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domingo, 23 de agosto de 2020

Comentários de Eusebio de Cesarea sobre epistolas

 Eusebio de Cesarea, em seu livro História Eclesiástica, diz que em sua época se discutia a repeito da autoria da chamada segunda epístola de Pedro, pois tinha-se dúvida se ele tinha mesmo escrito essa segunda carta. Também se tinha questionamentos a respeito sobre autoria das segunda e terceira João, bem como o Apocalipse, pois em Éfeso, cidade em que viveu o apóstolo João durante muito tempo ao final de sua vida, também havia outro João, e esse era presbítero.

Qual meu objetivo em mostrar isso? Você vê algum professor de EBD ou revista de EBD comentar algo sobre isso?
Claro que meu objetivo não é fazer vocês desacreditarem nesses textos, até porque o próprio Eusébio diz que eles tem um valor de instrução. E eu creio que se eles estão conosco foi porque o Eterno permitiu. Meu objetivo é mostrar que por mais que você bata no peito com orgulho dizendo que é protestante, evangélico, pentecostal ou neo pentecostal, no fim das contas você é seguidor da igreja católica.
O cristianismo em todas as facetas que se vê atualmente vem da igreja de Roma, quer você goste ou não. E para descobrir isso, basta ler a história e a própria bíblia. Na bíblia não vemos muito do que existe na religião cristã, e na história encontramos tudo o que existe nessa religião.
A bíblia com os 66 livros que usamos foi montada pelo cristianismo romano. Eusebio deixa isso bem claro, além do que vemos na própria história dos concílios ecumênicos da igreja católica. Esse autor também atesta que os livros que eram tidos como sagrados na época dos apóstolos, que eram todos judeus, era a torá (os 5 primeiros), os profetas e os escritos (os livros poéticos). E disso Flávio Josefo também dá testemunho.
Sobre a autoria das 2 e 3 carta de João e o Apocalipse, veja o que diz um comentário de rodapé da Apostila de História da Igreja do Centro Avançado de Teologia Ensinando de Sião - CATES..
Há que se destacar aqui a existência de uma controvérsia sobre o verdadeiro autor do Apocalipse, mas uma tradição representada por Justino e amplamente difundida no século II Irineu de Lyon, Clemente de Alexandria, Tertuliano, o Cânone Muratori, identifica o autor como sendo o apóstolo João, o autor do quarto
evangelho. Mas até o século V as igrejas da Síria, Capadócia e mesmo da palestina não pareciam ter incluído o apocalipse no cânon das escrituras, prova de que não o consideraram como obra do apóstolo. Apresenta inegável parentesco com os escritos joaninos, mas também se distingue claramente deles por sua linguagem, seu estilo e por seus pontos de vista teológicos – referentes, sobretudo à parúsia de Cristo –, comentário de introdução ao apocalipse na Bíblia de Jerusalém.
E conforme mencionei no post anterior, o objetivo é despertar para a verdade, além do que a mera religião ensina. Busque a verdade nas Escrituras, na cultura do povo da bíblia e na história. Os ensinos constantes nos referidos livros bíblicos, conforme mencionei anteriormente, estão em concordância com o que, na época era considerado Escrituras Sagradas, a saber, o que se conhece hoje como antigo Testamento.
Sendo assim, meu objetivo é apenas que você abra seus olhos e se preocupe menos em seguir uma religião, frequentar uma igreja, e mais em estudar as Escrituras em seu contexto original e procurar agradar ao Eterno, obedecendo seus mandamentos e fazendo sua vontade revelada na torá, pois foi isso que Yeshua, os apóstolos e os antigos profetas fizeram. Recomendo a você que está lendo esse post que busque sempre a verdade, não fique apenas recebendo o que vem dos púlpitos sem verificar. Aprenda por si mesmo, pois o Profeta Oséias já mencionava, que o povo perece por falta de conhecimento. Esse conhecimento que ele se refere é das Escrituras.

Restauração já!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Conteúdo de E.B.D errado

          Lendo o material de E.B.D que me foi entregue para ministrar as aulas no trimestre corrente para a classe de jovens e adulto fiquei muito espantado com o teor do assunto da primeira aula. Baseada no texto de João 6.5-13, "o milagre da multiplicação dos pães e peixes", um texto muito bom, de onde podemos tirar diversos ensinamentos para a igreja. No entanto o foco da lição na revista mencionada era a "multiplicação" totalmente voltada para o foco da prosperidade. O conteúdo do comentário, lamentavelmente pretendia ensinar que Jesus ao multiplicar os pães e peixes estava ensinando que o cristão deve semear para receber a multiplicação de Deus na sua vida. Em um dos trechos, chega mesmo até a  mencionar que o garoto que cedeu os 5 pães e dois peixes era um exemplo de alguém que semeia na obra do Senhor. 
         Sinceramente, fiquei espantado, como uma editora de renome se permite a isso. Sei que corro o risco de ser extremamente malhado em relação a isso, devido ao fato de que muitas igrejas na atualidade estão sendo dirigidas com esse padrão de entendimento, chamado de "Teologia da Prosperidade". No entanto, meu compromisso é com a verdade do Evangelho de Cristo e com as Escrituras.
         Como havia dito, aquilo me espantou de tal forma, que eu travei. Então, comecei a pesquisar em livros, comentários bíblicos, na internet, em fim, qualquer autor que pudesse concordar com aquela linha de raciocínio. Graças a Deus, não encontrei quase ninguém. Sendo assim, como teólogo quase formado, e principalmente como servo de Deus, que tem compromisso com a Palavra, não pude seguir totalmente o conteúdo do comentário daquela lição. Comecei então um processo de preparação para uma aula dentro do contexto bíblico.
           Assim, pude demonstrar para os alunos os aspectos sociais, culturais e econômicos daquela situação, dentro do contexto judaico, bem como os propósitos espirituais dentro do contexto do reino de Deus ensinado por Jesus na ocasião. Preparei uma apresentação de slides e ministrei a aula.
           É interessante notar que a maioria dos autores concordavam em afirmar que os objetivos daquela narrativa era de demonstrar que Jesus é o pão da vida, que tem poder para fazer milagres e que quando confiamos na sua misericórdia ele supre a nossa necessidade diáriamente, e não multiplicativamente, como se pretendia ensinar na revista.
              Finalmente, a aula foi muito mais produtiva. E deixou uma prova cabal a todos os professores de E.B.D, nunca sigam totalmente o comentário das lições, sempre confiram comparem com outros autores e principalmente com a Bíblia, nosso manual de regra e prática. Estamos em um mundo em que aqueles homens que deveriam ser o exemplo, estão seguindo e dando exemplos errados. O compromisso com a Palavra precisa permanecer firme e intacto, e isso é nossa obrigação como professores, obreiros e líderes. Despertemos, pois o fim está próximo e seremos cobrados pelo grande Mestre.