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sábado, 15 de agosto de 2020

Estudo da Parashá Reê (Observe ou veja)

 

Estudos da Torá


Parashá nº 47 – Reê (Observe ou veja)

Devarim/Deuteronômio Dt 11:26-16:17

Haftará (Separação) Is 54:11-55:5; e

B’rit Hadashah (Nova Aliança) Jo 7:1-8:59; 10:9-10.


1 - INTRODUÇÃO

Desde o início do Sefer Devarim (Livro de Devarim) percebemos Moshê (Moisés) relembrar as histórias vividas pelo povo no deserto, bem como todas as leis, estatutos e mandamentos que o Eterno deu em todo o tempo vivido no deserto até aquele momento.

Na parashá (porção) desta semana temos a oportunidade de ver uma série de instruções dadas ao povo para que fossem vividas, e assim pudessem demonstrar através de suas vidas, que eram o povo de Adonay. Vejamos abaixo, um pequeno resumo antes de entrarmos no estudo.

Nessa porção Moshê continua a exortar o povo a seguir os caminhos da Torá, e a confiar em D’us, declarando que seriam abençoados se cumprissem a Torá, e amaldiçoado se não o fizer.

Ele começa então uma longa revisão de várias mitsvot, compreendendo a maior parte do livro de Devarim. Primeiro discute alguns dos mandamentos que são relevantes à iminente conquista da Terra de Israel pelo povo, conclamando-os novamente a remover qualquer vestígio de idolatria. Após ensinar-lhes certos detalhes sobre a oferenda e o consumo de corbanot (sacrifícios), a Torá ordena que o povo do Eterno se abstenha de imitar as nações que os circundam. A eles é dito que permaneçam atentos aos falsos profetas e outras pessoas que poderiam afastá-los de D’us, e ensinar-lhes as leis das cidades cananéias que tornaram-se tão corruptas, que a maioria de seus cidadãos sucumbiu à idolatria, recebendo por isso a pena de morte.

A Torá faz uma revisão sobre quais animais são casher (puros), permitidos para consumo, e quais não o são, seguida pelas leis de ma’aser sheni (o segundo "dízimo"), que é consumido por seus proprietários, mas apenas na cidade de Jerusalém.

Após ordenar que todas as dívidas sejam canceladas ao final de cada sétimo ano (Shemitah), e que devemos ser calorosos e caridosos com nossos irmãos, a Torá repete as leis relativas ao servo. Ele deve ser libertado incondicionalmente no

sétimo ano e coberto de presentes generosos por seu antigo amo.

A Parashá Reê conclui com uma breve descrição das três festas de peregrinação – Pêssach, Shavuot e Sucot – quando todos deveriam ir a Jerusalém e ao Templo com oferendas, para celebrar sua prosperidade.

Que o Eterno nos dê graça de aprendermos com mais esta porção da santa Torá e de toda a Escritura, e acima de tudo, colocarmos em prática o que aprendermos aqui.


2 - ESTUDO DO TEXTO

O significado do nome da porção

A porção dessa semana é introduzida pela palavra “רְאֵה - Re’eh ou Reê”, que significa “observa” ou “veja”. Ela é tão profunda quanto a palavra “shemá” que fala de ouvir e obedecer. Perceba que esta palavra está em modo imperativo, demonstrando pra nós a importância de obedecer o que seria dito. Ela tem relação com uma percepção mais profunda, uma visão interior, com os “olhos” do coração. Veja o texto de Devarim (Dt) 11:26-28:


“Observa(reê) que, hoje, eu ponho diante de vós a bênção e a maldição: a bênção, quando cumprirdes os mandamentos de YHWH, vosso Elohim, que hoje vos ordeno; a maldição, se não cumprirdes os mandamentos de YHWH, vosso Elohim, mas vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes.”


Podemos perceber que Moshê continua sua exortação ao povo para que sigam o caminho da Torá, e confiem no Eterno. Por isso, disse antes, que ela trás uma relação mais profunda, pois para que se possa exercer emunah (confiança, firmeza, fé) é necessário que o homem olhe para dentro de si, note sua incapacidade, e tenha certeza que precisa confiar no seu criador.

