Páginas

Boas Vindas

Seja Bem Vindo e Aproveite ao Máximo!
Curta, Divulgue, Compartilhe e se desejar comente.
Que o Eterno o abençoe!!

Mostrando postagens com marcador adoração. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador adoração. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Paralelos entre os Samaritanos e a Igreja




Imagem relacionada

Texto: Jo 4.6-29

Havia ali o poço de Jacó. Jesus, cansado da viagem, sentou-se à beira do poço. Isto se deu por volta do meio-dia.
Nisso veio uma mulher samaritana tirar água. Disse-lhe Jesus: "Dê-me um pouco de água". (Os seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida.)
A mulher samaritana lhe perguntou: "Como o senhor, sendo judeu, pede a mim, uma samaritana, água para beber?" (Pois os judeus não se dão bem com os samaritanos.)
Jesus lhe respondeu: "Se você conhecesse o dom de Deus e quem lhe está pedindo água, você lhe teria pedido e ele lhe teria dado água viva".
Disse a mulher: "O senhor não tem com que tirar a água, e o poço é fundo. Onde pode conseguir essa água viva?
Acaso o senhor é maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, do qual ele mesmo bebeu, bem como seus filhos e seu gado? "
Jesus respondeu: "Quem beber desta água terá sede outra vez, mas quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Pelo contrário, a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna".
A mulher lhe disse: "Senhor, dê-me dessa água, para que eu não tenha mais sede, nem precise voltar aqui para tirar água". Ele lhe disse: "Vá, chame o seu marido e volte".
"Não tenho marido", respondeu ela. Disse-lhe Jesus: "Você falou corretamente, dizendo que não tem marido.
O fato é que você já teve cinco; e o homem com quem agora vive não é seu marido. O que você acabou de dizer é verdade". Disse a mulher: "Senhor, vejo que é profeta.
Nossos antepassados adoraram neste monte, mas vocês, judeus, dizem que Jerusalém é o lugar onde se deve adorar".
Jesus declarou: "Creia em mim, mulher: está próxima a hora em que vocês não adorarão o Pai nem neste monte, nem em Jerusalém.
Vocês, samaritanos, adoram o que não conhecem; nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus.
No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura.
Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade".
Disse a mulher: "Eu sei que o Messias (chamado Cristo) está para vir. Quando ele vier, explicará tudo para nós".
Então Jesus declarou: "Eu sou o Messias! Eu, que estou falando com você".
Naquele momento os seus discípulos voltaram e ficaram surpresos ao encontrá-lo conversando com uma mulher. Mas ninguém perguntou: "Que queres saber? " ou: "Por que estás conversando com ela? "
Então, deixando o seu cântaro, a mulher voltou à cidade e disse ao povo:
"Venham ver um homem que me disse tudo o que tenho feito. Será que ele não é o Cristo? "

         Em uma conversa com um irmão chamado Anderson de Carvalho, este também servo do Eterno no messias Yeshua, falávamos sobre essa passagem da mulher samaritana, e sobre os aspectos e paralelos que há com a igreja cristã. Daí a motivação para este pequeno artigo, pois se nos atentarmos bem naquela mulher, poderemos tirar algumas lições importantes a respeito da igreja cristã.

         Quando lemos essa passagem do evangelho segundo escreveu João, temos uma bela oportunidade de aprender mais a respeito de nós mesmos, enquanto gentios pertencentes à comunidade dos que crêem no Messias Yeshua. Bem como perceber os paralelos que existem entre a igreja ou cristianismo atual e aquela mulher samaritana, que se encontrou com Yeshua naquele poço.

