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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

Estudo da Parashá Terumá - 2023-2024 - Acácia, uma profecia sobre os justos.

 


Estudos da Torá

Parashá nº 19 – Terumá (Oferenda, Oferta ou Coleta)

Shemôt/Êxodo Ex. 25:1-27:19

Haftará (Separação) 1Rs 5:26-6:13 e

B’rit Hadashah (Nova Aliança) Hb 8:1-6; 9:23,24 e 10:1


Tema: Acácia, uma profecia sobre os justos.


RELEMBRANDO


Nessa porção estudaremos alguns aspectos a respeito da Madeira de Acácia que apontam profeticamente para os justos. E mais uma vez compreenderemos como a Torah é profética. E como o Eterno revela seus planos e sua vontade sobre a vida daqueles que se apegam a ele. Também veremos que Yeshua ensinava esses segredos através da instrução de uma Torah limpa e livre de dogmas pesados que atrapalham o servir ao Eterno.

RESUMO DA PARASHÁ DA SEMANA


No site Chabad encontramos o resumo dessa parashá dizendo que, a parashá Terumá inicia uma série de quatro das cinco porções que discutem em detalhes a construção do mishkan, o Tabernáculo móvel que servia de "local de repouso" para a presença de D'us entre o povo judeu.

A porção completa da semana relata a descrição de D'us a Moshê sobre como construir o mishkan, começando com uma lista dos vários materiais preciosos a serem coletados pelo povo judeu para este projeto monumental.

D'us descreve a magnífica Arca de madeira e ouro que abrigaria as tábuas com os Dez Mandamentos, completa com sua cobertura deslumbrante representando dois querubins (anjos com rosto de crianças) um de frente para o outro. Em seguida, D'us entrega a Moshê as plantas do Shulchan (mesa sagrada) sobre a qual os Lechem Hapanim (Pães da Proposição) serão colocados a cada semana.

Seguindo-se à descrição da Menorá de ouro puro que deveria ser feita de um único pedaço grande de ouro, D'us descreve a estrutura do próprio mishkan, detalhando a cobertura esplendidamente tecida e bordada, as cortinas, as divisões e as paredes externas móveis. A Porção da Torá conclui com as instruções para o altar de cobre e o grande pátio externo do mishkan.

Essa porção recebe o nome da atitude que o Eterno mandou que os filhos de Israel tomassem, eles deveriam fazer T’rumá (Oferenda, Oferta ou Coleta). O termo “Terumá ou T’rumá” guarda o significado de oferta, coleta ou contribuição. Ela vem da raíz “rûm” que significa altura, altivez, alto ou para cima.

ESTUDO DO CONTEXTO LITERAL, PRÁTICO E PROFÉTICO


¹ Disse o Eterno a Moshê:

² "Diga ao povo de Yisrael que façam uma coleta para mim. Aceitem a contribuição de quem quiser colaborar de coração.

³ Estas são as contribuições que deverá receber deles: ouro, prata e bronze,

fios de tecido azul, roxo e vermelho, linho fino, pêlos de cabra,

peles de carneiro tingidas de vermelho, couro, madeira de acácia,

azeite para iluminação; especiarias para o óleo da unção e para o incenso aromático;

pedras de ônix e outras pedras preciosas para serem encravadas no colete sacerdotal e no peitoral.

"E farão um santuário para mim, e eu habitarei no meio deles.” Shemot/Ex 25:1-8


Mencionamos no resumo acima, que a parashá Terumá, comunica a ordem de construir um Santuário. O Eterno disse ao povo de Yisrael: "E farão um santuário para mim, e eu habitarei no meio deles." O Santuário, e mais tarde o Templo Sagrado em Jerusalém, foram "o local que D'us escolheu… para colocar Seu Nome."

Esta era considerada Sua morada na terra, por assim dizer. Da mesma forma que uma pessoa pode relaxar e expressar-se sem inibições em sua própria casa, também o Templo era, e profeticamente será, o local onde a Divindade revela-se, sem restrições. E você já entenderá sobre o que estou falando.

Segundo o site Chabad, no mundo individual de toda pessoa, sua alma repousa em sua mente. Similarmente, no mundo em geral, a presença de D'us repousava no Templo, e isso tornou possível para nós apreciar a Divindade em todo elemento da existência. Repare que quando menciono sobre a Divindade, me refiro à presença do Eterno.