A escolha que podemos e devemos fazer

“...hoje, eu ponho diante de vós a bênção e a maldição: a bênção, quando cumprirdes os mandamentos de YHWH, vosso Elohim, que hoje vos ordeno; a maldição, se não cumprirdes os mandamentos de YHWH, vosso Elohim,...”(Dt 11:26-28)


Moshê coloca os mandamentos e instruções do Eterno em perspectiva, apontando a benção como consequência da obediência, e a maldição caso não as obedeçam. Com isso, vemos Adonai apresentando, por meio de seu servo, duas opções para o homem, a fim de que ele tenha a oportunidade de escolher. O que nos mostra que o Criador permitiu ao homem usufruir do livre arbítrio, ou seja, poder de escolha. Ele pode escolher viver desligado ou ligado ao Eterno. Por isso, essa parashá inicia com a palavra “Reê” ou seja, “observa”. O que temos que observar é as opções que nos são colocadas à frente, e tomar a decisão correta. Se o homem tivesse sido criado sem o poder de escolha seria um autômato, como uma máquina, porém, cada um de nós temos o poder ou a liberdade de escolher. Ninguém é obrigado a obedecer ou a pecar (desobedecer), porque o Eterno nos criou para sermos pessoas que podem escolher servi-lo de livre e espontânea vontade. E penso, que na verdade, esse é seu maior desejo.


O homem pode optar pelo caminho da transgressão, do pecado, no entanto essa liberdade não o isenta da responsabilidade e das consequências de suas escolhas.


Os Montes Gerizim e Eival e a paciência do Eterno

“Quando, porém, YHWH, teu Elohim, te introduzir na terra a que vais para possuí-la, então, pronunciarás a bênção sobre o monte Gerizim e a maldição sobre o monte Eival.” (Devarim11:29)


Segundo o site “Shema Ysrael.com”, os montes Gerizim e Eival serviriam como referenciais para o pronunciamento das bênçãos e maldições para que o próprio povo escolhesse o caminho por onde deveriam seguir.


É importante destacar que não podemos atribuir a benção ou a maldição à montanha, mas entender que foi uma forma de ilustrar as duas realidades.


As bençãos eram pronunciadas por aqueles que estavam no monte Gerizim, enquanto as maldições pelas pessoas que estavam no monte Eival.


Segundo o site “Emunah a fé dos santos.com”, os rabinos discutem se realmente se pode falar de uma montanha de maldição e outra de bênção. E diz também, que segundo Rashí, isso se refere ao fato da bênção e da maldição serem anunciadas sobre estes dois montes respectivamente. Nachmánides, escreve que a bênção e a maldição não estão ligados a uma montanha específica.


Assim, perceba uma coisa, o povo tinha que pronunciar a bênção numa montanha e a maldição em outro. O monte Eival, onde se pronunciaram as maldições, era mais alto que monte Gerizim. Isso é uma relação interessante, pois o fato de que o topo do monte, representa juízo sobre a pessoa a qual cai a maldição. Ou seja, a maldição é aplicada após uma jornada mais longa do que a jornada que se percorre para subir o monte Gerizim. Isso quer dizer que, possivelmente, essa relação demonstra que o Eterno espera até ao último momento para que o ímpio se arrependa. O Eterno dá-lhe o máximo de tempo possível para que possa vir a se arrepender, mas se isso não ocorrer, ao final de sua jornada, a maldição ou juízo recairá sobre ele.


Dessa forma, o mencionado site nos diz que, existe uma forma simples de entender a “montanha”, visto que a bênção e a maldição, são ambas metas de dois percursos diferentes; uma caminhada, uma subida pela montanha, que representa uma conduta de vida santa, ou uma conduta de transgressão. Ainda segundo o site, no final dessa caminhada, a pessoa alcançará a bênção, ou a maldição, consoante a escolha que fez como padrão de vida, uma vida pautada pela santificação, ou pelo pecado.


O estudo da porção “Reê” ou “ver” implica em compreender não só o aspecto da escolha, mas o que está revelado, o caminho correto para a vida, assim também, como crer e ter consciência de que, esta bem-aventurança procede de Deus.


Outra implicação, é que consiste ainda, em considerar as consequências desastrosas, conforme já mencionamos, da desobediência, como também as recompensas que o cumprimento dos mandamentos proporcionam, para que através delas o homem possa ter uma vida plena e abundante e servir melhor ao Eterno.


Yeshua fala sobre estes dois caminhos, da obediência e da rebeldia e suas consequências “Eu sou a porta, se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens. O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância;” (Yochanan/João 10:9-10). O site britolam.com.br no estudo dessa parashá diz que, estes são como dois caminhos alegóricos que se localizam no meio exterior, ao longo de toda a extensão da vida humana, onde obrigatoriamente se escolhe uma opção em detrimento da outra em meio a constante luta interior, na submissão do ser à vontade Divina.


