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quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Estudo da Parashá Toldot - Que tipo de vida o Eterno lhe deu?

 


Estudos da Torá

Parashá nº 06 – Toldot (Gerações)

Bereshit/Gênesis 25:19-28:9

Haftará (separação) Ml 1:1-2:7 e

B’rit Hadashah (Aliança Renovada) Hb 11:20 e 12:14-17


Que tipo de vida o Eterno lhe deu?


As pessoas são diferentes, fazem escolhas diferentes umas das outras e tem temperamentos diferentes. Cada pessoa que caminha diante do Eterno recebe uma jornada única. Alguns enfrentam muitas lutas, deslocamentos, rupturas e dores profundas. Outros vivem percursos mais estáveis, permanentes e silenciosos. Mas, em todos os casos, a pergunta essencial permanece: que tipo de vida o Eterno lhe deu, e como você está vivendo essa vida? Ou seja, será que todos devem agir da mesma forma? Claro, não estou falando de obedecer aos mandamentos, mas da forma como você vive sua vida.

Nas Escrituras, os três patriarcas, Avraham, Yitschac e Yakov, representam três caminhos distintos dentro da mesma aliança. Um rompeu, outro permaneceu, e outro lutou. Nenhum deles viveu fora da vontade do Eterno, mas cada um viveu o tipo de vida que o Eterno designou para eles. Eles fizeram suas escolhas conforme as situações se lhes apresentavam.

Este estudo convida você a olhar para sua própria jornada e escolhas à luz dessas vidas, das vidas dos profetas, dos ensinamentos de Yeshua e da tradição dos sábios de Yisrael, que sempre buscaram levar o povo a retornar às palavras do Eterno.


RESUMO DA PARASHÁ DA SEMANA

A parashá Toldot revela a continuidade das promessas do Eterno na vida de Yitschak e Rivca, mostrando como, mesmo em meio a desafios, o plano do Eterno continua avançando. Após vinte anos de esterilidade, Yitschak clama ao Eterno, e Rivca finalmente concebe. Mas a gestação é difícil, pois “os filhos lutam dentro dela”, e o Eterno revela que ali estão duas nações, e que “o maior servirá ao menor”.

O primeiro a nascer é Esav, seguido por Yakov, que segura o calcanhar do irmão. Esav cresce como um caçador, homem do campo, enquanto Yakov prefere as tendas, sendo íntegro. Um dia, faminto após voltar da caça, Esav despreza sua primogenitura e a vende a Yakov por um prato de lentilhas, mostrando o quanto seu coração não valorizava aquilo que vinha do Eterno.

A parashá também narra como Yitschak permanece em Gerar, onde enfrenta conflitos por causa dos poços cavados por seu pai. Ele reabre os poços de seu pai Avraham, que haviam sido fechados pelos filisteus, e cava novos. Os dois primeiros são disputados, mas o terceiro recebe o nome de Rechovot, pois ali o Eterno lhe concede espaço e paz.

Quando Yitschak envelhece e sua visão enfraquece, ele deseja abençoar Esav, mas Rivca, conhecendo o que o Eterno havia dito sobre a supremacia do mais novo, orienta Yakov para que receba a bênção. Yakov se apresenta diante de seu pai e recebe a brachá. Quando Esav percebe, sua ira cresce e planeja matar o irmão. Para protegê-lo, Rivca envia Yakov a Haran, à casa de Lavan, para que encontre uma esposa e esteja seguro.

Esav, percebendo o desagrado de seus pais pelas mulheres hititas que havia tomado, decide casar-se também com uma filha de Ishmael, tentando corrigir seu caminho.

Toldot é uma porção que revela conflitos internos e externos, escolhas que moldam destinos e a continuidade da promessa do Eterno através da linhagem que segue por Yakov. É uma narrativa de luta, perseverança e revelação da vontade do Eterno na história de Yisrael.


ESTUDO DO TEXTO DA PARASHÁ

Na parashá Toldot, encontramos uma figura que muitas vezes acaba sendo menos observada, mas é profundamente reveladora, Yitschak, o patriarca da continuidade. Enquanto Avraham fez rupturas drásticas e Yakov enfrentou lutas intensas, Yitschak viveu uma vida aparentemente mais tranquila, mais estável e mais silenciosa, mas não menos profunda.