Os Rabinos do povo de Yisrael ensinam que a palavra hebraica para "dentro", isto é, b'tocham, que significa "dentro deles", não "dentro de". Construir um Santuário para D'us não significava meramente erigir uma estrutura onde Sua presença estaria manifesta. Em vez disso, a intenção era de que toda pessoa se tornaria "um santuário em miniatura", pois D'us iria habitar "dentro deles", dentro de todo e cada indivíduo.

Interessante que o site mencionado ainda diz, com razão, que todos os detalhes sobre os quais a porção da Torá discorre possuem paralelos em nosso relacionamento com D'us. Eles não são apenas particularidades que existiam no Santuário há muito tempo, mas são motivos contínuos relevantes ao nosso vínculo com D'us.

Veja alguns exemplos antes de nos aprofundarmos no tema, a Arca no Santo dos Santos onde repousava a Presença Divina refere-se aos recessos que existem dentro do nosso coração. Pois em cada um de nós, há um local de repouso para o Divino. Similarmente, o Santuário e o Templo continham:

- A Menorá, o candelabro de ouro; isso mostra o potencial que todos possuímos de brilhar com a luz Divina e iluminar aquilo que nos cerca;

- A Mesa, sobre a qual os Pães da Proposição eram colocados, representando o nosso potencial de ganhar o sustento; é também um esforço sagrado que merece um local no Santuário;

- O Altar, onde os sacrifícios eram levados. Corban, palavra hebraica para sacrifício, tem relação com a palavra karov, que significa "aproximar"; por intermédio dos sacrifícios (hoje expresso em nossas tefilot – preces, e principalmente, nossas práticas de justiça), nós nos aproximamos de D'us.

Embora não tenhamos mais o Santuário construído por Moshê, nem o Templo em Jerusalém, o santuário existe no coração de cada servo do Eterno. Fazermos uma morada para D'us dentro de nós é um elemento inseparável de nossa existência.

Em muitos dos utensílios que o Eterno mandou construir para o santuário, inclusive partes do próprio Mishkan, há um elemento importante, que é em si uma profecia que aponta para cada pessoa que serve ao Eterno e se dá como sua morada. Esse elemento é a madeira de acácia, que está em negrito no texto acima, e em muitas outras passagens.



Figura : Acácia no Deserto


Antes de mais nada, vejamos algumas características físicas dessa árvore tão citada nas Escrituras. As referências a esta madeira podem ser encontradas no livro de Shemot/Êxodo e em Devarim/Deuteronômio 10:3, essa árvore também é tratada como “sunt” do Egito e também acácia seyal, que produz a goma-arábica do comércio. Em algumas versões mais antigas da Bíblia era chamada de Sitim. Segundo o Wikpédia a Acácia é um gênero de plantas com flor da subfamília Mimosoideae da família Fabaceae (leguminosas) que agrupa numerosas espécies de arbustos e árvores, majoritariamente conhecidas pelo nome comum de acácias. Os membros do gênero Acácia são árvores ou arbustos, em geral com abundante ramificação e sistema radicular profundo e extenso, ou seja, grandes raízes. No Dicionário Bíblico Wycliffe encontramos a informação de que a acácia é encontrada no deserto do Sinai e na região do Mar Morto. São árvores espinhosas, com cerca de 6,5 metros de altura, crescem em lugares secos com extraordinário vigor. Elas são consideradas pitorescas com seus troncos retorcidos, e às vezes com setenta centímetros de diâmetro e ramos entrelaçados. Ela é dura, pesada e quase indestrutível pelos insetos.



Figura : Acácia no Deserto do Sinai




Figura : Arbusto de Acácia



Figura : Flor da Acácia



Figura : Corte do tronco da Madeira de Acácia









Figura : Utensílios feitos com a Madeira de Acácia

Com isso, percebemos que trata-se de uma árvore com uma madeira durável, muito resistente e naturalmente rica em resinas. Fácil de trabalhar e flexível, a madeira de acácia pode ser usada de várias formas, desde móveis, a utensílios de cozinha.