Em nossas vidas muitas destas opções que surgem diariamente, são de fácil escolha, ou seja, podemos prever suas consequências benéficas ou maléficas com muita clareza e evidência, sem haver uma tensão, um conflito interno, pois trata-se de uma escolha que condiz com o nosso caráter ou com nossa visão de mundo, como por exemplo, a escolha entre roubar ou não roubar. Contudo algumas escolhas não são tão simples assim, e dessa forma exigem certo discernimento espiritual para saber qual é o caminho certo a seguir, a fim de estar de acordo com a justiça de D’us. Isto portanto, requer o conhecimento das Escrituras, como também um relacionamento mais íntimo com o Eterno, com o exercício das disciplinas espirituais que consta na santidade, na adoração e tefilá (oração), no estudo da Torah, e comunhão constante com o povo de D’us.


Com tudo isso, essa porção compreende em retornar à pureza da essência da Torá rompendo com as más tradições que impedem a percepção e o entendimento da vontade Divina expressa nas Escrituras. Veja Marcos 7:9.


“E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição.”


Retorno à Torá

Depois de alguns assuntos já mencionados aqui, torna-se importante nesse momento, repararmos mais uma vez os primeiros versos da parashá Êkev, que estudamos semana passada, pois trás um princípio importante para todo aquele que serve ao Eterno, principalmente na atualidade. A aliança que HaShem fez com os antepassados é mantida mediante a observância das regras, estatutos que foram entregues. Repare no texto:


“Pelo fato de vocês ouvirem essas regras, e continuarem a cumprí-las, Adonai, seu Deus, manterá com vocês a aliança e misericórdia juradas por ele a seus antepassados.” (Devarim 7:12 - Bíblia Judaica Completa)


Repare que a parashá passada Ekev e a Reê, que estamos estudando, estão ligadas pelo mesmo princípio. Assim, é muito importante e urgente que retornemos a observação das prescrições da Torá, considerando que a Palavra de Deus é imutável, e nos garante tomar a opção certa, não para entrada na Aliança, que é concedida pela graça Divina mediante o sacrifício de Yeshua HaMashiach, conforme vimos no estudo passado, mas para permanecer nela, em santidade constante, como o próprio Yeshua disse em Mt 5:18-19.


“Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei sem que tudo seja cumprido. Qualquer, pois, que violar um destes menores mandamentos e assim ensinar aos homens será chamado o menor no Reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no Reino dos céus.”


Com estes versos e com o que dissemos acima percebemos a importância que Yeshua deu ao cumprimento da Torá, e isso corrobora com o que a própria parashá nos aponta como instrução.


E sobre a importância do cumprimento da Torá, no estudo da parashá Reê do site “britolam.com.br”, encontrei algo muito interessante. Eles afirmam que a importância do cumprimento da Torá se dá em quatro níveis de obediência. Assim, vejamos cada um deles:


- O primeiro nível é a obediência plena alicerçada no amor a D’us e ao próximo. Este nível implica em um estado de subordinação onde a pessoa cumpre a mitsvá (mandamento), pois tem ciência da autoridade e majestade de HaShem e na sua obrigação de executar a Sua vontade. Desta forma, sua submissão se dá ao fato dele aceitar o jugo do Eterno, independente de sua compreensão ou apreciação de ação.


- O segundo nível está mais elevado que o anterior e consta na obediência da mitsvá tendo não somente o zelo e respeito pela autoridade Divina, mas também existe a apreciação intelectual e o envolvimento emocional com a mitsvá, bem como a compreensão das implicações ocasionadas pela observância destas mitsvot (mandamentos). Portanto, mesmo nos Chukim, os mandamentos que não sabemos plenamente seu pleno significado, estes são cumpridos com grande estima e prazer, mesmo diante da ausência da compreensão e razão.


- O terceiro nível de obediência é o nível da visão, que se refere a mensagem da Parashá. Este é o nível do discernimento espiritual que é concedido como dádiva Divina. Este consiste em não apenas ter submissão e zelo pela Palavra, entendimento e prazer no cumprimento, mas também, valendo-se da habilidade de percepção transcendental, abrangendo não somente os aspectos e consequências físicas, mas também os significados e inferências espirituais. Neste estágio o indivíduo requer maior aproximação da luz Divina, a fim de que possa alcançar maior contato e experiências sobrenaturais com as obras do Eterno.