Podemos notar que a vida desses três patriarcas são apontamentos para as vidas das pessoas no caminho do Eterno. A partir destes três exemplos, podemos compreender que o Eterno conduz cada pessoa por um tipo de jornada específica dentro da teshuvah. Alguns são chamados para serem líderes, outros para ensino, outros para cuidar de pessoas, há os que são chamados para preparar estudos, e ainda, outros para ajudar necessitados. Dentro da teshuvah alguns receberam a bênção de ter facilidade com matemática e por isso são ótimos em gematrias, por exemplo, já outros tem facilidade na área da psicologia e por isso trabalham ajudando o emocional das pessoas. Ninguém é igual ao outro, não somos robôs. Dentro do povo de Yisrael, cada tribo tinha suas características diferentes umas das outras, mas essa diversidade foi proporcionada pelo Eterno. O importante não é ter a vida de Avraham, de Yitschak ou de Yakov, mas andar na vida, conforme o que HaShem nos deu, com fidelidade e amor. No decorrer deste estudo veremos tópicos que aprofundarão um pouco mais o assunto.


1. Três patriarcas, três caminhos: Avraham, Yitschac e Yakov

Quando observamos as Escrituras, percebemos que o Eterno tratou com cada patriarca de maneira distinta, e fez isso de acordo com as características de cada um. As escolhas que cada um fez diante das circunstâncias que lhes eram apresentadas na vida, moldaram seu caráter conforme o Eterno lhe instruía. Vejamos os exemplos dos nossos três patriarcas.

- Avraham — o homem das rupturas e inícios

Ele deixa sua terra e sua parentela, enfrenta fome, atravessa por terras longínquas e enfrenta guerra. Ele foi provado em níveis muito profundos a ponto de entregar seu filho ao Eterno, mostrando fidelidade. A vida de Avraham representa aqueles que o Eterno chama para romper com padrões antigos e iniciar caminhos novos. Sua vida é marcada por movimento e desafios intensos. Muitos estão enquadrados nas características de Avraham pelas coisas que acontecem em suas vidas. Porém, antes de falarmos sobre Yitschak, o segundo patriarca e parte do nosso tema, observe também a vida do terceiro, Yakov.

- Yakov — o homem das lutas e transformações

Sua jornada é cheia de conflitos. Ele já lutava com seu irmão no ventre da mãe e depois fora, lutou com seu tio e futuro sogro, Lavan. Lutou consigo mesmo e com um mensageiro do Eterno. Enfrentou disputas entre os filhos, a perda de um filho amado, precisou se mudar para o Egito. Yakov representa aqueles que vivem em constante batalha interna e externa, mas que continuam lutando pela bênção e pela verdade. Muitas pessoas podem também se identificar com as batalhas e dificuldades enfrentadas por esse patriarca. Porém, o que importa é como lidam com tudo que vem sobre eles. Vejamos agora o personagem que nos leva a refletir em nosso tema.

- Yitschak — o homem da permanência e estabilidade

Aqui está o ponto central deste estudo. Yitschak não peregrina como Avraham e não enfrenta tantas lutas como Yakov, seu filho. Ele teve sua cota de problemas como qualquer pessoa, no entanto em meio há uma vida mais tranquila, ele permaneceu firme. Ficou na terra que o Eterno ordenou. Reabriu poços cavados por seu pai e cavou novos. Sustenta o legado de seu pai. Sua vida é marcada por profundidade silenciosa, constância e fidelidade. Muitos entendem que só pode ser fiel aquele que passa por muitas dificuldades, mas esse patriarca mostra que não é assim. E algumas pessoas podem sim, mesmo não sendo tão atribuladas quanto outras, permanecer fiel ao Eterno. Afinal a vida de todos nós é um ciclo de períodos de lutas e períodos de tranquilidade, precisamos aprender a ser fiéis ao Eterno em todos os momentos.

Há pessoas que nas provas e dificuldades abandonam a HaShem e há outras que o abandonam na hora da paz e abundância. O exemplo de Yitschak é justamente sermos fiéis ao Eterno na vida que ele nos dá. Muitos desejariam ser como Avraham ou Yakov, mas a vida que o Eterno dá a muitos é a vida como a de Yitschak, uma vida de continuidade, disciplina, firmeza e preservação. E essa vida é tão preciosa aos olhos do Eterno quanto qualquer outra. Não temos que ser uns iguais aos outros, e o Eterno não nos criou para isso.