         Em primeiro lugar devemos nos localizar historicamente e geograficamente. Aquele poço encontrava-se na região onde habitavam os samaritanos, próximo à cidade de Samaria. Essa era a região ao norte, onde dez das doze tribos de Israel habitavam desde que tomaram posse da terra. A animosidade entre os dois povos, no entanto, já vinha de muito tempo, devido à divisão que houve já desde a época de Jeroboão (IRs 11), que acabou dividindo a nação em duas partes, Israel formada por dez tribos ao norte e Judá com duas tribos ao sul. E mais tarde com a derrota de Israel para Senaqueribe, rei da Assíria, que enviou muitos israelitas para diversas regiões sob seus domínios e permitiu que pessoas de outros povos passassem a habitar ali, gerando uma população mista. Por sua vez, este povo passa a se voltar sempre contra o povo de Judá, em diversos momentos da história os encontramos aliando-se a diversos inimigos de Judá, constatamos a esse respeito nos textos de Flávio Josefo, o historiador judeu. Tudo isso, somente aumentou a rivalidade entre os dois povos até a época de Yeshua. Hoje em dia eles são poucos, sim, eles ainda existem, e devido a rigidez de suas tradições em relação ao casamento com pessoas de outras culturas e religiões estiveram à beira da extinção, a liderança está mudando isso a fim de evitar seu desaparecimento.

         Entretanto, é muito interessante quando estudamos a história, pois verificamos que a igreja dita cristã, desde sua “fundação” no século IV, pelo imperador romano Constantino, está sempre indo contra o povo Judeu, assim como os samaritanos daquela época mais antiga. Podemos notar isso em um artigo do Rabino Messiânico Matheus Zandona Guimarães, entitulado “O terceiro templo”[1], onde em um dos parágrafos menciona que, devido à falsa “teologia da substituição”, muitos líderes cristãos foram contra a criação do estado de Israel, em 1948, pois estavam convencidos que o Israel não poderia mais existir, uma vez que a Igreja agora representa o “Israel espiritual” de Deus. Esse autor ainda menciona em outro parágrafo do mesmo artigo que, “no final do século XIX, enquanto judeus de toda Europa se reuniam sob a liderança de Theodor Herzl para decidirem sobre a criação do Estado de Israel, muitos cristãos entenderam que a criação de um estado judacio seria algo profético e, … Por outro lado, grandes foram as manifestações cristãs contra a criação do Estado de Israel. Muitos pastores evangélicos, padres católicos e outros, se aliaram aos árabes nas campanhas anti-Israel,...”. Apesar de tudo o Eterno cumpriu sua Palavra e Israel tornou-se novamente uma nação. Porém, vimos e veremos mais à frente essa contrariedade contra o povo judeu por parte também do cristianismo. Mas há algo misterioso nas Escrituras, a respeito dos samaritanos. Encontramos nos escritos do Novo Testamento, além dessa mulher, a menção a dois outros samaritanos, o da parábola do bom samaritano e o samaritano leproso que foi curado e voltou para agradecer.

         Com relação à parábola do bom samaritano (Lc 10.29-36), Yeshua quis ilustrar para um doutor da Lei sobre quem é o próximo de alguém. E para isso utilizou-se de algo comum em sua época, uma parábola. Em específico, nessa contada pelo Mestre, o samaritano representava alguém de bom coração e que tinha amor, demonstrando isso ao ajudar um judeu caído à beira do caminho. Aqui, Yeshua apresenta uma característica que, bem poucas pessoas poderiam perceber em um samaritano. Temos também o encontro do Messias com dez leprosos(Lc 17.12-19), que clamaram por cura e a receberam, mas apenas um voltou para agradecer a Yeshua, e este era samaritano. Essas três passagens são muito peculiares, e têm representações importantes para nós, mas vamos nos ater aqui neste texto, àquela mulher que Yeshua encontrou no poço.

         A samaritana falou com Yeshua de forma questionadora, talvez estranhando o fato de um rabino judeu dirigir a palavra a ela, o que não era nem um pouco comum devido à mencionada richa. E isso provavelmente a levou ao questionamento, fazendo com que sua pergunta fosse muito pertinente ao momento, como se ela falasse por todo o povo samaritano. Yeshua percebendo isso leva a conversa também de forma generalizada, falando a respeito do povo judeu e da salvação.