- O quarto nível, o mais elevado, onde o cumprimento das mitsvot implica na soma de todos os níveis anteriores. Este reflete no amor que contém a entrega total, o se deixar gastar pela Obra de D’us na terra, se envolvendo totalmente com a causa do Reino de D’us por puro amor ao Eterno e as Escrituras. Esta entrega pode chegar ao seu extremo, mesmo diante do que lhe é mais precioso, a própria vida, no ato do kidush HaShem, a santificação do Nome no martírio, que muitos achim(irmãos) sofreram ao longo da história e isso expressa a maior dimensão do amor e obediência a D’us. Portanto, o maior alcance do amor é o auto sacrifício que não poupa nem a própria vida, para que o Nome de HaShem seja honrado e conhecido, esta é a prova extrema da fé.


Vemos prova que essa expressão de amor é divina, quando observamos o amor do Eterno ao entregar seu filho unigênito em resgate da humanidade. Também podemos notar Yeshua nos seus momentos finais no Getsemani nos ensinando com seu ato desprendido e supremo que devemos nos submeter à vontade de HaShem, quanto ao cumprimento de seus propósitos a fim de sermos instrumentos de sua justiça.


Dessa forma, amar a D’us compreende justamente o que essa parashá em toda a sua extensão nos ensina, ou seja, cumprir a Torá, pois é sua bendita vontade.


Conforme disse acima, Yeshua se submeteu a vontade divina em se entregar como corban (sacrifício) ao Eterno, cumprindo a determinação do Pai para que o homem fosse redimido. Veja o que diz Jo 15:9-14:


“Como o Pai me amou, também eu vos amei a vós; permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor. Tenho-vos dito isso para que a minha alegria permaneça em vós, e a vossa alegria seja completa. O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando.


Não devemos comer animais imundos

Nesta parashá também é tratado a respeito de quais animais podemos considerar alimento. Observe o texto abaixo:


“Não comam nada que for abominável. Estes são os animais que comereis: o boi, a ovelha, e a cabra. O veado e a corça, e o búfalo, e a cabra montês, e o texugo, e a camurça, e o gamo. Todo o animal que tem unhas fendidas, divididas em duas, que rumina, entre os animais, aquilo comereis” (Dt 14:3-6)

Aqui, o Eterno através de Moshê, repete o que é considerado comida, a fim de que seu povo se alimente. As carnes desses animais poderiam se consumidas de acordo com as demais especificações da Torá que envolvem dentre outras coisas, a forma correta de matá-los.


Disse acima que era uma repetição porque em Vaycrá/Levítico 11 a Torá apresenta esse assunto com tanta clareza quanto aqui. E nesses termos, assim como há animais que são considerados alimentos, há também animais que não são considerados alimentos, pois são imundos. Veja o texto abaixo:


“Porém estes não comereis, dos que somente ruminam, ou que têm a unha fendida: o camelo, e a lebre, e o coelho, porque ruminam mas não têm a unha fendida; imundos vos serão. Nem o porco, porque tem unha fendida, mas não rumina; imundo vos será; não comereis da carne destes, e não tocareis nos seus cadáveres” (Dt 14:7-8).


Da mesma forma, em relação aos peixes, a Torá nos instrui o seguinte: : “Isto comereis de tudo o que há nas águas; tudo o que tem barbatanas e escamas comereis. Mas tudo o que não tiver barbatanas nem escamas não o comereis; imundo vos será” (Dt 14:9-10). E é importante destacar, que em relação a isso em Lv 11, há mais especificidade, pois fala de “...todas as pequenas criaturas aquáticas...”(Lv 11:10).


Também fala a respeito das aves, e diz o seguinte:“Toda a ave limpa comereis. Porém estas são as que não comereis: a águia, e o quebrantosso, e o xofrango, e o abutre, e o falcão, e o milhafre, segundo a sua espécie. E todo o corvo, segundo a sua espécie. E o avestruz, e o mocho, e a gaivota, e o gavião, segundo a sua espécie. E o bufo, e a coruja, e a gralha, e o cisne, e o pelicano, e o corvo marinho, e a cegonha, e a garça, segundo a sua espécie, e a poupa, e o morcego. Também todo o inseto que voa, vos será imundo; não se comerá. Toda a ave limpa comereis” (Dt 14:11-20).


A Torá nos dá instruções que são corretas para nós a respeito do que comemos, e isso implica com a nossa santidade enquanto povo do Eterno. Quando comemos algo imundo, internalizamos o que é imundo, e consequentemente nos tornamos imundos, enquanto aquilo estiver em nosso ventre. Por isso além do fato de transgredirmos o mandamento, e ficarmos em estado de pecado, também nos tornamos inaptos a estar diante do eterno, por estarmos impuros. Podemos observar, como princípio, em relação ao comer coisa indevida e seus resultados, o que o Rav. Sha’ul (Apóstolo Paulo) diz em 1Co 10:14-22. Claro que o contexto ali é idolatria e comida sacrificada, mas ao comer coisa sacrificada o indivíduo também comete pecado, e faz parte da idolatria pelo que passou o animal oferecido, e consequentemente, fica inapto para servir ao Eterno, por isso o princípio é o mesmo. Devemos nos lembrar que Ele é Santo, por isso, devemos ser santos também, caso contrário não poderemos serví-lo.