2. A voz dos profetas: Malachi e a fidelidade preservada

A Haftarah dessa porção da Torá está em Malachi 1 e 2, e revela verdades que se encaixam profundamente no papel desempenhado por Yitschak em sua caminhada, que serve como exemplo para nós.

- A distinção entre Yakov e Essav (Malachi 1:2–3)

O profeta retoma o assunto exatamente com o que HaShem declarou a Rivca: “Duas nações estão no teu ventre.” Malachi confirma que o Eterno escolhe a continuidade fiel, e essa continuidade passa por Yitschak e por Yakov.

- A denúncia dos sacerdotes infiéis (Malachi 1:6–2:8)

Enquanto Yitschak reabriu poços, o profeta Malachi denunciou aqueles que entulharam os poços espirituais, ou seja, a vida de obediência, contaminando a oferta ao Eterno.

Malachi diz que os lábios dos que servem ao Eterno devem guardar o conhecimento, exatamente aquilo que Yitschak fez sua vida inteira, isto é, guardou, preservou, manteve puro.

Assim como Yitschak limpou poços antigos, Malachi chama todo o povo a limpar o coração, retornar ao Eterno e restaurar a fidelidade perdida. Os sábios de Yisrael sempre ensinaram que o Eterno conduz cada pessoa por um tipo de vida que serve ao Seu propósito eterno, e que a maior honra de um ser humano é manter viva a aliança que recebeu. Yitschak é o exemplo vivo disso.

Alguns sábios do povo de Yisrael afirmam que, entre os patriarcas, Yitschak representa a força interna, uma força silenciosa, que muitas vezes não é percebida superficialmente. Rashi comenta que Yitschak reabriu os poços de Avraham para mostrar que sua missão era continuar e aprofundar o legado do pai. Segundo ele, enquanto Avraham inaugurou a obra, Yitschak a preservou e reforçou. Ramban observa que a vida de Yitschak foi menos marcada por deslocamentos porque o Eterno a fixou na terra como sinal da promessa feita a Avraham. Ele diz que Yitschak representa a firmeza da aliança, permanecendo exatamente onde o Eterno ordenou. E Sforno liga a permanência de Yitschak ao fato de que Ele era um modelo de alguém cuja vida é consagrada ao Eterno, por isso não precisou vagar como Avraham. Para Sforno, a "estabilidade" de Yitschak é uma expressão de sua missão espiritual, ou seja, o que o Eterno lhe deu para fazer.


3. Yeshua e a vida que permanece: ecoando o caminho de Yitschak

Yeshua, como homem obediente ao Eterno, ensinou princípios que refletem diretamente o estilo de vida de Yitschak: “Permanecei na minha palavra.” (Yochanan 8).

Permanecer é o coração da vida de Yitschak. Permanecer é estar firme seguindo no caminho que o Eterno lhe colocou. Yeshua nosso messias reforça que o caminho do Eterno é mantido por aqueles que ficam, guardam, continuam.

- A água viva (Yochanan 4)

Yitschac cavou e reabriu poços para manter a vida fluindo. Yeshua ensina que a verdadeira água viva flui de quem retorna ao Eterno em obediência.

- A casa sobre a rocha (Mattityahu 7)

A rocha representa a firmeza de quem guarda os mandamentos. Yitschac viveu exatamente assim: firme, estável, obediente. O caminho antigo conforme Yermiyahu 6:16, isto é, retornar às veredas antigas, à pureza dos mandamentos, é o chamado central de Yeshua. E a vida de Yitschak representa alguém que não abandona o caminho, mas o mantém vivo.