         Tendo essas coisas sem mente, tracemos um paralelo entre os samaritanos e a igreja cristã, sendo assim vejamos:

         1 - O povo samaritano, conforme pontuei no início deste texto era um povo misturado. E atualmente, a igreja cristã também está assim, devido às várias denominações, tradições e seguimentos. Atualmente vemos tantas “inovações” na igreja, que às vezes não temos como discernir se é igreja ou mundo. Há igrejas que no intuito de “evangelizar” fazem cada coisa que pode espantar. Colocam nos templos rings de MMA, fazem bailes e festas diversas, promovem desfiles de moda e muito mais. Está uma mistura generalizada;

         2 - Samaritanos tinham e ainda tem sua própria Toráh, e a forma de interpretá-la. A igreja cristã têm a Escritura, e diversas formas de interpretá-la. Hoje há Bíblias para todos os gostos, de todos os formatos e tamanhos. Até aí nenhum problema, a coisa estreita mesmo é com as diversas interpretações. Há ainda Bíblias de “Vitória Financeira”, Bíblia “Inclusiva”, onde ensinam sobre a inclusão dos homossexuais no meio cristão sem precisar se arrepender de seus pecados e onde os textos referentes relações sexuais ilícitas foram deturpados, e muitas outras;

         3 - Os samaritanos eram independentes de Israel e do povo judeu, e a igreja cristã é independente de Israel e do povo judeu. Muitos cristãos, se não a maioria está totalmente distantes de Israel. Ensinam que a Aliança de Deus agora é com a Igreja e por isso o povo judeu não significa mais nada. Ensinam que a igreja é o Israel agora. Essa linha de pensamento e interpretação vem da “Teologia da Substituição”, que ensina a substituição de Israel pela Igreja por Deus, devido à rejeição deles ao messias;

         4 - Eles se consideravam melhores do que os judeus, e a igreja nutre um sentimento triunfalista em relação aos judeus. Por causa de doutrinas dispensacionalistas e substitucionalistas o cristianismo se vê acima de Israel;

         5 - Aquele povo pensava que serviam a D`us da forma correta, e a igreja pensa que é a detentora da Verdade. Por interpretarem as Escrituras distantes do contexto judaico, a igreja vê a Bíblia de forma diferente e por isso, anula tudo que diz respeito a Israel e sua forma de adoração. E isso leva a um entendimento diferenciado, fazendo-os pensar que sua forma de adoração é a correta;

         6 - Os samaritanos negligenciavam a origem de sua fé, que vinha de Israel e o povo judeu; da mesma forma a igreja negligencia a origem da sua fé, que vem de Israel e o povo judeu. Com isso negligenciam também a origem judaica do messias, dos profetas e dos apóstolos, consequentemente aos escritos deles (Rm 9.4,5);

         7 - Eles não tinham comunhão com os judeus, assim como a igreja não tem comunhão com os judeus. Quase não vemos judeus e cristãos juntos, mesmo em se tratando de judeus messiânicos, e isso é devido aos dogmas cristãos que atrapalham o relacionamento entre ambos;

         8 - Os samaritanos adoravam a quem não conheciam, e a igreja cristã adora a quem não conhece. Isso parece estranho, mas devido aos fatos já mencionados, os cristãos acabam por adorar a um Deus que eles não conhecem. Se o cristianismo conhecesse mesmo a quem adoram não distorceriam tanto a interpretação das Escrituras, colocando seus dogmas e pensamentos totalmente diferentes do que se pode encontrar nas Escrituras. As interpretações seriam de acordo com o pensamento judaico que é o contexto correto; e

         9 - Eles pensavam que a salvação pudesse vir deles, a igreja também  pensa que a salvação vem dela mesma. Ou seja, a igreja entende que somente se tornando cristão alguém pode ser salvo, mas a Escritura afirma que encontram salvação aqueles que confiam no messias e obedecem a sua palavra. Não basta somente pertencer à religião, é preciso viver o que o mestre ensinou.

         Dessa forma, concluindo esse texto, convido você a rever sua forma de pensar sua crença em Yeshua(Jesus). Convido a você a observar com atenção a conversa de Yeshua com aquela mulher de Samaria, e o que ele quis que ela entendesse. Que possamos viver a salvação que vem dos judeus através do Messias Yeshua, o filho de Deus. Que nós deixemos de lado os dogmas e tradições criados ao longo dos séculos pela igreja, nos afastando da verdadeira forma de agradar a Deus. Que possamos contextualizar a Bíblia do jeito correto, ou seja, como um livro judaico, escrita para judeus e seguidores do Messias, para que venhamos ter o entendimento correto acerca do que é o Reino de Deus. Restauremos as raízes da fé no Eterno e no Messias Yeshua, a mesma fé que os apóstolos e discípulos seguiam no princípio da comunidade dos seguidores de Yeshua.

