Estudos
da Torá
Parashá
nº 10 – Mikets (Ao fim)
Bereshit/Gênesis
41:1-44:17
Haftará
(separação) 1Rs 3:15-4:1 e
Escritos
Nazarenos (Novo Testamento) At 7:9-16
Entenda
o conceito original de sabedoria
Quando
ouvimos a palavra “sabedoria”, muitas vezes pensamos em
inteligência, diplomas, cargos ou discursos bem articulados. Outras
vezes, confundimos sabedoria com aquilo que nos agrada ouvir, com
conselhos que confirmam nossos desejos e vontades. No entanto, as
Escrituras Sagradas,
conhecidas no meio judaico como TaNaK, apresentam
um conceito muito mais profundo, prático e transformador. A parashá
Mikets,
ao narrar como
se deu a
elevação de Yosef ao governo do Egito, nos oferece uma oportunidade
clara de compreender o que é a verdadeira sabedoria segundo o padrão
do Eterno, e como ela se manifesta na vida cotidiana. Venha
comigo nesse pequeno estudo, compreender melhor o conceito original,
baseado
no TaNaK,
sobre
sabedoria.
RESUMO
DA PARASHÁ DA SEMANA
A
parashá Mikets
dá continuidade à história de Yosef e revela, com grande clareza,
como o Eterno dirige os acontecimentos mesmo quando tudo parece
silencioso ou injusto. A porção se inicia com o Faraó tendo dois
sonhos perturbadores: vacas saudáveis sendo devoradas por vacas
magras e espigas boas sendo consumidas por espigas mirradas. Nenhum
dos sábios, magos ou conselheiros do Egito consegue dar uma
interpretação verdadeira, até que o copeiro se lembra de Yosef,
esquecido por anos na prisão.
Yosef
é chamado às pressas e deixa claro que a interpretação não vem
dele, mas do Eterno. Ele explica que os sonhos são um só: o Egito
viveria sete anos de grande abundância, seguidos por sete anos de
fome severa. Com sabedoria, Yosef aconselha o Faraó a se preparar,
armazenando alimentos durante os anos de fartura para que o povo
sobreviva nos anos difíceis. O Faraó reconhece que a sabedoria de
Yosef vem do Eterno e o coloca como governador de todo o Egito, sendo
ele o segundo em autoridade, abaixo apenas do próprio Faraó.
Yosef
recebe um novo nome egípcio, casa-se com Asnat e tem dois filhos,
Menashê e Efraim, cujos nomes refletem a cura de suas dores passadas
e a prosperidade que o Eterno lhe concedeu em terra estrangeira. Tudo
acontece exatamente como foi revelado: a abundância vem, seguida
pela fome, não apenas no Egito, mas também nas terras ao redor,
incluindo Kenaan.
Com
a fome atingindo a casa de Yaakov, seus filhos descem ao Egito para
comprar alimento. Eles se prostram diante de Yosef sem reconhecê-lo,
cumprindo, sem saber, os sonhos que ele tivera anos antes. Yosef os
reconhece, mas fala com dureza, acusando-os de serem espiões. Seu
objetivo não é vingança, mas sondar o coração dos irmãos e
verificar se houve arrependimento pelo que fizeram no passado.
Shimeon
é mantido preso, e os irmãos são enviados de volta com alimentos,
com a exigência de que retornem trazendo Binyamin. Após resistência
e temor, Yaakov permite que Binyamin vá com eles. No retorno ao
Egito, Yosef os recebe com bondade, mas demonstra um cuidado especial
por Binyamin. Antes da partida, Yosef manda esconder sua taça no
saco de Binyamin, criando uma situação que coloca os irmãos diante
de uma nova prova.
A
parashá termina em tensão: Binyamin é acusado de roubo e ameaçado
de se tornar servo do governante do Egito. O leitor é deixado diante
da pergunta central: os irmãos abandonarão Binyamin como fizeram
com Yosef no passado, ou demonstrarão que seus corações foram
transformados?