Concluindo nosso estudo, devemos entender que a pergunta do tema deste estudo, deve ser levada para nossa própria vida: Que tipo de vida o Eterno lhe deu? A vida de Avraham? A vida de Yakov ou a vida de Yitschak? Nenhuma é maior ou menor. Todas servem ao propósito do Eterno. Não interessa que tipo de missão ou don que tenha recebido. Você não tem que ser igual a ninguém. O que importa é andar fielmente na vida que o Eterno te deu, em obediência. Se o Eterno lhe deu uma vida cheia de rupturas, caminhe como Avraham. Se te deu lutas profundas, persevere como Yakov. E se te deu estabilidade e continuidade, mantenha viva a aliança como Yitschak. Que possamos remover os entulhos, abrir os poços e permitir que a água limpa da obediência e da confiança firme flua novamente.

Que o Eterno lhes abençoe.


Moshê Ben Yosef


quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Estudo da Parashá Nitzavim - Conexão Nitzavim com Escritos Nazarenos: A Escolha pela vida.

 


Estudos da Torá

Parashá nº 51 – Nitzavim (Encontram-se)

Devarim/Deuteronômio 29:9-30:20

Haftará (separação) Is 61:10-63:30 e

B’rit Hadashah (Aliança Renovada) Rm 9:30-10:13 e Hb 12:14-15


Conexão Nitzavim com Escritos Nazarenos: A Escolha pela vida.


A parashá Nitzavim é mais um dos textos profundos da Torá, pois ele coloca diante de nós a decisão fundamental: vida e bênção ou morte e maldição. Essa porção nos mostra a renovação do pacto, a seriedade da idolatria, a promessa de restauração, a proximidade da Palavra do Eterno e a necessidade de escolher a vida.

Nos Escritos Nazarenos, Yeshua e seus talmidim confirmam essas mesmas verdades, revelando que o chamado de Moshe ainda ecoa para todos nós: amar o Eterno, andar em Seus caminhos e guardar os Seus mandamentos. Veremos nessa pequena reflexão a conexão que existe entre essa parashá e os Escritos Nazarenos, comprovando mais uma vez, que todo ensino de Yeshua e dos Talmidim eram alicerçados na Torá.



RESUMO DA PARASHÁ DA SEMANA

A parashá Nitzavim nos reúne diante da voz do Eterno, que chama todo o povo de Yisrael — chefes, anciãos, homens, mulheres, crianças e até mesmo o estrangeiro no meio do acampamento, a fim de reafirmar o pacto com Ele.

O Eterno renova o pacto não apenas com aqueles que estavam ali, mas também com os que ainda não tinham nascido. Ele alerta contra a idolatria, contra o coração que se afasta e segue outros deuses, trazendo maldição sobre a terra e exílio entre as nações.

Porém, o Eterno também anuncia a restauração: quando o povo se arrepender de todo coração e voltar a obedecer às Suas instruções, Ele os reunirá de todos os lugares para onde foram espalhados, circuncidará o coração deles e os abençoará novamente em sua terra.

O Eterno declara que Seus mandamentos não estão distantes, nem nos céus, nem além do mar, mas estão próximos, em nossa boca e em nosso coração, para que os cumpramos.

A parashá termina com uma escolha clara: vida e bem, ou morte e mal. O Eterno nos chama a escolher a vida — amar o Eterno, andar em Seus caminhos e guardar Seus mandamentos — para que vivamos, nós e nossos filhos, sobre a terra que Ele jurou a Avraham, Yitzchak e Yaakov.

A essência de Nitzavim é esta: “Quem ama o Eterno, segue os seus mandamentos. Devemos nos converter apenas ao Eterno!”


ESTUDO DO TEXTO DA PARASHÁ

A palavra “Nitzavim” significa “estais de pé”, lembrando que todo Yisrael estava diante do Eterno para ouvir e assumir o pacto. Essa parashá mostra que a relação com o Eterno não é algo distante ou místico, mas real, presente e que exige decisão prática: servir ao Eterno com todo o coração e toda a alma.

Nos Escritos Nazarenos, encontramos a confirmação desse chamado. Yeshua e seus talmidim não trazem uma nova religião, mas reafirmam a mesma mensagem da Torá: o Eterno chama Seu povo a escolher a vida por meio da obediência aos Seus mandamentos. Vamos observar a conexão entre o que Yeshua e os talmidim ensinaram com esta parashá.


