27) usando critérios como apostolicidade e ortodoxia. Contudo, esse conceito foi sendo perdido ao longo da Idade Média, especialmente com a questão católica do magistério, da infalibilidade papal e da revelação progressiva (após o fechamento do Cânon).

A Autoridade da Escritura

Os Reformadores recuperaram a doutrina da autoridade das Escrituras canônicas que havia sido soterrada durante a Idade Média. Ele rejeitaram a autoridade e infalibilidade papal e re-estabeleceram a autoridade e infalibilidade das Escrituras. Entenderam que este conceito é derivado da própria escritura e tem raízes nos profetas do AT, no Senhor Jesus e seus apóstolos.
Assim, a Escritura passou a ser o Juiz Supremo nas Igrejas protestantes e na vida individual, pelo qual todas as controvérsias religiosas têm de ser determinadas,  todos os decretos de concílios,  todas as opiniões dos antigos escritores e as doutrinas de homens e opiniões particulares têm de ser examinados.

A Necessidade de Escrituras Confiáveis

Qual a base teológica para uma revelação escrita que fosse infalível, confiante e autoritativa?
Temos a revelação de Deus na natureza que é suficiente para mostrar sua existência e sua natureza e deixar os homens indesculpáveis (Romanos 1), mas insuficiente para salvar. Temos também a revelação de Deus na consciência, resultante da Imago Dei (imagem de Deus), que é suficiente para mostrar que existe certo e errado, mas também insuficiente para salvar.
Deus revelou-se e declarou sua vontade ao seu povo e depois a fez escrever toda através de homens que escolheu ao longo de dois milênios e os inspirou para melhor preservação da verdade, propagação da verdade e estabelecimento e conforto da Igreja contra a corrupção da carne e malícia de Satanás e do mundo. Com isto cessaram os modos antigos de Deus se revelar aos homens. Por ser a revelação escrita e inspirada de Deus, as Escrituras são portanto confiáveis e autoritativas.

A Inspiração e Infalibilidade das Escrituras

Agora precisamos definir com mais clareza o que é inspiração – pois ela é a base para a autoridade da Bíblia e para nossa confiança nela. O que queremos dizer é que o Espírito de Deus supervisionou o processo de escrituração da revelação de tal maneira que:
  • Tudo o que os autores humanos escreveram é verdadeiro. Isto se estende até a escolha das palavras.
  • Eles foram preservados de registrar informações e conceitos errados, geográficos, históricos, morais ou espirituais.
  • Não podemos separar informações históricas de doutrinas. Ex: a ressurreição de Jesus é um evento histórico e o ponto doutrinário central.
  • Portanto, a Bíblia é a própria Palavra de Deus, confiável e autoritativa e infalível e inerrante.

O que a Inerrância Não Nega

Ao afirmarmos a inerrância da Bíblia:
  • Não estamos falando que a Bíblia não tenha um lado humano. Reconhecemos isto, mas como Jesus Cristo, a Bíblia é humana e não têm erros.
  • Não estão falando que as traduções são inerrantes – a inerrância está nos originais. Não os temos, mas podemos ter quase plena certeza do conteúdo pela manuscritologia.
  • Não estamos falando que não existem cópias contendo variações e redações diferentes – existem, mas secundárias e em pontos que não comprometem em nada as principais doutrinas da Bíblia.
  • Não estamos falando que a Bíblia seja um livro científico escrito em linguagem científica. Ela usa a linguagem do observador  – morcego, lebre, sol se movendo.
  • Não estamos falando que  não existam aparentes contradições – há várias, mas elas são aparentes. Exemplos: harmonia da cura do cego; números diferentes entre Crônicas e Reis.
  • Não estamos falando que algumas informações da Bíblia não são por vezes vagas e imprecisas – as vezes os autores fazem referências vagas a números e medidas arredondados. Imprecisão não significa erro. Ex: “eu moro a vários quilômetros do meu trabalho”.
  • Não estamos falando que  não há passagens difíceis de entender. Não compreendemos plenamente tudo o que a Bíblia diz – sua mensagem central é clara, mas há passagens difíceis, como o próprio Pedro reconhece (2 Pe 3:15-16)
  • Não estamos falando que não é preciso estudá-la para melhor compreendê-la – sua mensagem central está disponível a todos os crentes. Mas sendo um livro humano, escrito há tanto tempo em outra cultura e língua, os estudos ajudam. Calvino: orare et labutare (ore e labute).

Provas da Inspiração das Escrituras

Ao longo da sua história, os cristãos sempre foram chamados a defender a sua confiança nestes 66 livros, que consideram como Palavra de Deus. Os argumentos geralmente usados são estes:
  • As reivindicações dos autores do AT e NT de que estão escrevendo a palavra de Deus;
  • O testemunho Jesus Cristo sobre as Escrituras;
  • As evidências da ciência: Design Inteligente, etc.;
  • As evidências da arqueologia;
  • A suprema excelência do seu conteúdo (quem somos; de onde viemos; para que existimos; há vida após a morte? Quem é Deus? como posso me relacionar com ele; como resolvo o problema da culpa?)
  • A eficácia da sua doutrina nas vidas transformadas;
  • A harmonia de todas as suas partes;
  • O seu alvo escopo do seu todo (que é dar a Deus toda a glória);
  • As profecias cumpridas;
  • Sua preservação em meio aos ataques.
Todavia, estes argumentos só serão persuasivos e convincentes mediante a iluminação e a convicção do Espírito Santo. Sua autoridade não depende do testemunho de qualquer homem ou igreja, mas depende somente de Deus (a mesma verdade) que é o seu autor.