Mikets
nos ensina que o Eterno governa o tempo, exalta no momento certo e
usa até o sofrimento para cumprir Seus propósitos. Quem ama o
Eterno, segue os Seus mandamentos, e aprende a confiar que nada está
fora do Seu controle.
ESTUDO
DO TEXTO DA PARASHÁ
O
que você
entende ser
sabedoria? Será que sabedoria é
aquilo
que você
quer
ouvir? Se é assim
que você compreende sabedoria,
então precisa analisar as Escrituras Sagradas para entender e
definir a partir dela
o padrão para reconhecer o que é sabedoria de
verdade.
Tens
visto o homem que é sábio a seus próprios olhos? Pode-se esperar
mais do tolo do que dele.
Mishlêi/Provérbios
26.12
Ai
dos que são sábios a seus próprios olhos, e prudentes diante de si
mesmos!
Yeshayahu/Isaías
5.21
No
Hebraico חָכְמָה
– chokhmah
(lê-se
rormá) traduz-se
como sabedoria,
sua raíz é חָכַם
– chakham,
que significa “sábio”. O
termo Chokhmah
além de ser traduzido como “sabedoria”, também pode,
em
alguns casos, ser
traduzido como “habilidade”, conforme
veremos
mais adiante.
Aqui
nesta parashá, chamada
Mikets, vemos
Yosef
interpretar
os sonhos do Faraó e, mais do que isso, oferece um conselho
estratégico e prático: armazenar alimento nos anos de fartura para
sobreviver aos anos de fome. Esse detalhe é fundamental. Aquele
jovem hebreu, filho do patriarca Yaakov, declara que a sabedoria vem
do Eterno, em uma clara intenção de dar a HaShem a honra, conforme
podemos ver no texto abaixo:
O
faraó disse a Yosef: Tive um sonho, e ninguém é capaz de
interpretá-lo; no entanto, ouvi falar a seu respeito que você é
capaz de interpretar os sonhos das pessoas. Yosef respondeu ao faraó:
Não sou eu. Elohim concederá ao faraó uma resposta que deixará
sua mente em paz. Bereshit/Gênesis 41:15-16
Vemos
no decorrer do relato do texto que Yosef
não
apenas revelou
o significado do sonho, mas que ele soube agir corretamente a partir
do entendimento recebido do
Eterno.
O Faraó reconhece que essa chokhmah
- sabedoria
não era humana, mas vinha do Eterno, e por isso entrega a Yosef
autoridade sobre toda a terra do Egito. Aqui, a Torá nos ensina que
sabedoria não é apenas conhecimento, mas discernimento aplicado,
uma
habilidade, alinhada
com o propósito do Eterno. É essa sabedoria, prática, humilde e
obediente, que precisamos compreender e buscar.
De
acordo com um artigo no site Yeshua Melekh, a
palavra chochmah
tem um sentido muito amplo, como vimos antes
e para
aprofundar o entendimento pelas Escrituras, vejamos
alguns exemplos. Em Divrê Hayamim/Crônicas
temos um exemplo do termo sendo usado no sentido de “habilidade”.
E
eis que aí tens as turmas dos sacerdotes e dos levitas para todo o
ministério da casa de Elohim;
estão também contigo, para toda a obra, voluntários com sabedoria
- בַּֽחָכְמָה֙
–
bachackemah
- de toda a espécie para todo o ministério; como também todos os
príncipes, e todo o povo, para todos os teus mandados.
Div'rê Hayamim Aleph/1 Crônicas 28.21
A
tradução, deste
mesmo texto, pela
“Almeida Corrigida, Revisada e Fiel” trouxe uma tradução bem
literal, mas pelo contexto vemos claramente que os voluntários para
toda a obra são pessoas habilidosas, não a toa, as versões como
“Bíblia de Jerusalém da
Editora
Paulus 2002” e as versões em inglês trazem uma tradução usando
o termo “hábil”, como
pode ser lido abaixo:
Eis
aqui as classes dos sacerdotes e dos levitas para todo o serviço da
casa de Elohim; todos os voluntários hábeis - בַּֽחָכְמָה֙
–
bachackemah
em qualquer especialidade ajudar-te-ão em toda esta obra; os
oficiais e todo o povo estão às tuas ordens.
