Estudos da Torá
Parashá nº 46 – Ekev (Continuarem)
Devarim/Deuteronômio 7:12-11:25
Haftará (separação) Is 49:14-51:3.
Escritos Nazarenos (Novo Testamento) Mt 4:1-11; Tg 5:7-11.
O Perigo da Prosperidade: Quando a bênção vira armadilha
A parashá Ekev apresenta um alerta muito profundo ao alertar que o maior teste nem sempre é a escassez, pois muitas vezes é a abundância. Durante quarenta anos no deserto, Yisrael dependia diariamente do Eterno. O maná caía dos shamayim, a água brotava da rocha, as roupas não envelheciam e as sandálias não se gastavam. Naquele contexto, ninguém podia atribuir a sobrevivência ao próprio esforço. Entretanto, ao entrarem na terra prometida, cercados por fartura, colheitas abundantes e cidades já edificadas, surgiria um novo perigo: esquecer quem era a verdadeira fonte de todas aquelas bênçãos.
Moshê compreendia que a prosperidade poderia produzir uma ilusão muito mais sutil do que a pobreza. A necessidade costuma levar o homem a clamar ao Eterno, a abundância, porém, frequentemente o convence de que já não precisa dEle. Neste estudo veremos como é importante entender que em todo tempo devemos reconhecer nossa necessidade do Eterno. Siga firme comigo até o final.
RESUMO DA PARASHÁ
A parashá Ekev dá continuidade ao segundo discurso de Moshê às vésperas da entrada de Yisrael na terra prometida. O nome Ekev, que pode ser entendido como "como consequência" ou "porque" ou ainda “continuarem”, introduz uma das principais mensagens da porção: a obediência aos mandamentos do Eterno produz bênçãos, enquanto o esquecimento de Suas instruções conduz à ruína.
Moshê começa lembrando ao povo que, se ouvirem e guardarem os mandamentos, o Eterno permanecerá fiel à aliança estabelecida com Avraham, Yitzchaq e Yaakov. Como consequência da obediência, Yisrael experimentaria prosperidade, saúde, fertilidade e vitória sobre seus inimigos. Contudo, essa promessa não significava ausência de desafios. As nações que habitavam a terra eram numerosas e poderosas, mas o povo não deveria temê-las, pois o mesmo Eterno que derrotou o Mitzrayim continuaria lutando por eles. A conquista da terra aconteceria gradualmente, conforme a sabedoria e o propósito do Eterno.
Em seguida, Moshê relembra os quarenta anos no deserto e mostra que aquele período não foi um castigo sem propósito, mas um tempo de formação e refinamento. O Eterno humilhou, provou e sustentou Yisrael para ensinar que "o homem não vive somente do pão, mas de tudo o que procede da boca do Eterno" (Devarim 8:3). O maná, a preservação das roupas e das sandálias e o cuidado diário revelavam que a verdadeira segurança não estava nos recursos materiais, mas na dependência constante de HaShem.
Ao aproximar-se da terra fértil, Moshê faz uma das advertências mais importantes da parashá: o perigo da prosperidade. Depois de desfrutarem de boas colheitas, cidades construídas e abundância, o povo poderia imaginar que suas próprias forças haviam conquistado tudo aquilo. Por isso ele os exorta a jamais esquecer que é o Eterno quem concede força para adquirir riquezas e cumprir a aliança. O orgulho e a autossuficiência seriam tão perigosos quanto a idolatria, pois ambos afastariam o coração do Criador.
Para combater qualquer sentimento de mérito próprio, Moshê recorda episódios da rebeldia de Yisrael, especialmente o pecado do bezerro de fundição. Ele relembra como intercedeu durante quarenta dias e quarenta noites para que o povo não fosse destruído, demonstrando que a permanência de Yisrael não era resultado de sua justiça, mas da misericórdia do Eterno e de Sua fidelidade às promessas feitas aos patriarcas.