3 - CONCLUSÃO

Concluindo nosso pequeno estudo, podemos aprender com a porção “observa” ou “vede” que o Eterno nos dá a liberdade de escolha sobre qual caminho seguir. E devemos ter em mente onde esse caminho nos levará, ou qual será as consequências dele. Adonai coloca para escolhermos o caminho da obediência, cuja consequência são as bençãos, e também coloca o caminho da desobediência, cuja consequência são as maldições ou juízos advindos da desobediência. Devemos saber escolher, pois quando se entra pelo caminho da desobediência, da transgressão, mesmo que depois nos arrependamos e sejamos perdoados, e retornemos para o caminho da obediência, algumas consequências de nossas escolhas erradas nos acompanharão por muitos anos em nossas vidas. Então, como diz o texto: “Cuidem de seguir todas as leis e regras que ponho hoje diante de vocês.” Dt 11:32.


Essa porção traz muito mais instruções, as quais devemos estar atentos, e com o tempo, e em próximas oportunidades poderemos abordar.


Bibliografia:


- Torá - Lei de Moisés. Editora Sefer

- Bíblia Judaica Completa, Editora Vida.

- Bíblia Hebraica. Editora Sefer.

- http://www.hebraico.pro.br/r/biblia/

- http://emunah-fe-dos-santos.weebly.com/uploads/1/4/2/3/14238883/parasha_47-_re.pdf

- https://www.britolam.com.br/parashat-ree

- https://www.shemaysrael.com/parasha-reeh/

- pt.chabad.org

- cip.org.br/regras-rituais-e-morais/

- https://www.cjb.org.br/malhut/ree.htm



Por: Pr. Marcelo Santos da Silva

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Reflexão em Efésios 2

Reflexão em Efésios 2

Leia o texto bíblico com atenção, e reflita sobre o que ele fala, repare nos parênteses adicionados para facilitar o entendimento.

"Vocês(crente gentios) estavam mortos em suas transgressões e pecados,
nos quais costumavam viver, quando seguiam a presente ordem deste mundo e o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem na desobediência.

Anteriormente, todos nós(judeus) também vivíamos entre eles, satisfazendo as vontades da nossa carne, seguindo os seus desejos e pensamentos. Como os outros(gentios), éramos por natureza merecedores da ira.
Todavia, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos(judeus) amou, deu-nos vida juntamente com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões — pela graça vocês(gentios) são salvos.

Deus nos ressuscitou com Cristo e com ele nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus, para mostrar, nas eras que hão de vir, a incomparável riqueza de sua graça, demonstrada em sua bondade para conosco em Cristo Jesus.

Pois vocês(gentios) são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês(getnios), é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie.

Porque somos(judeus e gentios crentes) criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós(judeus e gentios crentes) as praticássemos.

Portanto, lembrem-se de que anteriormente vocês(gentios) eram gentios por nascimento e chamados incircuncisão pelos que se chamam circuncisão(judeus), feita no corpo por mãos humanas, e que naquela época vocês(gentios) estavam sem Cristo, separados da comunidade de Israel, sendo estrangeiros quanto às alianças da promessa, sem esperança e sem Deus no mundo.

Mas agora, em Cristo Jesus, vocês(gentios), que antes estavam longe, foram aproximados(de Deus e dos judeus) mediante o sangue de Cristo.

Pois ele é a nossa paz, o qual de ambos(judeus e gentios) fez um e destruiu a barreira, o muro de inimizade,
anulando em seu corpo a lei dos mandamentos expressa em ordenanças(legalismo). O objetivo dele era criar em si mesmo, dos dois, um novo homem, fazendo a paz, e reconciliar com Deus os dois em um corpo, por meio da cruz, pela qual ele destruiu a inimizade.

Ele veio e anunciou paz a vocês(gentios) que estavam longe e paz aos que estavam perto(judeus), pois por meio dele tanto nós(judeus) como vocês(getnios) temos acesso ao Pai, por um só Espírito.

Portanto, vocês(gentios) já não são estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus(nos tornamos um com os judeus crentes em Yeshua), edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas(a toráh), tendo Jesus Cristo como pedra angular, no qual todo o edifício é ajustado e cresce para tornar-se um santuário santo no Senhor.