Div'rê Hayamim Aleph/1 Crônicas 28.21 (Bíblia de Jerusalém –
Paulus 2002)
De
acordo com o já mencionado site, obviamente
este conceito de sabedoria aplicado à habilidades tem um escopo
bastante limitado. Certamente os antigos não iriam à um ferreiro
pedir conselhos sobre estratégias de batalha por exemplo, só porque
o ferreiro é um “sábio” com a manipulação de ferro. Os
antigos compreendiam que habilidade era semelhante à sabedoria,
pois, para um ferreiro ser tão habilidoso, este ferreiro deveria ter
bastante conhecimento. Portanto, temos aqui um exemplo que sábio não
é aquele que sabe responder a todas as perguntas, mas sim, é
possível ser sábio com um conhecimento aplicado a determinado
assunto. Por
isso, podemos mais uma vez entender, que o TaNaK está nos ensinando
que sabedoria não é apenas conhecimento, mas discernimento
aplicado, alinhado com a vontade e propósito do Eterno. Vejamos
nos tópicos seguintes um pouco mais de aprofundamento.
1.
Sabedoria não é autoexaltação, mas submissão ao Eterno
As
Escrituras são contundentes ao alertar contra a falsa sabedoria,
aquela que nasce do orgulho e da autossuficiência. Mishlei
26:12 declara que o homem sábio aos seus próprios olhos é mais
perigoso do que o tolo, observe:
Você
conhece alguém que se julga sábio? Há mais esperança para o
insensato do que para ele.
Mishlei/Provérbios
26:12
Em
seu texto Yeshayahu
também
reforça
esse alerta, mostrando que essa postura conduz à ruína, observe:
Ai
dos que são sábios aos seus próprios olhos e inteligentes em sua
própria opinião.
Yeshayahu/Isaías 5:21
A
Torá nos mostra que Yosef
é o oposto desse padrão, e
isso é justamente para que possamos tê-lo como exemplo.
Diante do Faraó, ele não se apresenta como alguém especial, nem
reivindica crédito. Pelo contrário, ele afirma que a interpretação
pertence ao Eterno, ou
seja, a sabedoria é dada por HaShem e deve ser usada corretamente.
Na
verdade, aqueles que agem como se fossem sábios, mas estão
distantes do Eterno, são considerados tolos. Essa
postura de submissão praticada
por Yosef é
a base da verdadeira chokhmah
- sabedoria.
Assim como está escrito em Devarim
4:5-6, a sabedoria de um povo não está em sua exaltação, mas em
guardar e cumprir as instruções do Eterno, observe:
Eu
lhes ensinei decretos e leis, como me ordenou o Senhor, o meu Deus,
para que sejam cumpridos na terra na qual vocês estão entrando para
dela tomar posse. Vocês devem obedecer-lhes e cumpri-los, pois assim
os outros povos verão a sabedoria e o discernimento de vocês.
Quando eles ouvirem todos estes decretos dirão: "De fato esta
grande nação é um povo sábio e inteligente".
Devarim/Deuteronômio 4:5,6
Nos
Escritos Nazarenos, esse mesmo princípio aparece quando Yeshua,
seguindo
o padrão do TANaK e dos sábios do povo de Yisrael,
declara que aquele que ouve e pratica as palavras do Eterno é
comparado a um homem prudente que edifica sua casa sobre a rocha,
conforme
lemos em Mt 7:24-27.
O fundamento da sabedoria continua sendo o mesmo: ouvir e obedecer.
Essa compreensão nos leva ao próximo ponto: sabedoria não é
teoria, é ação.
2.
Sabedoria como habilidade prática e discernimento aplicado
A
palavra chokhmah,
como visto na Torá e nos Profetas, ou
seja no TaNaK,
também carrega o sentido de habilidade, conforme
já vimos.