1. Todos diante do Eterno

Em Devarim 29:9-14, vemos que Moshe reuniu líderes, anciãos, homens, mulheres, crianças e até estrangeiros para o pacto. Isso revela que o chamado do Eterno é universal e inclui todos os que desejam serví-Lo. Nos Escritos Nazarenos, Yeshua declara em Yochanan 10:16: Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco; também a elas é necessário que eu as conduza, e elas ouvirão a minha voz; então haverá um só rebanho e um só pastor.

Assim como Moshe, Yeshua mostra que o Eterno não limita Seu pacto a um grupo específico. O chamado é para todo aquele que se converter a Ele. O Eterno não faz acepção de pessoas.


2. Alerta contra a idolatria

No texto de Devarim 29:15-28, Moshe advertiu que quem se desviasse para servir outros deuses traria maldição sobre si e sobre a terra. A idolatria é a maior traição contra o Eterno. Assim, Shaul HaShamilach reforça essa mesma advertência, em 1 Corintiyim 10:14, dizendo: Portanto, meus amados, fugi da idolatria. Ele lembra que idolatria não é apenas adorar imagens, mas colocar qualquer coisa acima da obediência ao Eterno. Assim como no deserto, a idolatria sempre leva à dispersão e à perda da bênção.


3. Promessa de restauração

Em Devarim 30:1-10, vemos que mesmo diante do exílio que permitiria que Yisrael fosse levado devido à desobediência, o Eterno prometeu reunir Seu povo e circuncidar o coração deles para que O amassem e vivessem. E também Shaul explica em Romiyim 2:29: Mas é Yisraelita o que o é interiormente, e circuncisão é a do coração, no ruach, não na letra. Essa circuncisão do coração é a mesma que Moshe anunciou, isto é, a transformação interior que leva à obediência verdadeira.

Yeshua confirma essa restauração quando fala do ajuntamento, em Mattityahu 24:31: E ele enviará os seus malachim com grande som de shofar, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma a outra extremidade dos shamaym. A promessa de Moshe encontra seu eco direto em Yeshua, porque o Eterno não abandona Seu povo, mas o restaura.


4. A Torá é acessível

Moshe em Devarim 30:11-14, falou algo que mostra claramente como as palavras do Eterno estão perto de nós, observe: Os mandamentos não estão distantes, nem nos shamaym nem além do mar, mas próximos, em nossa boca e em nosso coração. Rav Shaul faz um midrash citando esse texto em Romiyim 10:8, veja: “A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração.”

Note que ao contrário do que muitos dizem, ele não está anulando a Torá, mas reforçando a declaração de Moshe, pois o que o Eterno exige de nós já está acessível. Basta obedecer.

Yeshua confirma em Yochanan 14:23: Se alguém me amar, guardará a minha palavra. Ou seja, amar Yeshua é amar a Torá, pois Ele viveu e ensinou a Palavra do Eterno. Amar a Torá é obedecer as instruções nela contida, com isso amando ao Eterno.


5. Escolher a vida

Vemos em Devarim 30:15-20 o Eterno colocando diante do povo e de nós, duas opções, a vida e o bem ou morte e o mal. A vida está em amar o Eterno, andar em Seus caminhos e guardar Seus mandamentos. O nosso irmão mais velho, e messias, Yeshua ecoa esse chamado em Yochanan 14:6: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ele aponta que somente andando no caminho que Ele viveu, na obediência ao Eterno, podemos alcançar a vida.

Em Mattityahu 7:13-14, vemos: Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos entram por ela. Porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz à vida, e poucos há que a encontrem. Moshe e Yeshua falam a mesma coisa, ou seja, a vida é resultado da escolha de obedecer ao Eterno com todo o coração.

Concluindo, este rápido estudo, tivemos a oportunidade de observar que a parashá Nitzavim e os Escritos Nazarenos caminham juntos no mesmo propósito. O Eterno nos chama a escolher a vida por meio da obediência aos Seus mandamentos. Por isso, Moshe apresentou diante de Yisrael a escolha fundamental, e Yeshua reafirmou essa mesma verdade, mostrando que amar o Eterno é andar em Seus caminhos.

Portanto, fazer teshuvah, e trilhar o caminho preparado pelo Eterno em obediência aos seus mandamentos é o melhor que podemos fazer, hoje, amanhã e no futuro.

Que o Eterno os abençoe e até o próximo estudo!


Moshê Ben Yosef