Depois de narrar a renovação da aliança com as segundas tábuas, Moshê resume aquilo que o Eterno requer de Seu povo: temê-Lo, andar em todos os Seus caminhos, amá-Lo, servi-Lo com todo o coração e guardar os Seus mandamentos para o seu próprio bem (Devarim 10:12–13). Ele enfatiza que o Eterno é justo, não faz acepção de pessoas e ama o estrangeiro, sustentando o órfão e a viúva. Por isso, Yisrael também deveria demonstrar esse mesmo caráter em sua maneira de viver.
Nos capítulos finais da porção, Moshê compara a terra prometida ao Mitzrayim. Diferentemente da terra da escravidão, irrigada pelo esforço humano, a terra de Yisrael dependeria das chuvas enviadas pelo Eterno. Essa característica ensinava uma lição permanente: a prosperidade do povo estaria diretamente ligada à sua obediência. Se guardassem os mandamentos, receberiam chuva no tempo certo e desfrutariam da abundância; se se desviassem para a idolatria, a terra sofreria seca e esterilidade.
A parashá termina conclamando o povo a colocar as palavras do Eterno no coração, ensiná-las diligentemente aos filhos, falar delas em casa e durante o caminho, escrevê-las nos umbrais das portas e tê-las continuamente diante dos olhos. Assim, a permanência na terra e as vitórias sobre os inimigos dependeriam da fidelidade à aliança.
A mensagem central de Ekev é que o Eterno deseja formar um povo que não apenas desfrute de Suas bênçãos, mas que viva em constante lembrança de quem Ele é e do que fez. O maior perigo não era a força das nações cananeias, mas o esquecimento. A memória do deserto, do Mitzrayim e da provisão diária deveria produzir humildade, gratidão e obediência. Assim, a verdadeira prosperidade não seria medida pela abundância de bens, mas por um coração que permanece fiel aos mandamentos do Eterno em todas as circunstâncias.
ESTUDO DO TEXTO DA PARASHÁ
Esta porção traz uma das advertências mais penetrantes de todo o Devarim. Moshê já não fala com um povo faminto no deserto, mas com um povo prestes a entrar numa terra descrita como boa, com trigo, cevada, videiras, figueiras, romãs, azeite e mel (Devarim 8:8). E é justamente diante dessa promessa de fartura que ele introduz um dos temas mais recorrentes de toda a Escritura: o risco espiritual da prosperidade. Você poderá observar que não se trata de proibir a prosperidade ou a riqueza, mas de ter a mente e o coração no lugar certo, reconhecendo que é o doador de tudo.
Este estudo percorre esse tema desde o texto de Ekev, passando pelo restante da Torá, pelos Profetas e pelos Ketuvim, até chegar aos ensinos de Yeshua e dos apóstolos.
1 - A advertência principal
O texto é direto sobre o mecanismo que está em jogo:
"Guarda-te, para que não te esqueças do Eterno, teu Elohim, deixando de obedecer às suas mitsvot, às regras e aos regulamentos que hoje entrego. Para que não suceda que, depois de teres comido e te fartares, e edificares boas casas, e nelas habitares, e aumentarem o gado, os rebanhos, a prata, o ouro e tudo mais que possuem, se tornem orgulhosos, e te esqueças do Eterno teu Elohim que os tirou da terra do Egito, onde viviam como escravos; que os guiou através do deserto vasto e temível, com serpentes venenosas, escorpiões e secas, com o solo ressecado; que tirou água da pedra para vocês; que os alimentou no deserto com o maná, algo desconhecido por seus antepassados; enquanto ele os humilhada e testava com o objetivo de, ao final, fazer o bem a vocês. E digas no teu coração: A minha força e a fortaleza da minha mão me adquiriu esta riqueza. Antes, lembra-te do Eterno teu Elohim, porque ele é o que te dá força para adquirires riquezas, para confirmar o seu concerto, que jurou a teus pais, como se vê neste dia." (Devarim 8:11-18)
Moshê descreve uma sequência bem interessante:
- primeiro vem a fartura;
- depois a satisfação;
- em seguida o crescimento do patrimônio;
- logo aparece o orgulho;
- por fim surge o esquecimento do Eterno.