Em Shemot 31:6 e Divrêi
Hayamim Aleph 28:21, que
vimos acima, pessoas
são chamadas de sábias porque sabem fazer bem aquilo que lhes foi
confiado. Não se trata de status, mas de competência aplicada com
responsabilidade. Talvez
possamos acrescentar a isso, competência aplicada com amor
verdadeiro ao Eterno. Observe
o seguinte texto:
"E
eis que eu tenho posto com ele a Aoliabe, o filho de Aisamaque, da
tribo de Dã, e tenho dado sabedoria - חֲכַם
– khacham
- ao coração de todos aqueles que são hábeis - חָכְמָ֑ה
-
chakhmah, para que façam tudo o que te tenho ordenado."
Shemoth/Êxodo
31.6
É
interessante
esta forma do
texto
tratar a sabedoria, pois podemos
ver
valor nas pessoas e nas suas atividades. Além disso,
nos mostra que devemos estar mais atentos às pessoas e aquilo que
elas têm a nos dizer, claro,
desde que seja tudo medido pela Torá.
No mundo de hoje é
comum estar
sempre atentos às celebridades, personalidades importantes, pessoas
de status, etc. No
entanto,
muitas vezes se ignora
as pessoas mais humildes acreditando que estas pessoas não têm
muito a oferecer. Certas vezes não damos atenção às palavras de
um mecânico, um pedreiro, um gari, etc. Mas é importante
aprendermos de todos, pois todos têm experiências, e cada
experiência que adquirimos reflete no nosso modo de enxergar a vida.
O pedreiro que levanta uma parede pode trazer lições de suas
atividades para as nossas vidas, assim como os profetas bíblicos
usavam de parábolas para nos trazer lições, como por exemplo, a
parábola do barro nas mãos do oleiro.
Yosef
demonstra exatamente esse tipo de sabedoria. Ele não apenas entende
o problema futuro, mas organiza o presente para enfrentá-lo.
Planejar, armazenar, administrar e distribuir são expressões claras
de chokhmah.
Ele transforma revelação em ação concreta com
entendimento.
Isso
é sabedoria!
Esse
princípio atravessa toda a Escritura. O oleiro de Yirmeyahu
18 não é apenas um artesão, sua habilidade se torna uma lição
viva sobre como o Eterno trabalha com o homem. Sugiro
ler esse capítulo com atenção posteriormente, mas
veja um verso:
Como
o vaso, que ele fazia de barro, quebrou-se na mão do oleiro, tornou
a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos olhos do
oleiro fazer.
Yirmeyhu/Jeremias 18.4
Ser
oleiro, por
exemplo,
era uma atividade comum, assim como o tecelão, o
pescador,
etc. Mas apesar da simplicidade da profissão, o profeta criou uma
parábola com o objetivo de ensinar e instruir. Abstrair conhecimento
a partir de suas experiências é sabedoria, e não importa a
atividade, se é uma atividade de destaque ou não, podemos ser
sábios aprendendo de tudo aquilo que nos cerca. Falaremos
mais sobre isso à frente. Além
da sabedoria estar em uma pessoa habilidosa, também pode estar em
nós quando tomamos uma decisão correta.
Assim,
aprendemos que sabedoria é saber extrair entendimento das
experiências simples da vida. Observar
o que as Escrituras nos ensinam, observar as coisas ao nosso redor
com os olhos da Torá. Esse
tipo de sabedoria prática exige algo essencial, exige
humildade
para reconhecer limites e aprender com outros. No
próximo tópico veremos que sabedoria está ligada com humildade.
3.
Sabedoria se manifesta em humildade, escuta e obediência
Não
poderíamos entrar
nesse tópico falando sobre sabedoria e humildade sem lembrar de
Shelomoh,
que
é chamado de sábio não apenas por suas palavras, mas por suas
escolhas. Em Melachim
Aleph/1
Reis
5, ele reconhece que os sidônios eram mais habilidosos no corte de
madeira e decide cooperar com eles. Isso revela um princípio
fundamental, o sábio reconhece valor nos outros e não se deixa
governar pelo orgulho.