         Restauração já



[1]http://ensinandodesiao.org.br/artigos-e-estudos/o-terceiro-templo/

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Reflexões sobre o livro No Monte Calvário de Max Lucado - Parte 2








 Conforme havia mencionado no artigo anterior, gostei muito desse livro. No momento em que escrevo este artigo já terminei a leitura, no entanto, ainda quero me dedicar a escrever mais algumas reflexões sobre ele. 

A reflexão que ora me ponho a escrever é sobre o Capítulo 21, cujo título é "A história do Ladrão Crucificado". É interessante mencionar que ontem, eu preguei sobre esse assunto na igreja, mencionando esse trecho do livro.

Max Lucado faz menção do texto do Evangelho de Lucas. "Jesus lhe respondeu: "Eu lhe garanto: hoje você estará comigo no paraíso." Lucas 23.43.

É uma referência bíblica muito forte em seu contexto, em meio ao evento da crucificação do mestre Jesus. Lucas menciona o fato de os soldados terem tirado sorte com as vestes de Jesus, o povo zombando do mestre, o vinagre, a inscrição pregada acima de sua cabeça. E menciona também o fato de haverem crucificado dois criminosos ao lado de Jesus, um à direita e outro à esquerda. Isso é bem representativo, pois parece querer mostrar que o mestre não era criminoso, pois tinha dois criminosos ao seu lado. Porém o que mais chama a atenção do leitor da bíblia é que em meio a tudo o que está acontecendo ali, toda a dor que os crucificados estão sentindo, ocorre um diálogo ali. Um dos criminosos, assim como tantas outras pessoas zombava de Jesus, como se já não bastasse tudo pelo que ele vinha passando desde a noite anterior. Mas o outro repreende o primeiro, assumindo estar ali por merecimento, em detrimento daquele galileu, que era visivelmente inocente, mas falarei sobre isso depois. Então a resposta de Jesus para aquele homem traz uma verdade inquestionável, e é sobre isso que Max Lucado fala, vejamos:

"Se existia uma pessoa sem qualquer valor, era ele. Se existia alguém que merecesse morrer, isso provavelmente valia para ele. Não existia perdedor maior.
Talvez essa tenha sido a razão pela qual Jesus o escolheu para demonstrar o que pensava da raça humana.
Talvez esse criminoso tinha ouvido o Messias falar. Talvez o tinha visto demonstrar seu amor aos pobres. Talvez tinha testemunhado Jesus comendo na rua com os marginais, os bandidos, os consumidores de drogas. Talvez não. É possível que a única coisas que sabia a respeito desse Messias era aquilo que estava vendo agora: um pregador surrado, açoitado, pregado à cruz. Sangue escorrendo pelo rosto, crânio aparecendo por baixo dos espinhos, pulmões tentando respirar.
Algo, porém, lhe dizia que nunca estivera tão bem acompanhado. E de alguma forma ele percebeu que, apesar de lhe restar apenas a oração, finalmente encontrara aquele a quem podia dirigi-la.
"Cara, existe alguma chance de você interceder por mim?"
"Tá feito."

Quando li este trecho e pensei no que Lucas descreve, fiquei pensando na vida que aquele homem teria vivido. Um bandido, um malfeitor, um assassino, um arruaceiro, o companheiro de Barrabás. E talvez até pense que, realmente, ele não merecia ouvir aquilo que ouviu de Jesus. Afinal era um homem que vivia à margem da sociedade. Tantas pessoas poderiam existir na época,  que eram pessoas de bem, qua ajudavam outras. E hoje? Quantas pessoas boas existem? Quantas ajudam outras pessoas? Elas mereceriam o paraíso. No entanto, lembro do que o apóstolo Paulo nos diz: "Todos nós pecamos e estamos destituídos da glória de Deus". Ninguém, por melhor que seja, merece coisa alguma de Deus, pois o pecado nos afastou dele. E todos, sem exceção pecaram contra Deus. Então por que Jesus fez aquilo?