O pecado não começa quando a pessoa possui riquezas. A sequência no contexto é precisa: comer, fartar-se, construir, habitar, e só então o coração se exaltar. O pecado começa quando a pessoa passa a acreditar que as riquezas nasceram dela mesma. A prosperidade não corrompe de forma instantânea, ela opera devagar, através da repetição do conforto, até que a memória de quem forneceu tudo aquilo comece a se apagar. O que toma o lugar dessa memória não é o ateísmo declarado, mas uma narrativa de autossuficiência: "minha força e a fortaleza da minha mão". Isso é extraordinário, pois o texto não condena possuir riquezas, o problema é atribuir o mérito delas ao próprio braço. Devemos entender que até a capacidade de trabalhar é um presente do Eterno. A inteligência, a saúde, as oportunidades, os talentos, o tempo e a própria vida procedem do Eterno. Por isso, Moshê não condena a riqueza, ele expõe a tendência humana de reescrever a própria história assim que ela chega.
Repare porém, que este texto não é o único a tratar desse assunto da Torá, veremos a seguir outros textos que torna isso ainda mais claro.
2 - O mesmo tema em outras partes da Torá.
Esse alerta não é exclusivo da parashá Ekev. Na porção anterior, Va'etchanan, o mesmo Moshê já havia descrito a terra como um lugar de casas que o povo não construiu, poços que não cavou e vinhas que não plantou (Devarim 6:10-12), o cenário perfeito para o esquecimento se instalar. E mais adiante, no Cântico de Ha'azinu, a mesma ideia reaparece em linguagem poética:
"Engrossou-se Jesurum, e deu coices... e deixou a Deus que o fez, e desprezou a Rocha da sua salvação." (Devarim 32:15)
A imagem de um animal bem alimentado que se volta contra quem o sustenta é, essencialmente, a mesma advertência de Ekev traduzida em metáfora. O fato de o tema aparecer três vezes dentro do próprio Devarim sugere que Moshê o considerava um dos maiores riscos existenciais para a nação que estava prestes a nascer como povo estabelecido numa terra própria.
Percebe-se um padrão, pois quanto mais confortável a vida se torna, maior é a tendência de esquecer o Autor da provisão. A prosperidade produz uma falsa sensação de independência. O homem começa a pensar:
eu consegui;
eu mereço;
eu sou capaz;
eu construí tudo isso.
É exatamente esse pensamento que a Torá combate em suas instruções. O Eterno estabelece uma orientação contra a autossuficiência.
3 - A confirmação dos Profetas e dos Ketuvim
Gerações depois, os profetas olham para a trajetória de Israel e reconhecem exatamente o padrão que Moshê havia previsto.
"Depois que se alimentaram, se fartaram; quando se fartaram, se ensoberbeceu o seu coração; por isso se esqueceram de mim." (Hoshea 13:6)
O profeta Hoshea praticamente cita o mecanismo de Devarim 8 como diagnóstico histórico já cumprido. E este é um diagnóstico impressionante, pois a sequência é exatamente a mesma de Ekev e de outras partes da Torá: pastagem, fartura, orgulho e esquecimento.
Amós, por sua vez, aborda o mesmo problema, mas por um ângulo social, observe o texto:
Ai dos que vivem bem em Tziyon e dos que se sentem seguros nas colinas de Shomron, homens renomados das principais nações, a quem se chegou o restante de Yisrael. (Amos 6:1)
Ele denuncia os que vivem despreocupados em meio ao luxo, usando termos como "em repouso em Sião" (Amós 6:1-6 leia o texto), enquanto ao redor deles a injustiça se acumula. Nesse caso, o esquecimento de Deus não aparece como uma crise privada de fé, mas como uma insensibilidade coletiva diante do sofrimento alheio.