Em
contraste, o relato de Amnon em Shemu’el Beth/2
Samuel
13 mostra o perigo de ouvir apenas conselhos que agradam. Yonadave
é chamado de khacham,
mas sua “sabedoria” é pervertida, pois ignora completamente os
mandamentos do Eterno. O resultado é destruição, vergonha e morte.
De
acordo com o artigo no site mencionado, a
sabedoria de Shelomoh está muito além de uma simples escolha. Ele
era um rei poderoso, de uma nação que se tornou poderosa através
de David,
seu pai. Mas não foi pelo fato de ser poderoso que ele quis submeter
os sidônios. Outros reis da antiguidade criam que era melhor
escravizar um povo para fazê-los trabalhar, do que pagar um salário
para isto. A ausência do orgulho abriu lugar para a humildade, e a
humildade também lhe permitiu reconhecer que os sidônios eram mais
habilidosos. Mas e se Shelomoh tivesse sido orgulhoso? Certamente
diria: “Nós somos o povo eleito, e nós é que temos que construir
a casa de HaShem,
e estrangeiro nenhum trabalhará nesta casa. Nós somos um povo
santo, mas o estrangeiro não!”. Portanto, podemos
e devemos entender que, sabedoria
também é deixar o orgulho de lado, reconhecer as nossas debilidades
e reconhecer as qualidades nos outros. Precisamos perceber que somos
imperfeitos e que precisamos uns dos outros para sermos grandes, pois
sozinhos nada seremos. O
Rav Shaul, conhecido como apóstolo Paulo, disse: Nada
façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente
considerem os outros superiores a vocês mesmos, cuidando, cada um,
não somente dos próprios interesses, mas também dos interesses dos
outros. Filipenses
2:3-4.
O
sábio é aquele que sabe reconhecer nos outros a sabedoria e que tem
a humildade para buscar do sábio a sabedoria, e por isso Shelomoh
diz em seu provérbio:
Mishlei
12:15 ensina que o sábio é aquele que dá ouvidos ao conselho
correto, observe:
O
caminho do insensato parece-lhe justo, mas o sábio ouve os
conselhos.
Mishlei/Provérbios
12:15
E
em
Mishlei
10:8 afirma que o sábio de coração aceita os mandamentos, veja:
Os
sábios de coração aceitam mandamentos, mas a boca do insensato o
leva à ruína.
Mishlei/Provérbios 10:8
Aqui
está o critério definitivo, os mandamentos do Eterno são o filtro
que separa a verdadeira sabedoria da tolice.
Tehilim/Salmos
107:42
e 43
conclui que o sábio observa as obras do Eterno e entende Sua
benignidade. Ou seja, sabedoria é uma vida alinhada, sensível e
obediente. Veja
o texto:
Os
justos vêem tudo isso e se alegram, mas todos os perversos se calam.
Reflitam nisso os sábios e considerem a bondade do Senhor.
Tehilim/Salmos 107:42,43
Concluindo
nosso estudo, vimos que a história de Yosef na parashá Mikets nos
ensina que a verdadeira sabedoria não está em títulos,
reconhecimento humano ou palavras bonitas. Ela se revela em
humildade, em ouvir, em aprender, em obedecer e em agir conforme os
mandamentos do Eterno. Yosef foi exaltado porque já vivia essa
sabedoria muito antes de receber autoridade. As Escrituras deixam
claro que os mandamentos são a nossa sabedoria diante das nações.
Quando escolhemos ouvir o Eterno acima das nossas vontades, quando
rejeitamos conselhos que apenas nos agradam e quando aplicamos o
entendimento recebido de forma prática e justa, passamos a andar no
caminho da chokhmah verdadeira. Portanto, quem segue os mandamentos
do Eterno aprende a viver com sabedoria, não para se exaltar, mas
para preservar vidas, edificar outros e glorificar o Nome do Eterno
em tudo o que faz.
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Que
o Eterno lhes abençoe.
Moshê
Ben Yosef