Há vários comentários rabínicos sobre como o povo de Yisrael conseguiu essa madeira para doar a fim de ser usada na construção do Mishkan. Dizem que no Egito não era muito rico nessa árvore, e nem o deserto do Sinai, e por isso, falam que os israelitas guardaram as madeira que Yaakov trouxeram quando chegou ao Egito. Vimos porém que informações geográficas dão conta de que pode ser encontrada essa árvore na região. Sendo assim, o fato principal é que, levando consigo ao sair do Egito ou colhendo no deserto, essa madeira de uma grande importância, pois a Torá faz questão de enumerá-la. Com isso, vamos observar alguns pontos importantes, no ponto de vista profético a respeito da madeira de acácia.


Aspectos proféticos da acácia

Atente para alguns aspectos a respeito da Madeira de Acácia que apontam profeticamente para os justos. Nas escrituras a árvore pode apontar para pessoas, como palavra-chave. E na Torah, a madeira de acácia é um apontamento para os remanescentes nazarenos, ou para os seguidores dos ensinos de Torah de Yeshua. Esse apontamento se dá pelas características dessa árvore. Vimos que ela tem uma madeira durável, é resistente e ao mesmo tempo flexível. É ótima para ser trabalhada. É encontrada no deserto e em lugares áridos. Essas características são as mesmas que os justos que obedecem a Torah devem ter, isso possibilita que sejam trabalhados pelo Eterno até ficarem na forma que ele quer. E só então ela é revestida de ouro, assim como nós seremos revestido da glória que Adam tinha, quando se der a ressurreição. Outra característica da acácia é que ela é rica em resina, ou seja, tem óleo. O óleo nas Escrituras aponta para o Ruach, para provas. O óleo faz queimar rápido. Queimar aponta para ser julgamento e com isso, pode levar a justificação. Queimar também aponta para provações, pode apontar para um rápido julgamento que leva a santificação, ou seja, provas que santificam e preparam os justos para receberem a glorificação no tempo futuro.


Plantarei no deserto o cedro, a acácia, a murta e a oliveira; conjuntamente, porei no ermo o cipreste, o olmeiro e o buxo, Isaias 41:19


O texto do profeta mostra a fala do Eterno a respeito dos justos e de como ele agirá com eles. Por isso, podemos inferir que o fogo ou a grande quantidade de óleo, apontam para provação. Viveremos sempre no deserto das perseguições. Outra coisa importante é o fato de as pessoas ferirem as árvores como a acácia para retirar a resina ou óleo dela. E isso aponta para as feridas que o Eterno permite acontecer aos justos a fim de liberarmos a unção ou a porção do Ruach. São as feridas de expiação, pois através dela pessoas podem ser alcançadas e virem a se tornar árvores também, ou seja, pessoas justas cumpridoras de Torah. Isso é o “...cada um deve tomar o seu madeiro...” que Yeshua disse.

Só então, depois de tantas provas e dificuldades, no retorno de Yeshua os justos receberão glorificação. Assim como a madeira de acácia foi cortada, moldada, desempenada, enfim trabalhada, e só após recebe a cobertura de ouro para servir no Mishkan.

Incrível que a soma de cada item para construção do mishkan da 613. Se você pegar cada uma das referências de objetos feitos com a madeira de acácia notará um grande número de apontamentos proféticos para os justos. Veja alguns:

- Faça uma arca de madeira de acácia com um metro e dez centímetros de comprimento, setenta centímetros de largura e setenta centímetros de altura. - Êxodo 25:10

- Depois faça varas de madeira de acácia, revista-as de ouro - Êxodo 25:13;

- Faça armações verticais de madeira de acácia para o tabernáculo. - Êxodo 26:15;

- Faça um altar de madeira de acácia para queimar incenso. - Êxodo 30:1

- e use madeira de acácia para fazer as varas e revista-as de ouro. - Êxodo 30:5;

- Fez ainda armações verticais de madeira de acácia para o tabernáculo. - Êxodo 36:20.


Perceba como tudo aponta para algo importante na grande profecia. É notório como o Eterno revela seus planos e sua vontade sobre a vida daqueles que se apegam a ele. A Torah e os profetas, bem como as profecias, claras e escondidas nos códigos, são a grande demonstração do Eterno e do seu amor para com seu povo, e o resgate dos remanescentes.