"Agora, por que Jesus fez isso? Por que prometer a esse homem desesperado um lugar de honra à mesa celestial? O que esse malandro poderia oferecer em troca? 
E é exatamente este o ponto. O amor de Jesus não depende daquilo que possamos fazer por ele. Nem um pouco. Aos olhos do Rei, você é precioso simplesmente pelo fato de existir. Não precisa ser bonito ou ter um desempenho maravilhoso. Seu valor é inato.
Isso me faz sorrir porque sei que não mereço um amor desse tipo. Nenhum de nós merece. Todos nós - até a pessoa mais pura de todas - merecemos o céu tanto quanto o ladrão o merecia. Todos nós estamos usando o cartão de crédito de Jesus, não o nosso.

                                                                                                           Por isso o chamam Salvador"

O amor de Jesus pela humanidade é infinito e inexplicável. A razão humana não pode declarar isso de forma compreensível. E ele fez aquilo sem esperar nada em troca, pois na verdade, não temos nada para dar pra ele em troca do amor que demonstrou. Como já disse, a melhor pessoa do mundo, se houver, não merece nada de Deus, mas assim mesmo ele nos ama. Nossa forma de expressar gratidão a Deus deve ser muito profunda e real. Nossa adoração mais sincera, nosso culto devocional verdadeiro, e principalmente, o reconhecimento arrependido de que somente o que Cristo fez pode me livrar da morte e por isso preciso mudar minhas atitudes. 

Mesmo em meio a tanto sofrimento, o corpo em choque. Os pés presos ao madeiro por um cravo enorme, assim como suas mãos. A cabeça totalmente ferida com exposição ossos, bem como as costas e costelas devido as chicotadas. Ainda assim, Jesus encontrou forças para dar atenção ao clamor daquele criminoso. Ainda assim, Jesus teve força pra amá-lo e garantir sua vida eterna. Porém, o que mais me impressiona neste trecho é que, o que aquele criminoso ouviu de Jesus, veio como resposta a uma atitude adoradora dele. Quando o outro criminoso zombou de Jesus, o segundo defendeu Jesus. Fico imaginando o que ele teria visto em Jesus para afirmar que era justo. Então penso que no trajeto de Jerusalém até o gólgota, o prisioneiro que mais apanhou foi Jesus, pois os soldados estavam mais voltados em humilhar Jesus, que além disso, já tinha passado a noite em agonia. Talvez ele percebeu nesse trajeto que o mestre não resmungava, não murmurava, e nem mal dizia ninguém, mas ouviu algumas vezes ele dizer a Deus que os perdoasse. E talvez, tivesse se lembrado de que em algum momento de sua vida tinha estudado a toráh, e que ela dizia acerca de um messias sofredor, entendendo assim quem era aquele que estava ali ao seu lado. Afinal, toda criança judia estudava e estuda a toráh até os treze anos, e com certeza ele também deve ter passado por isso. Por esse motivo posso entender sua atitude em relação a Jesus, e a resposta que o mestre o deu.

Quando nos colocamos no lugar daquele criminoso, crucificado ao lado de Jesus, podemos ouvir a mesma resposta, nos garantindo um lugar no paraíso. Porque o amor do Senhor é o que nos garante a entrada no céu, à partir do reconhecimento da Glória do Todo Poderoso que se fez carne por nós.

E Max Lucado termina o capítulo com uma linda oração;
"Pai, amo o fato de Jesus ter dito "garanto". O ladrão desesperado precisava ouvir isso, e eu também preciso. Obrigado por me amares do jeito que sou. Aguardo o momento em que estarei contigo quando "meu dia" chegar. Em nome de Jesus. Amém." 

Que possamos refletir mais a respeito daquele homem, que talvez tenha sido o primeiro crente a se encontrar com Jesus. Devemos tomar a mesma atitude dele e nos voltarmos para o meigo nazareno, clamando que se lembre de nós.  

Pense nisso...

