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terça-feira, 2 de julho de 2019

Estamos sendo sal?

       Leia o texto abaixo:

"Vocês são o sal da terra. Mas se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens." (Mt 5.13)

       No capítulo 5 de Mattityahu (Mateus) vemos Yeshua vendo uma grande multidão que o estava seguindo, então ele decidi subir um monte e lá em cima assentou-se, e junto dele assentaram-se os seus discípulos. Podemos entender que as pessoas que compunham a multidão que o seguia devem ter se assentado monte abaixo também. E neste contexto o mestre começa a ensiná-los, aproveitando a acústica do lugar, pois do alto do monte sua vós se propagaria para as várias direções. No entanto, seu ensino não era comum, nem era o que muitos esperavam naquela época atribulada de domínio romano. Seu ensino trazia algo que há muito não se via por aqueles lados, o ensino verdadeiro da Torá. Uma Torá sem as "leis de cerca"(leis que protegiam as leis da Torá) que alguns hipócritas haviam criado tempos atrás, com a intenção de proteger a Torá. 

        O ensino de Yeshua trazia uma verdade transparente e muito simples de entender, pois era a verdade que o povo havia ouvido no deserto pela boca de Moshê (Moisés) quando transmitia a vontade de Adonai. 

         Yeshua começa a ensinar a Torá e os profetas, que eram as Escrituras que ele tinha em sua época. E começa com princípios constantes na Lei de D'us para os homens. Ele começa com as "Bem-aventuranças" e continua com uma série de princípios fundamentais para todo aquele que se diz seguidor do Messias Yeshua. São princípios que devem nortear a vida daquele que se aproxima do povo de D'us, o povo de Israel. Ele fala sobre perseverança, perseguição, humildade, justiça, misericórdia, pureza, pacificação, e tantas outras coisas.

         Porém, quando chega no verso 13,  que transcrevemos acima, ele continua o discurso, mas agora sobre uma nova roupagem, ele começa a usar algumas figuras, e especificamente neste versos, fala sobre o sal.      
               
         Yeshua falou sobre o sabor do sal e sua importância em se manter puro, para que não perca seu valor, caso contrário será pisado pelos homens. Vejamos então o que podemos aprender com esse ensino do Messias Yeshua.

1. A IMPORTÂNCIA DO SAL NAS ESCRITURAS
    Encontramos em um subsídio na Bíblia do Pregador Pentecostal, página 1393, o seguinte comentário: 

    "Reconhecendo a importância do sal para dar sabor aos alimentos, o patriarca Jó faz a seguinte pergunta: "comer-se-á sem sal o que é insípido? Ou haverá gosto na clara do ovo?" (Jó 6:6)."

       Na Torá, encontramos Moshê falando da importância do sal nas ofertas em Levíticos 2:13.

      Na época de Yeshua o sal era muito valioso, tanto que os soldados romanos frequentemente recebiam seus soldos em sal, de onde vem o nome salário. Este mineral era usado também como condimento, como conservante, como fertilizante e muitas vezes até mesmo como remédio. Este mesmo elemento tão útil era facilmente inutilizado, pois se deteriorava sob o calor forte, ou sobre a umidade. E ele queria nos mostrar com essa pequena comparação que o Reino dos Céus é expressado por meio dos indivíduos, pois cada um dos que são desse reino deve expressá-lo em sua vida e atitudes, devem se comprometer com as normas do Reino, que são exatamente o que ele tinha começado a falar anteriormente. 
  
         Então, entre outras coisas podemos destacar que o sal tinha sua importância como valor monetário, mas também era muito importante em seu valor como conservador de alimentos, pois sabemos que o sal é utilizado até hoje para conservar alimentos. 

          Sendo assim, reconhecendo que o sal é importante, e que nosso mestre Yeshua queria que aprendêssemos suas características para que pudéssemos viver neste mundo fazendo a diferença, precisamos aprender a ser sal.

2. COMO SER SAL NO MUNDO?
     Para sermos sal neste mundo devemos seguir principalmente os princípios estabelecidos pelas Escrituras. Sendo assim, vejamos como a Palavra de D'us nos instrui a ser.

a) Devemos ser testemunhas fiéis (Mc 9:50)
"O sal é bom, mas se o sal perder o seu sabor, como você vai fazer isso salgar? Tende sal em vós mesmos, isso é, estejam em paz uns com os outros."
Estar em paz um com o outro pode ser complicado, mas que valor tem nosso testemunho para o mundo, se estamos sempre discutindo entre nós mesmos ou enfatizando as nossas diferenças?

b) Devemos saber usar a nossa fala (Cl 4.6)
"Que vossa palavra seja sempre graciosa, temperada com sal, para que saibais como deveis responder a cada um."
A nossa forma de falar é importante para que possamos abrir portas para as pessoas conhecerem o evangelho, no lugar de colocar obstáculos em seu caminho.

       Há um pensamento que diz: "Cuidado com seu testemunho, pois enquanto você lê a Bíblia, o mundo lê a sua vida."

         Não podemos criar uma falsa imagem de que não importa o que as pessoas pensam de nós, sim, não podemos ser guiados por aquilo que os outros acham e sim, temos que ser guiados pelo RUACH HAKODESH (Espírito Santo), porém não podemos fingir ser crentes e dar mal testemunho por aí.