Yeshua ensinava esses segredos através da instrução de uma Torah limpa e livre de dogmas pesados que atrapalham o servir ao Eterno. Para compreender basta olhar com os olhos corretos para os ensinos do mestre da Galiléia. Se estudar corretamente o sermão do monte, que é profético, bem como muitos outros ensinos de Yeshua poderá perceber como o ensino limpo da Torah é importante.

Que possamos seguir em nossa teshuvah, independente das provas que passemos, em busca de alcançar o propósito do Eterno para cada um, e a consequente glorificação com Yeshua no Olam Habáh!


Que HaShem lhes abençoe!


Segue o link para acesso ao vídeo no canal:

https://www.youtube.com/live/H80GWvR1QYc?si=BzqIo5Edpx2x9zkx


Pr. Marcelo Santos da Silva (Marcelo Peregrino Silva – Moshê Ben Yosef)


quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

Estudo da Parashá Mishpatim - 2023-2024 - Uma sociedade justa

 


Estudos da Torá

Parashá nº 18Mishpatim (Regras)

Shemot/Êxodo Ex 21:1 – 24:18

Haftará (separação) Jr 34:8 - 22; 33:25, 26 e

B’rit Hadashah (Nova Aliança) Mt 5:38-42; Hb 9:15-22 e 10:28-39


Tema: Uma sociedade justa


No estudo dessa parashá vemos algumas coisas impressionantes e até assustadoras se analisadas fora do contexto correto, como por exemplo a questão das leis sobre escravidão. Entretanto, quando observamos o contexto da época e os apontamentos proféticos temos condições de perceber a verdade acerca do que o Eterno está demonstrando com tais leis. E então perceberemos que HaShem está nos ensinando e nos preparando para viver em uma sociedade justa, no reinado do messias, que será expandido a toda a terra no sétimo milênio, antes de entregar tudo ao Eterno.


RESUMO DA PARASHÁ DA SEMANA

A parashá Mishpatim, seguindo logo após os Dez Mandamentos ou as Dez Palavras, trata principalmente da Lei Civil, ou seja, as leis de convivência entre os membros do povo de Yisrael. Podemos notar que a justaposição do ritual com os práticas comuns do cotidiano fornecem uma percepção esclarecedora de como deve ser a vida dos que vivem dentro do povo do Eterno. Vista pela perspectiva da Torá, não há distinção entre as atividades cerimoniais e as da vida diária - ambas devem estar permeadas de santidade e ambas devem ser cumpridas por completo e com diligência.

Incluídas entre as leis civis discutidas na porção da Torá estão as leis relativas ao servo israelita e sua liberdade; penalidades por causar ferimentos corporais em outra pessoa e por danificar sua propriedade; leis relativas a vigilantes e tomadores de empréstimo; a mitsvá de mostrar sensibilidade ao pobre e de oferecer-lhe empréstimos sem juros; e leis relativas à concessão honesta de justiça.

Após mencionar as mitsvot de Shabat e Shemitá, a porção continua com uma breve exposição das três festas de peregrinação: Pêssach, Sucot e Shavuot - e a renovada promessa de D'us de levar o povo à Terra de Yisrael. A Torá então retorna à revelação no Monte Sinai. O povo hebreu declara seu compromisso de fazer tudo aquilo que o Criador ordenar, e a porção conclui com Moshê subindo a montanha, onde permanecerá por quarenta dias e quarenta noites para receber o restante da Torá.


ESTUDO DO CONTEXTO LITERAL, PRÁTICO E PROFÉTICO

Sabemos que os mandamentos da Torah são divididos em três grupos, já ensinamos isso aqui outras vezes desde que começamos a ensinar as parashiot. O primeiro grupo de mandamentos se chama Edut, no qual estão inclusos os mandamentos que estão associados às coisas que devem ser lembradas, testemunhadas, como o Shabat, por exemplo, e as demais festas do Eterno. O segundo grupo é chamado de Chukim, e nesse grupo estão os mandamentos não racionais, os que não tem explicação lógica e que devem ser observados pela fé, como por exemplo o mandamento da vaca vermelha, a kashrut e outros. O próximo grupo é chamado de Mishpatim, que é justamente o nome da parashá que estamos estudando. Nele estão incluídos os mandamentos que são lógicos ao homem e que permitem o ser humano viver em uma sociedade justa. O autor Bruno Summa afirma que esses mandamentos não visam recompensar o homem que os observa, com é os mandamentos dos dois primeiros grupos, porém seus reais objetivos são para que o homem não seja condenado e destruído pela sua própria corrupção e ganância.