A Interpretação da Escritura

A doutrina da inspiração e infalibilidade das Escrituras conduzem logicamente a um método de interpretação que se coaduna com a natureza divina das Escrituras. Esse foi o problema dos liberais com o método crítico pretensamente científico e neutro.
Princípios de interpretação:
  • Escritura com Escritura
  • Harmonização
  • Sentido único – natural e óbvio
  • Necessidade de estudo do contexto cultural, histórico e das línguas originais.
  • Dependência do Espírito.

Implicações Práticas

Podemos confiar plenamente em tudo o que a Bíblia diz, pois é a Palavra de Deus. Devemos nos submeter à sua autoridade, reivindicações, promessas, advertências, orientações e instruções. Devemos guiar nossa conduta, decisões, escolhas e toda nossa vida pelos seus ensinamentos, normas, promessas e encorajamentos. Podemos anunciar o Evangelho com convicção, sabendo que Deus honrará a sua própria Palavra aqui registrada.

Conclusão

“Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido. Os ímpios não são assim; são, porém, como a palha que o vento dispersa. Por isso, os perversos não prevalecerão no juízo, nem os pecadores, na congregação dos justos. 6 Pois o SENHOR conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá”. (Salmo 1)
“A Bíblia não adula o ego humano.” – Augustus Nicodemus #CongressoVidaNova

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Um Evangelho Distorcido



          Hoje eu li uma coisa em uma rede social muito famosa que me fez refletir sobre o tipo de evangelho que estamos  vivendo, pregando e compartilhando. Era um comentário de uma fotografia postada por um pastor, que mostrava seu carro novo. Um amigo comenta: "É isso que pastores merecem,...". E outras fotos mostram um belo passeio em um lugar muito bonito.
             É óbvio que eu não acho que não se pode ter coisas boas, e nem que não podemos passear em lugares bonitos. No entanto, a afirmação de que pastores merecem o melhor me parece meio fora de foco quando comparo as informações contidas nas escrituras sobre os homens de Deus da igreja iniciante.
             Será que Jesus está gostando de ver o seu trabalho de uma vida inteira, vida humana, sendo deturpado dessa maneira? Será que foi pra isso que ele nasceu, viveu, morreu e ressuscitou? Será que foi por isso que Paulo sofreu tanto pregando o evangelho pra levar o evangelho? E se eles surgissem no meio de uma igreja da atualidade, será que reconhereriam alguma coisa que é ensinada? Que espécie de evangelho estamos vivendo?
              O evangelho de Cristo é o poder de Deus para salvação do pecador, de acordo com Paulo. Mas não é o que se tem pregado. A teologia da prosperidade com seus enganos e seduções arrastam pessoas boas para o fundo de um poço que talvez não tenham como sair. Precisamos mudar nossos conceitos a esse respeito, pois muitas vidas ainda estão se perdendo, sem Jesus, enquanto alguns aproveitam o melhor da terra durante quase todo o tempo.
             Voltemos a pregar o evangelho que salva, que cura e que liberta pessoas da escravidão do pecado. Preguemos e ensinemos somente a Bíblia, mas essa em toda a sua magnitude e não apenas partes isoladas de seus textos, que apontem para algo que ela não quer dizer.
 

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Matando a sede

MATANDO A SEDE

"...e no último dia da festa, o grande dia da festa, Jesus levantou-se e disse, quem têm sede, que venha a mim e beba..." (Jo 7.37)

Na atualidade, onde muitas pessoas têm procurado tantas coisas materiais e racionais, a fé está sendo muitas vezes deixada de lado, pelo menos a fé em Deus, pois muitos até têm fé em outras coisas. O homem precisa sempre de algo mais, e isso é o que provoca essa busca desenfreada por tais coisas. Ele sempre quer mais e melhor, e isso em muitas ocasiões é saudável, mas é preciso ter muito cuidado para que isso não se torne algo que traga tristezas no lugar de satisfação.

No capítulo do texto em questão percebemos que os irmãos de Jesus não acreditavam nele, achavam que Ele estava enganado. Como lemos no versículo 4 "...se fazes essas coisas..." Da mesma forma que eles as pessoas estão agindo assim hoje em dia. A resposta de Jesus a isso foi mandá-los ir pois ainda não era a sua hora. E depois que eles partiram Jesus foi em oculto. Podemos aprender com isso que na maioria das vezes devemos caminhar em segredo, pois caminhar com pessoas que não compartilham da nossa fé pode nos trazer problemas.

Quando o Mestre chegou em Jerusalém começou a pregar e a ensinar a muitas pessoas, e estas ficavam admiradas com a sabedoria dele. Até que no último dia da festa, o grande dia, Jesus se levanta e diz em voz alta, "...quem têm sede que venha a mim e beba...Estas palavras por si só já dizem muito, pois é o Senhor Jesus quem as disse, mas quando entendemos o contexto nossa mente se abre ainda mais, e podemos então ver o propósito do Senhor em fazer aquilo. A verdade é que na festa dos Tabernáculos era um mandamento perpétua estipulado pela lei de Moisés, que o povo passaria oito dias morando em tendas feitas com folhas e galhos, e no último dia o povo festejaria e isso era para lembrar o cuidado que Deus teve com o povo no deserto. Era costume do povo não beber água durante esses dias e somente no último dia é que o fariam, depois de os sacerdotes lavarem o altar e oferecer o sacrifício do dia. O que significava que o povo esperava para beber água, ou seja, tinha sede. Exatamente neste momento Jesus se levantou e disse as palavras que ecoariam nos anos. Mostrando que ele era a água da vida. Beba dessa água e viverá.