Nele vocês(gentios crentes) também estão sendo juntamente edificados, para se tornarem morada de Deus por seu Espírito(ser verdadeiramente igreja)."
Efésios 2:1-22

A Palavra de Deus é a verdade, sem dogmas, sem doutrinas humanas.

Voltando às raízes da fé. Restauração já!

terça-feira, 18 de abril de 2017

Crescimento Espiritual do Cristão - Parte 4

Como dito na parte anterior, vamos ver cada um dos passos necessários para o crescimento espiritual em separado, a fim de que entendamos melhor o contexto do crescimento.

- O primeiro é a Fé.
Do grego "pistis", significando lealdade constante e inabalável a alguém com quem estamos unidos por promessa, compromisso, fidelidade e honestidade (Mt 23.23; Rm 3.3; 1Tm 6.12; 2Tm 2.2, 4.7; 1Pe 2.10).
Jesus ensinou sobre a fé e o apóstolo Paulo também. O fato é que não se pode receber a salvação em Cristo sem ter a fé. Por ela ser tão importante, vemos na Bíblia diversos ensinamentos sobre o assunto, e também encontramos diversos tipos e níveis de fé. A fé é um dom dado por Deus. Ela é apenas uma parte do processo de crescimento espiritual. De nada adianta alguém se vangloriar de ter uma grande fé se não tem as outras virtudes.

- O segundo é a Bondade.
 Do grego "agathousune", que significa zelo pela verdade e pela retidão, e repulsa ao mal; pode ser expressa em atos de bondade (Lc 7.37-50 e 10.37) ou na repreensão e na correção do mal (Mt 21.12,13; Rm 1.31, Rm 11.22, Rm 12.12; Sl 23.6; 2Co 10.1).
Esse é outro passo importante, pois ela impede que a nossa fé seja usada para o mal, como acontece em atentados terroristas ou em "trabalhos" espirituais para matar, entre outros. A fé sem bondade produz exploração, manipulação, orações contrárias e até inquisição.
A bondade é uma qualidade do caráter de Cristo no homem, que o leva a fazer o bem indistintamente. 

- O próximo é o Conhecimento.
 Do grego "gnosis", que significa conhecimento, sabedoria (Pv 1.4, 14.6; Is 11.9; Dn 1.17; 1Co 1.5; 1Tm 2.4). 
Em terceiro lugar, Pedro colocou o conhecimento, mas não o conhecimento meramente humano, cheio de racionalismo e desprovido da revelação da palavra de Deus. Precisamos conhecer a Bíblia e também ao próprio Deus por meio de experiências vividas com ele. Na verdade esse conhecimento em si, já é uma forma de crescimento espiritual, pois ele deve ir além da religiosidade. 

- O Domínio Próprio.
Do grego "egkrateia",  significa temperança, o controle ou domínio sobre os desejos e paixões, inclusive a fidelidade aos votos conjugais; também a pureza ( 1Co 7.9; Tt 1.8, 2.5).
O texto de Pedro nos mostra esse outro passo a ser dado em direção ao crescimento espiritual, o domínio próprio. O ser humano precisa do autocontrole, da fé, da bondade e do conhecimento, mas sem isso, todas as outras coisas perdem seu valor. É uma característica que pode a cada dia nos aproximar de Cristo. E é pela falta de domínio próprio que se vê os escândalos, e não pela falta de fé ou conhecimento.

- A perseverança.
Do grego "makrothumia",  que traz o significado de longanimidade, paciência, ser tardio para irar-se ou para o desespero Ef. 4.2; 2Tm 3.10; Hb 12.1). 
Pedro também ensinou sobre a perseverança, ou seja, a insistência na prática do bem e a fidelidade aos compromissos assumidos com Deus e com os homens. O cristão não pode desistir facilmente de seus propósitos (Lc 18.1-7; Ap 2.10). É a perseverança que faz com que um indivíduo permaneça firme em meio a situações difíceis, mesmo que sofra por um tempo.
Perseverança é determinação e firmeza diante das dificuldades naturais e dos ataques espirituais.

- A Piedade.
Do grego "eusebeia, theosebeia",  seus significados trazem louvor, reverência, devoção, temor a Deus (1Tm 6.3-5; At 10.2,22.12; Tg 5.11).
A piedade nesse contexto, não significa pena, dó ou compaixão, mas devoção e dedicação a Deus, ou seja, sinceridade no relacionamento com o Senhor. Nesse aspecto podemos incluir aqui o louvor, a adoração, a oração, o jejum e a oferta, principalmente quando não são vistos pelos homens.