No site Emunah a fé dos santos encontramos uma divisão das porções dessa parashá da semana, chamadas de aliot, plural de aliáh, e há dois anos atrás as mencionamos e as utilizaremos novamente para nossa reflexão, porém olharemos pelo aspecto profético de cada um deles. Não deixe de assistir a live no shabat onde estaremos trazendo esses ensinos pelo seguinte que fica gravado link: https://www.youtube.com/live/0ncQOckpNt0?si=cxRIXh46DUmNOR_8


Primeira Leitura: 21:1-19

O Eterno instrui Mos com os estatutos, para que os apresente ao povo. Primeiro como deve ser o tratamento para com os escravos hebreus, homens e mulheres. Logo fala dos danos ao próximo, voluntário e involuntariamente. Depois fala da violência contra os pais, o sequestro, a maldição contra os pais e a restituição dos danos originados numa luta.


Segunda Leitura: 21:20 – 22:4

O Eterno aborda casos de violência contra um escravo, contra uma mulher grávida e contra um escravo não hebreu; danos provocados aos homens por animais violentos, por danos provocados aos animais de outros, e acerca da restituição por roubos.


Terceira Leitura: 22:5-27

Através da Torah o Eterno regulamenta várias coisas, como a restituição por danos provocados por animais a terceiros, a restituição pela perda de bens confiados ou emprestados a outros, passando pelas consequências da sedução de uma virgem não desposada, aborda a feitiçaria, a bestialidade e a idolatria. É proibido emprestar dinheiro aos pobres com interesse ou tomar como caução o seu manto pela noite.


Quarta Leitura: 22:28 – 23:5

É expressamente proibido falar mal do Eterno e dos líderes do povo. A oferta das primícias, da colheita e dos primeiros frutos devem ser feitas dentro dos tempos designados. O primogênito dos filhos e do gado devem ser consagrados ao Eterno ao oitavo dia. Não devem ser admitidos nem testemunhos falsos nem ser levado pela maioria a praticar o mal ou perverter o juízo, tampouco deve haver distinção para com o pobre no seu litígio.

Devemos observar um ponto importante que tem um sério apontamento profético. Veja o seguinte texto em Shemot/Êxodo 22:30.


E a primeira cria das vacas, das ovelhas e das cabras. Durante sete dias a cria ficará com a mãe, mas, no oitavo dia, entreguem-na a mim.


As crias são apontamentos para pessoas, ou seja, a kahal nazarena, os sete dias são sete milênios a mãe é a congregação, o oitavo dia é o apontamento para o oitavo milênio, que é o início do Olam Habah.

Através deste verso e dos apontamentos proféticos podemos concluir que a kahal nazarena fica como uma congregação juntos seguindo as orientações do messias Yeshua, inclusive durante o sétimo milênio com mashiach reinando. E durante 7 milênios ficam assim, mas depois, no oitavo a kahal é entregue pelo messias/rei ao Eterno como primogênitos, como primícias, devido à vida justa que viveram.

Tudo isso, claramente, já indica a submissão de Yeshua ao Eterno. As pessoas que estão no sistema religioso cristão pensam que são do mashiach, mas não. Os seguidores do messias apenas ficam debaixo da tutela dele até o sétimo milênio, pois no oitavo ele nos apresenta ao Eterno.


Quinta Leitura: 23:6-19

Não deve ser permitido que o inocente seja culpabilizado, bem como é proibido receber subornos e oprimir o estrangeiro. Seis anos se cultiva a terra mas no sétimo ano não, para que comam os pobres e os animais do campo. Seis dias se trabalhará mas no sétimo não, para que descansem os animais, os filhos das servas e os estrangeiros. É proibido mencionar o nome de outros deuses e fazer com que os outros os mencionem. Três vezes ao ano deve ser celebrada festa ao Eterno, a festa dos pães asmos, a festa da sega (festa das semanas) e a festa da colheita dos frutos (festa das cabanas/tabernáculos) no sétimo mês e ninguém deve vir ao Eterno de mãos vazias. O sacrifício de Pessach não pode ser sacrificado quando há fermento. As sobras do sacrifício não podem ficar até à manhã seguinte. Há que levar o melhor das primícias da terra à casa do Eterno.