          Precisamos ser sal para dar sabor, preservar a sociedade apodrecida pelo pecado e fazer a diferença onde estamos. Não a diferença por ser um crente chato, que aponta os erros dos outros, por ser legalista e que vê demônios em tudo e que as pessoas não querem estar perto. Este tipo de crente afasta as pessoas.

              Concluindo, devemos então ser sal vivendo uma vida de piedade, amor, harmonia e zelo pelas coisas do Eterno. Se precisar que o Eterno lhe ajude a ser sal, seja humilde e peça ao Eterno, que em Yeshua lhe concederá, mas acima de tudo, viva segundo as Escrituras Sagradas.












segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Somente quem faz a vontade do Pai

Um dia desses, ao para em um sinal na minha cidade, recebi uma revista "Show da Fé" da Igreja da Graça, onde li um editorial escrito pelo Pastor R. R. Soares. O título me chamou a atenção: "Somente quem faz a vontade do Pai." Comecei a ler o texto, fui lendo e achando o conteúdo muito edificante. Fiquei impressionado, sem demagogia alguma, pois geralmente não tenho o costume de parar para assistir os programas do mencionado homen de Deus. No entanto, o texto me chamou muito a atenção, conforme já disse anteriormente. Resolvi transcrever na íntegra, fazendo é claro a menção correta à fonte.

"Como cristãos, não nos podemos esquecer de que a nossa luta não é contra a carne e o sangue, mas, sim, contra as hostes espirituais da maldade (Ef 6.12). O que estamos vendo de ruim em nossos dias se deve à omissão da Igreja de Cristo, pois, quando a Igreja se cala, o diabo fala.

O povo de Deus recebeu a ordem do Senhor Jesus para ir por todo o mundo, pregando o Evangelho a toda criatura (Mc 16.15). Por isso, devemos realizar essa obra da mesma maneira que Cristo fazia, curando os enfermos, expulsando os demônios e levando as pessoas a um contato pessoal com Deus Pai. Temos o dever de dar testemunho da Verdade, com poder (At 4.29-31). Entretanto, infelizmente, isso não tem acontecido. Na verdade, diversas tolices têmsido criadas em nome da fé, e o mais importante - aquilo que Jesus veio ensinar-nos - é descartado po muitos sem qualquer tentativa de ser praticado. Com isso, o inimigo tem escravizado milhões de pessoas pelo mundo.

Na realidade, o inferno não descansa nem concede trégua. Satanás jamais deixará de aplicar todos os seus esforços para destruir a humanidade. Os israelitas haviam sido libertos da escravidão no Egito. Embora tivessem presenciado todo tipo de operação milagrosa feita por Deus para socorrê-los durante a caminhada no deserto, foi só Moisés passar 40 dias com o Senhor no monte para que eles se prostituissem, adorando outros deuses (Êx 32).

Durante durante o período em que foram governados pelos juízes, os israelitas prosperaram e tiveram paz. No entanto, logo que um juiz morria, eles se desviavam. Isso prova que o diabo sempre fica à espreita, esperando uma brecha para atacar. Hoje, temos visto isso ocorrer em toda parte. Há pessoas que deveriam dar bons exemplos, mas são flagradas no erro.

Em nossos dias, verdadeiras batalhas estão acontecendo. Há uma luta que grupos religiosos estão travando para não deixar que leis que apoiam e incentivam o pecado sejam criadas. Contudo, para mim, o que está sendo feito de errado não são somente essas leis, mas também o descaso da Igreja em relação à ordem dada pelo Senhor. Se estivessemos cumprindo o que nos foi ordenado, o inimigo já teria perdido milhões que, hoje, estão na militância em prol do pecado.

Nós temos poder para pregar a Boas-Novas como Jesus pregava. Somos o povo que o Senhor levantou para mostrar ao mundo o quanto vale a pena servir a Deus. Sabemos que, por trás de toda anormalidade, há uma força infernal a qual leva as pessoas a agirem de modo contrário aos padrões bíblicos. Então, por que estamos de braços cruzados, sem nada fazer? Um dia, prestaremos contas da nossa imobilidade insolente.

Com a explosão do Evangelho em nosso país, há muitas pessoas infiltrando-se no meio dos cristãos para se aproveitarem da fé. Jesus nos advertiu: Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus (Mt 7.21). Apenas os que fazem a vontade do Pai entrarão no Reino eterno. 

O que fazer? Fechar os olhos como se nada de errado estivesse acontecendo e, depois, prestar contas ao Senhor do que deixamos de cumprir? Não! Devemos ir à luta e anunciar a todos que, em Jesus, há libertação para todo tipo de desvio. Em Cristo, temos o poder do qual este mundo precisa, para que as pessas sejam libertas das forças das trevas. Se nos calarmos, não entraremos no Reino dos Céus.

Em Cristo, com amor,

R. R. Soares"

Extraído da Revista Graça "Show da Fé" n° 144.

Reflitam, vejam se não é o que está acontecendo na atualidade. Precisamos mudar de atitude, deixar de ser meninos espirituais e assumirmos nossa posição no Reino.