- O Amor Fraternal.
Do grego "phileo", significa ter afeição, gostar, prestar devoção. é o sentimento que um irmão tem pelo outro, ou que os amigos experimentam entre si. É o amor que leva uma pessoa a ajudar outra. Este é o amor traduzido por filadelfos, pois descreve o relacionamento entre irmãos que se ajudam mutuamente. Este não pode ser de teoria, precisa ser prático, e é um importante passo para o crescimento espiritual.

- E por último o Amor.
Do grego "Ágape", significa um sentimento desinteressado, de alguém que se dispõe a dar de si mesmo, sem esperar nada em troca. É o amor mais sublime, mais alto, é a palavra usada para expressar o amor de Deus (Jo 3.16; 1Co 13; Rm 5.5; Ef 5.2; Cl 3.14).
Este é uma amor sacrificial, que vai além da fraternidade, pois não se aplica somente aos irmãos, mas ao próximo em geral, mesmoque seja seu inimigo (Jo 15.13).

Quando tratamos de crescimento espiritual um importante aspecto que pensamos é a mudança de nível. Mudamos de nível em relação a muitas coisas em nossas vidas seculares, e na vida espiritual também precisamos. Que todos nós possamos entender isso e seguir os passos para o crescimento espiritual, pois isso transforma nosso relacionamento com Deus, e o leva a um outro nível.

Que o Senhor lhe abençoe!

Extraído da Apostila de Crescimento Espiritual do Cristão: passos para uma vida espiritualmente sadia.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Crescimento Espiritual do Cristão - Parte 2

Resultado de imagem para crescimento espiritual



Continuando com nossa reflexão sobre o Crescimento Espiritual do Cristão, a fim de que, possamos ser como é a vontade de Deus para nossas vidas, como árvores frutíferas sadias, que dão seus frutos na estação certa. 


Sendo assim, hoje veremos alguns passos importantes para a busca desse crescimento, tão importante para nossas vidas cristãs atualmente, quando vivemos em um mundo repleto de pessoas que estão estagnadas no âmbito espiritual. Muitos estão com suas vidas espirituais totalmente paradas, sem viver a plenitude do que Deus planejou para elas. E para isso precisamos olhar com atenção para um texto bíblico importante.

1Pedro 1.13-25

Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios, e esperai inteiramente na graça que se vos oferece na revelação de Jesus Cristo.   Como filhos obedientes, não vos conformeis às concupiscências que antes tínheis na vossa ignorância;  mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento;  porquanto está escrito: Sereis santos, porque eu sou santo.   E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor durante o tempo da vossa peregrinação,  sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos vossos pais,  mas com precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o sangue de Cristo,   o qual, na verdade, foi conhecido ainda antes da fundação do mundo, mas manifesto no fim dos tempos por amor de vós,  que por ele credes em Deus, que o ressuscitou dentre os mortos e lhe deu glória, de modo que a vossa fé e esperança estivessem em Deus.  Já que tendes purificado as vossas almas na obediência à verdade, que leva ao amor fraternal não fingido, de coração amai-vos ardentemente uns aos outros,  tendo renascido, não de semente corruptível, mas de incorruptível, pela palavra de Deus, a qual vive e permanece.   Porque: Toda a carne é como a erva, e toda a sua glória como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor;   

 mas a palavra do Senhor permanece para sempre. E esta é a palavra que vos foi evangelizada.   
 Trataremos de algo chamado Santidade. A Bíblia nos diz que sem ela ninguém verá a Deus. Então vamos analisar o texto de Pedro acima. 
Ele inicia dizendo algo sobre cingir os lombos do entendimento. Mas é possível que você esteja se questionando, afinal lombo, ou cintura, não tem entendimento. Porém, quando o apóstolo está dizendo isso, está com certeza querendo dizer que devemos manter firmes o entendimento que temos acerca da graça de Jesus. Nesse trecho das Escrituras Sagradas, o autor está nos mostrando que precisamos ser obedientes, sem nos conformar com as coisas erradas que tem no mundo, assim como agíamos antes de conhecer Jesus. Ele está nos dizendo ainda, que Deus o qual chamamos de Pai, é um Deus santo, e por isso, devemos também ser santos, e que quando agimos dessa maneira poderemos alcançar a incorruptibilidade, ou seja, a estatura de varão perfeito. Isto é, pessoas perfeitas, mas isto só irá acontecer quando chegarmos ao céu. Por ora, precisamos perseguir o objetivo principal que é a Santidade.