Sexta Leitura: 23:20-25

Um anjo irá adiante do povo para guardá-lo até que cheguem ao lugar preparado. Há que respeitá-lo pois ele leva o Nome do Eterno. Se o povo for obediente, prevalecerá sobre os inimigos, e seis povos serão destruídos por completo. É proibido fazer as coisas que fazem esses povos, e as estátuas idólatras devem ser destruídas. Ao servir ao Eterno será abençoado todo o alimento e a bebida e será eliminada toda a enfermidade.


Sétima Leitura: 23:26 – 24:18

Não haverá abortos na terra nem esterilidade e nada morrerá antes do tempo. O terror irá diante de Yisrael e todos os inimigos serão confundidos. Os limites de Israel serão desde o mar de juncos até ao mar dos filisteus, e desde o deserto até ao rio porque os povos serão expulsos diante de Yisrael. Não pode ser feito pactos com eles nem com os seus deuses e eles não poderão habitar na terra para que não façam pecar Yisrael, por causa da sua idolatria.

Mos recebe instruções para subir ao Eterno juntamente com os 70 anciãos de Yisrael. Os demais devem prostrar-se afastados mas Mos poderá aproximar-se do Eterno. Mos vem ao povo e conta todas as palavras do Eterno e o povo diz que procederão segundo todas elas. Mos escreve todas as palavras, edifica um altar ao pé do monte e os jovens oferecem sacrifícios sobre ele ao Eterno.

A metade do sangue é posta em vasilhas e a outra metade é espargida sobre o altar. Mos lê o livro do pacto a todo o povo e o povo promete obedecer a tudo. Mos esparge o sangue sobre o povo e diz: “este é o sangue do pacto que o Eterno fez convosco relativamente a todas estas palavras”.

Mos recebe a ordem de subir até ao Eterno no monte e esperar ali até receber as tábuas de pedra, a Torah e o mandamento que Ele escreveu.

Yehoshua vai com ele até meio caminho, e Mos diz aos anciãos que os esperem até que voltem. Aharon e Hur poderão julgar se houver algum assunto passível disso. Mos sobe, a nuvem cobre o monte durante seis dias. No sétimo dia é chamado desde o interior da nuvem. A glória do Eterno é como um fogo consumidor em cima da montanha e Mos entra na nuvem e sobe ao monte. Ali fica durante 40 dias.


Temos a oportunidade de observar mais um motivo para saber e confirmar que Yeshua é o messias prometido pelo Eterno através da parashá Mishpatim. Essa é a parashá que geralmente é estudada uma semana antes do início do 12° mês no calendário bíblico.

Essa parashá é tida como muito importante, pois como vimos até agora, ela trata de alguns mandamentos de ordem geral a todos os homens. E os rabinos antigos dizem que essa porção da Torah é uma porção que aponta para o ensino do messias para as pessoas das nações. Os rabinos também ensinam que o mês de Aviv, o primeiro mês do calendário bíblico, conforme lemos em Ex 13:4, e o mês que celebramos pessach, é o mês da redenção pelo messias.

Agora perceba uma coisa. Se a redenção de mashiach vem logo depois do próximo mês que se estuda a parashá mishpatim, ela é uma preparação para receber o messias, mas veja que Yeshua já veio e viveu uma vida de justiça obedecendo e ensinando a obedecer a Torah, ele já trouxe a redenção depois que morreu em pessach e foi ressuscitado pelo Eterno em primícias, e por isso ele mesmo se tornou a primícia dos que serão ressuscitados.

Os judeus que ainda não acreditam que Yeshua seja o messias e os cristãos e ateus que não se apegam a Torah deixam de perceber essa íntima ligação acerca do que os rabinos falam sobre a parashá mishpatim e o messias.

O messias Bem Yossef já veio, viveu entre nós com justiça, sofreu, foi perseguido e martirizado como Yosef, mas retornará como Ben David e reinará como representante do Eterno Baruch HaShem, e trará uma sociedade justa.

Por isso, temos e sempre teremos mais motivos para saber que Yeshua é o messias, e dizemos sempre...

...Yeshua Hamashiach chay!


Que o Eterno os abençoe e até o próximo estudo!


Pr/Rav Marcelo Peregrino Silva (Marcelo Santos da Silva - Moshê Ben Yosef)