Marcelo Santos da Silva   

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Uma Reflexão sobre a Igreja Atual



      Atualmente uma crise está instalada na igreja evangélica brasileira, e isso se deve ao "movimento gospel" e à teologia da prosperidade pregada em muitas das nossas igrejas. O primeiro, tornou o evangelho muito popular em relação ao que era até então. Esse movimento trouxe uma revolução na música, e estas músicas passaram a serem cantadas nas igrejas, pelos recém-criados ministérios de louvor, que passaram a ser em muitos lugares, quase o evento principal do culto, chegando a ter mais importância que a pregação da Palavra de Deus. Os assim chamados "levitas", os componentes dos ministérios de louvor, passaram a sentirem-se estrelas, tomando grande parte do culto, afinal consideram-se parte muito importante, porque o louvor tem uma influência muito forte no culto. alguns chegam mesmo a dizer que o louvor é o mais importante do culto, pois eles levam o povo a adorar e assim, ter mais contato com Deus. E as músicas cantadas deixaram de ser louvor a Deus, para falar dos homens, tornando-se antropocêntrica. Porque a mídia gospel precisava atingir a um público, que necessitava de músicas que falassem aos seus corações. E as igrejas cantando essas músicas como se realmente fossem louvores. 
     Entretanto, os pretensos ministros de louvores, muitas vezes, nem mesmo tem conhecimento da Bíblia, e na hora das ministrações de louvor, apenas se utilizam do emocional, aproveitando-se de teatralidade e jogos de luzes e nuvens de fumaça. A falta de conteúdo espiritual, que se obtém por meio da oração, consagração e leitura constante da Bíblia, se percebe claramente na vida destes indivíduos. E o povo por sua vez, foram apenas recebendo esse tipo de novidade, e aceitando cada uma delas, pois queriam algo mais, porém não buscam da fonte, estão sempre precisando de mediadores, função que os levitas tomaram pra si, mesmo sem perceberem. O resultado disso é uma geração que infelizmente não consegue ter uma vida real com Deus, pois não tem contato, intimidade real, que somente se conquista por meio da adoração verdadeira.
       Outro grave problema é a teologia da prosperidade, que veio importada, entrando em nosso meio, principalmente, no início do movimento gospel, quando importaram-se muitos livros. Inegavelmente, os livros que vieram de fora, de autores de renome, ajudaram muito em quantidade e em qualidade a igreja no Brasil, porém, sempre haverá o lado negativo. A entrada desses ensinamentos e a própria vinda dos autores para pregarem nas igrejas brasileiras motivaram seus líderes a entrarem por este movimento. O interesse fatal de se obter lucros por parte dos líderes e até mesmo do próprio povo, também ajudou muito. Os crentes agora eram e são ensinados a meio que barganhar com Deus, pois se está sendo fiel, o Senhor responderá com bençãos materiais. E assim foram deturpando o verdadeiro sentido de prosperidade bíblico, que nunca faltar e ter o que é necessário. A abundância é por parte das bençãos de Deus ao indivíduo. Mas fato é, que o povo absorveu isso tudo, e abriram-se mega templos com tais ensinamentos. Surgiram grandes ministérios que cresceram em quantidade, mas a qualidade de vida espiritual dos membros são parcas e medíocres. Enquanto a bíblia continua bradando que o povo perece por falta de conhecimento. O contínuo crescimento do número de denominações que surgiram, geraram no povo uma gama de igrejas para se escolher. Passou a ter igrejas para todos os gostos e públicos. No entanto, continuou-se negligenciando o verdadeiro contato com Deus, e seu Cristo. 
      No meio de tudo isso, ainda havia espaço para mais invenções, portanto, criou-se novos títulos, então surgem os apóstolos, bispos-primás, querubins, e tantos outros que nem se pode dar conta. Mas o ensino verdadeiro da Palavra de Deus continuou sendo deixado de lado. E o que se vê hoje são igrejas inchadas, com membros aparentemente saudáveis, mas na verdade estão doentes, pois não bebe a água que só Deus pode dar, e não comem do pão que só o Senhor pode dar. Isso tudo, sem contar os testemunhos que se ouve pelo país afora, a respeito de coisas que ocorrem dentro das igrejas brasileiras. Histórias de fazer cair o queixo! O verdadeiro evangelho de Cristo está sendo negligênciado.