Mas o que é isso? Ana Paula Valadão, em seu livro, "Santificação: Estamos em Obras", diz que a santidade é uma obra na qual trabalhamos por toda a vida, pois ela é a transformação que vivemos enquanto Cristo é formado em nós. Ou seja, é construído gradualmente, a cada momento de aprendizado, e com isso o caráter de Cristo vai moldando o nosso, até que atingimos a estatura de varão perfeito. Entretanto, o inimigo de nossas almas, sempre tenta nos sabotar, porque seu propósito é interromper a nossa santificação, e com isso, nosso crescimento espiritual. E ele faz isso atrapalhando o nosso relacionamento com Deus, ficando à espreita, buscando a ocasião certa. Por isso é tão importante o crescimento espiritual contínuo, para aprendermos a resisti-lo de forma eficaz, com a ajuda do Espírito Santo. Como já disse antes, a santidade faz parte desse processo de amadurecimento do crente que é fiel a Deus. Acredito que esse seja o primeiro passo a dar em direção a esse crescimento.

1. Santificação como Aperfeiçoamento
    A santificação como aperfeiçoamento do cristão é inspirado na pessoa de nosso mestre, Jesus Cristo, e deve ser buscada constantemente na nossa vida. Na verdade, esse é o modo de vida que agrada a Deus. De acordo com Ana Paula, "estamos sendo aprimorados no presente".
Vede que grande amor nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus; e nós o somos. Por isso o mundo não nos conhece; porque não conheceu a ele. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é, o veremos. E todo o que nele tem esta esperança, purifica-se a si mesmo, assim como ele é puro.  (1Jo 3.1-3)


 Devemos manter viva a esperança de vermos o Senhor face a face e de permanecermos na sua presença continuamente, pois isso nos impulsiona à santificação. Mas como já disse, enfrentamos situações difíceis que podem interromper a nossa santificação, levando ao não crescimento, e Satanás é o pivô dos ataques para paralisar esse processo. Ele atua nas nossas fraquezas humanas, e são elas que nos impedem de crescermos em direção à santificação.

2. Impedimentos à Santificação
    Muitas coisas podem impedir nossa santificação. Existem pessoas com vários tipos de vícios, há pessoas que amam o dinheiro, outros possuem temperamentos que sacrificam seu convívio com o próximo, há aqueles que são egoístas, desonestos, e tantos outros. Veja algumas formas de ataques que o inimigo usa para tentar tirar o foco da santidade, gerando impedimentos.

a) Intimidação 
    O ato de provocar medo, apreensão, temor. Quando o inimigo percebe que você está caminhando em direção à santificação, logo inicia seus meios de intimidar, lançando palavras ameaçadoras em nossa mente. Utilizando para isso, acusações relacionadas ao nosso passado.
b) Situações de Tropeço
    Ainda no livro anteriormente mencionado, a autora diz que, "não torpeçamos nas montanhas,mas em pedrinhas". O Diabo age no sentido de criar situações pequenas, a fim de nos fazer tropeçar e cair. Por exemplo, uma pessoa que tinha o mal hábito de mentir, e encontra-se agora na verdade, será tentada em situações para dizer mentira. 

c) Confusão
    Outra forma de ataque do inimigo utiliza é a confusão. Com sua astúcia, ele age no meio do povo de Deus, jogando as pessoas umas contra as outras. Ele se utiliza das nossas falhas de comunicação, pois as vezes falamos uma coisa e a pessoa entende outra, e isso causa uma confusão tremenda. Devemos estar atentos contra isso, por isso, ser sincero, claro e conciliador é sempre o melhor caminho.
d) Desânimo
    Esta é uma ferramenta que o mal utiliza a fim de fazer o fiel parar. O cansaço e os desapontamentos costumam trazer desânimo, porque quando nos sentimos assim, não discernimos bem as coisas, e acabamos vendo dificuldades que na verdade não existem. Começamos a pensar que somos muito fracos e que as dificuldades são muito grandes para nós. Aí, deixamos de orar, de ler a Bíblia, etc.

e) Falta de Discernimento
    A quinta maneira que o inimigo usa para atrapalhar nossa santidade é a falta de discernimento espiritual, ou seja, ausência de compreensão das estratégias malignas. Nos esquecemos que nosso inimigo é um ser espiritual, e por isso, age na esfera espiritual, ou seja, sobre naturalmente. Seus ataques se iniciam no campo espiritual, e se não nos cuidarmos, pensaremos que tudo o que ocorre conosco é natural.


Na próxima semana trataremos das Estratégias de Defesa contra estes impedimentos à santificação.

Obs: Estudo extraído da Apostila de Crescimento Espiritual do Cristão:  Passos para uma vida espiritualmente sadia.