Há também um contraponto valioso em Yirmiyahu, que descreve onde deveria estar o verdadeiro motivo de orgulho:
"Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte na sua força, nem o rico nas suas riquezas; mas o que se gloria, glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o SENHOR." (Yirmiyahu 9:23-24)
Yirmeyahu denuncia um povo que continuava oferecendo sacrifícios enquanto seu coração estava distante. Eles confiavam mais na estabilidade econômica do que no Eterno. O resultado foi a destruição da terra.
Ao explicar o pecado de Sedom, o profeta Yechezkel escreve algo que surpreende muitos leitores.
"Eis que esta foi a iniquidade de tua irmã Sedom: soberba, fartura de pão e próspera tranquilidade..." (Yechezkel 16:49)
De acordo com o profeta a prosperidade produziu orgulho, o orgulho destruiu a compaixão e a abundância tornou o coração insensível.
E nos Ketuvim, a oração de Agur em Mishlei 30:8-9 mostra que essa preocupação já fazia parte da sabedoria consciente de Yisrael, longe de ser apenas um tema profético isolado:
"Não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão que me é necessário. Para que não suceda que, estando eu farto, te negue, e diga: Quem é o SENHOR? E se eu for pobre, posso furtar e assim profanar o nome do meu Elohim." (Mishlei 30:8-9)
4 - Yeshua retoma e amplia o alerta
Séculos mais tarde, Yeshua ensina dentro dessa mesma tradição profética. O mestre nunca condenou possuir bens, mas um coração escravizado por eles. Na parábola do semeador ele afirma:
As preocupações desta era e o engano das riquezas sufocam a palavra. (Mattityahu 13:3-9)
Observe a expressão usada por Yeshua, “Engano das riquezas”, pois o engano consiste em fazer o homem acreditar que o dinheiro produz segurança permanente, mas apenas o Eterno sustenta a vida.
Em Mattityahu 6:24, ele declara:
"Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará o primeiro e amará o segundo, ou desprezará o segundo e será leal ao primeiro. Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro." (Mattityahu 6:24)
Mamom, termo aramaico para riqueza ou dinheiro, é tratado quase como um segundo senhor, uma força rival que disputa a lealdade que pertence a Hashem, exatamente a mesma disputa que Ekev já havia antecipado em linguagem diferente.
Outro exemplo é o homem rico que ampliou seus celeiros na parábola do rico insensato em Lucas 12:16-21. Esse relato funciona quase como uma narração ilustrativa de Devarim 8: um homem tem uma colheita tão farta que decide construir celeiros maiores, planeja anos de conforto, e em nenhum momento de seu raciocínio interno há espaço para Deus, nem mesmo para agradecer. Ele dizia repetidamente: "meus celeiros", "meus bens", "minha colheita". Nenhuma vez agradece ao Eterno ou reconhece a origem da bênção. Naquela mesma noite sua vida lhe foi requerida. O problema não era possuir celeiros era possuir um coração que já não dependia do Eterno. Essa é a lógica de "minha força e minha mão" encenada em forma de parábola.
O episódio do jovem rico (Marcos 10:17-27 e Mattityahu 19:16-26), com a imagem do camelo e o fundo da agulha, segue a mesma direção: o problema não é a posse em si, é o apego que compete com o lugar que só pertence a Deus. A questão nunca foi financeira.
Sempre foi espiritual, isto é, relacionada ao coração, à fidelidade e à obediência.
5 - Os apóstolos aplicam o princípio à comunidade.