      Há uma ala do protestantismo brasileiro, que resolveu pregar um retorno à reforma. Porém, muitas vezes vê-se pregações muito teológicas e sem vida, pois estão muito ligadas aos pensamentos dos antigos reformadores, que realmente fizeram muito pela igreja, e foram verdadeiros instrumentos de Deus, mas eles não detém toda a verdade como se pretende mostrar por tais indivíduos. Toda a verdade está na bíblia, e é ela que temos que seguir. No tempo de Jesus também haviam muitos que conheciam muito dos escritos, no entanto, não viviam o que ensinavam, portanto, suas pregações eram vazias. E Jesus recomendou ao povo a obedecer o que eles ensinavam, mas não agir como eles agiam.
      Então o que pode se feito para mudar a situação? Talvez possa o leitor estar se perguntando. E eu digo, que devemos observar mais a bíblia e menos os legalismos. Devemos buscar mais de Deus, orando e consagrando-se. Agindo como as pessoas das igrejas do primeiro século, onde havia unidade, singeleza de coração, e percebia-se o agir do Espírito de Deus. Onde alguém pregava a Palavra de Deus e as pessoas tocadas pelo Senhor realmente se convertiam, e passavam a viver uma nova vida. E chegavam ao ponto de perder sua vida por sua decisão por Cristo. Atualmente, nós não queremos perder um domingo de sol na praia, ou um joguinho de futebol com os amigos para estarmos na casa de Deus. Eu digo que devemos retornar às práticas dos apóstolos, e vivermos a vida que Cristo nos deixou, com a mesma intensidade. Pedro não seguia Calvino, Lutero, nem outro teólogo qualquer. Paulo também não, e nem por isso suas pregações eram fora do contexto bíblico e muito menos heréticas. Eles simplesmente pregavam a Bíblia e o efeito eram almas achegando-se aos pés do Salvador, Jesus.
      Necessitamos realmente deixar de lado o nosso eu, tomar a cruz e caminhar nesta terra, como enviados de Deus. Igreja é viver pra Cristo, e não pra si mesmo. Na atualidade, devido a tudo o que já foi dito anteriormente, quando um indivíduo prega a verdade restauradora da palavra de Deus, as pessoas não gostam. Quando são confrontadas as pessoas fazem cara feia, pois não é o que estão preparadas para ouvir. Querem ouvir falar de bençãos, de vitória, de conquistas, de promessas, mas se o pregador falar de renúncia, de batalha, de entrega, de oração e de santificação, logo dizem que a pregação é da carne, ou que o pregador está exagerando, ou que é soberbo. No entanto, a soberba está no coração daquele que não atende ao que a bíblia diz, quando menciona o fato de se analisar sempre a profecia e não o profeta. Devemos ouvir e procurar em Deus e na Palavra, para descobrir a verdade, assim como os crentes da igreja de Beréia, que ouviam Paulo pregar e iam procurar nas escrituras para confirmar. Temos que ser mais ovelhas e menos bodes. Temos que ser mais mansos e menos altivos. Precisamos seguir as pisadas do nosso Mestre. Ele ensinava, repreendia, e se precisasse levantava umas bancas de cambistas pra cima. 
      O amor de Cristo, e que a igreja precisa demonstrar, muitas vezes é deturpado. Porque, quando alguém faz uma repreensão na atualidade é chamado de julgador. Apontam o dedo e dizem que está julgando o irmão, mas não param pra pensar que se está repreendendo é para o bem. Não param pra refletir que, se somos igreja, e temos o Espírito Santo em nós e ele opera, então podemos estar sendo movidos por ele para realizar tal ato. Porém, é mais simples, carnalmente falando, afirmar que alguém está julgando do que refletir na própria vida e perguntar ao Pai o que pode ser mudado. Então, precisamos mudar nossos posicionamentos, a fim de vivermos como igreja.
      Concluindo, atualmente a igreja passa por sérios problemas. A solução é nos voltarmos para Cristo verdadeiramente, e não apenas de lábios. Deus sonda os nossos corações e sabe dos nossos planos e desejos. Devemos nos entregar a ele em adoração real, em espírito e em verdade. Somente assim, conseguiremos viver uma vida real com o  Senhor, estando de fato prontos pra ouvir o toque da trombeta do arrebatamento. Não podemos nos conformar com este mundo, mas devemos nos renovar pelo Espírito Santo.

Deus nos abençoe a cada dia, nos ajudando a mudar nossa vida e caráter, a fim de termos o caráter de Cristo. Amém!