O apóstolo Shaul/Paulo retoma esse assunto ao instruir Timóteo sobre como orientar os membros mais prósperos da comunidade:
"Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus vivo, que abundantemente nos dá tudo para desfrutarmos." (1 Timóteo 6:17)
A instrução de Paulo é quase uma reformulação apostólica do texto de Devarim 8:17-18, aplicada a um contexto comunitário diferente, mas reconhecendo o mesmo risco espiritual da ênfase na prosperidade. Ele está ensinando que a riqueza é incerta, somente o Eterno permanece.
Yaakov/Tiago, por sua vez, é ainda mais incisivo em sua carta. Ele condena os ricos que acumularam riqueza às custas da injustiça (Yaakov 5:1-6), explorando trabalhadores e repreende quem planeja negócios "para hoje ou amanhã" sem nenhuma menção à vontade de Deus (Yaakov 4:13-16). A riqueza havia se tornado um ídolo, não porque fosse pecado produzir, mas porque substituiu a justiça. Em ambos os casos, a estrutura é a mesma que já víamos em Ekev: um planejamento humano que se esquece de quem realmente sustenta tudo.
E ainda vemos Kefa/Pedro recordando que fomos resgatados da "vã maneira de viver" em Kefa Alef/1Pe 1:18. O discípulo de Yeshua não mede sua vida pelo que possui, mas pela fidelidade ao Eterno.
6 - A idolatria da autossuficiência
A parashá Ekev ensina algo profundo, pois a idolatria não começa apenas diante de uma imagem ela começa quando o coração troca sua confiança. No deserto, Yisrael dependia do maná e na terra, dependeria das colheitas. O desafio era não substituir o Doador pelos dons. É possível abandonar os ídolos de pedra e construir um ídolo invisível chamado "eu mesmo".
Quando alguém acredita que sua inteligência, sua empresa, seu trabalho ou seu patrimônio garantem seu futuro, está repetindo exatamente o erro que Moshê advertiu: "Minha força e o poder da minha mão fizeram tudo isso." Por isso Moshê insiste: "Lembrarás de HaShem." Lembrar não significa apenas recordar mentalmente, significa reconhecer diariamente que tudo pertence ao Eterno.
Concluindo nosso estudo, vemos que da Torá aos Profetas, dos Ketuvim a Yeshua, dos evangelhos aos escritos apostólicos, o alvo dessas advertências nunca é a riqueza em si mesma. O alvo é o esquecimento que ela tende a provocar, e a narrativa de autossuficiência que costuma nascer dele. Ekev estabelece o diagnóstico original, em Devarim 8:17:
"a minha força e a fortaleza da minha mão me adquiriu este poder."
Todo o restante das Escrituras, de Hoshea a Yaakov, parece funcionar como um comentário contínuo sobre esse mesmo versículo, cada geração reconhecendo, à sua maneira, o mesmo padrão no coração humano, que foi alertado pelo Eterno como um perigo.
A prosperidade é uma bênção quando conduz à gratidão, à generosidade e à obediência. Porém, torna-se uma armadilha quando alimenta o orgulho e a autossuficiência. A mensagem de Ekev ecoa por toda a Torá, é reafirmada pelos Profetas e aprofundada por Yeshua e pelos shaliachim: o verdadeiro perigo não está na riqueza, mas no coração que deixa de depender do Eterno.
O antídoto contra esse perigo é o mesmo apresentado por Moshê: lembrar. Lembrar de onde o Eterno nos tirou, de como nos sustentou no deserto e de que até a força para trabalhar vem dEle. Quando essa memória permanece viva, a prosperidade deixa de ser motivo de exaltação pessoal e torna-se uma oportunidade de glorificar o Eterno por meio da obediência, da justiça e da generosidade.
Assim, a pergunta que a parashá Ekev faz a cada geração continua atual: quando a abundância chegar, em quem estará a nossa confiança: na obra das nossas mãos ou nAquele que nos deu as mãos para trabalhar?
Que o Eterno lhes abençoe.
Moshê Ben Yosef
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