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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Estudo da Parashá Beshalach - Deserto, a escola do Eterno.

 


Estudos da Torá

Parashá nº 16 – Beshalach (Depois de ter deixado)

Shemot/Êxodo 13:17-17:16

Haftará (separação) Jz 4:4-5:31 e

Escritos Nazarenos (Novo Testamento) Lc 2:22-24 e 1Co10:1-13


Deserto, a escola do Eterno.


Muitos desejam a redenção, servir ao Eterno, mas poucos compreendem o caminho de aprendizado e prática que ela exige. Há uma ideia amplamente difundida pelo sistema religioso, de que ser resgatado pelo Eterno significa entrar imediatamente em descanso, estabilidade e facilidade. No entanto, a parashá Beshalach desmonta essa expectativa e nos apresenta uma verdade mais profunda, mostrando que o Eterno não conduz Seu povo diretamente a um lugar confortável, mas a um lugar formador. Esse lugar é o deserto. É ali que a redenção deixa de ser apenas um evento ou o final e se torna um processo vivo, diário e transformador, que chamamos de teshuvah. Siga nesse estudo até o fim e entenda mais sobre o processo do Eterno na nossa preparação para o futuro.


RESUMO DA PARASHÁ DA SEMANA

A parashá Beshalach descreve o início da caminhada de Yisrael como um povo livre, logo após sair do Egito, e revela como o Eterno educa, conduz e prova aqueles que Ele redime. O texto começa mostrando que o Eterno não levou o povo pelo caminho mais curto, para que não se arrependessem ao enfrentar guerra, mas os conduziu pelo deserto, manifestando Sua presença constante por meio da coluna de nuvem durante o dia e da coluna de fogo durante a noite, para guiá-los e protegê-los, conforme está escrito em Shemot.

Quando Faraó decide perseguir Yisrael, o povo se vê encurralado entre o exército egípcio e o Yam Suf. Diante do medo e da murmuração, o Eterno ordena a Moshe que avance, e o mar se abre, permitindo que Yisrael atravesse em terra seca. As águas, porém, se fecham sobre os egípcios, mostrando que o mesmo caminho de livramento para os que confiam no Eterno se torna juízo para os que O desafiam. Após essa grande salvação, Yisrael entoa o cântico ao Eterno, reconhecendo Sua força, Seu domínio e Sua fidelidade. Miryam conduz as mulheres em celebração, marcando um momento de gratidão coletiva e reconhecimento público das obras do Eterno.

Logo em seguida, a parashá mostra que a liberdade não elimina os desafios. No deserto, Yisrael enfrenta a escassez de água em Marah, onde o Eterno transforma águas amargas em potáveis, ensinando que Ele é quem cura e sustenta. Em Elim, o povo encontra descanso, mas pouco depois volta a murmurar por causa da fome. O Eterno então envia o maná, alimento diário vindo dos shamaym, estabelecendo um padrão de dependência e obediência, inclusive com a separação do sétimo dia, no qual o maná não cai. O povo aprende que não vive de acúmulo, mas da provisão diária do Eterno.

Em Refidim, novamente falta água, e o Eterno faz jorrar água da rocha, mostrando que Ele supre mesmo quando o povo questiona Sua presença. A parashá termina com o ataque de Amaleq, quando Yisrael precisa lutar. Yehoshua vai à batalha, enquanto Moshé permanece com as mãos erguidas; quando suas mãos estão levantadas, Yisrael prevalece, e quando se abaixam, o inimigo avança. Aharon e Hur sustentam os braços de Moshe até o pôr do sol, ensinando que a vitória vem da dependência contínua do Eterno e da unidade do povo.

Beshalach revela que a redenção não é apenas sair do Egito, mas aprender a caminhar com o Eterno no deserto, confiando em Sua direção, obedecendo aos Seus mandamentos e reconhecendo que toda provisão, proteção e vitória vêm dEle.


ESTUDO DO TEXTO DA PARASHÁ

Logo no início de Beshalach, o texto declara que o Eterno não levou Yisrael pelo caminho mais curto, embora fosse o mais lógico do ponto de vista humano, observe:

Agora que o Faraó deixou o povo ir, Elohim não o reconduziu pelo caminho da terra dos filisteus, embora fosse mais perto; pois Elohim disse: O povo pode se arrepender quando vir a guerra e voltar ao Egito. Assim, Elohim levou o povo a rodear pelo caminho do deserto, pelo Mar de Juncos. Shemot 13:17-18


O Chumash Plaut, no comentário de introdução dessa parashá afirma, no tópico "No deserto", que o povo de Yisrael, agora estavam seguros contra a perseguição egípcia e finalmente livres no sentido físico, e assim, os israelitas empreendem sua viagem. Daqui em diante, até que finalmente adentrem a Terra Prometida, o deserto será o palco de sua história. Aqui no deserto as pessoas receberão a instrução divina; aqui eles vão proclamar sua fé e presenciar a autorrevelação de D'us; e aqui eles cairão em apostasia ao moldar o bezerro de ouro. O deserto é o campo de provas de Israel, o lugar onde D'us conquista um povo.

O Eterno escolhe o deserto como o palco da história do povo até a entrada na Terra Prometida. Essa escolha não é acidental. O deserto se torna o espaço onde Yisrael recebe instrução, conhece o Eterno, proclama sua confiança, mas também onde falha, murmura e cai em rebeldia. Desde o início da porção, somos conduzidos a entender que sair do Egito não é o fim da redenção, mas apenas o começo do caminho com o Eterno.

Como estamos vendo, essa parashá nos ensina que redenção não é apenas sair do Egito, mas aprender a andar com o Eterno depois da libertação. Muitos pensam que ser redimido significa entrar imediatamente em descanso, facilidade e abundância. Porém, o texto revela o oposto, relatando que o Eterno leva Seu povo para o deserto, não por abandono, mas por cuidado. O deserto é o lugar onde o coração é revelado, onde a confiança é formada e onde a obediência deixa de ser discurso e se torna prática diária.


1. O deserto como lugar de teshuvah e desapego do Egito

A fim de compreendermos bem o assunto, devemos observar a forma de estudar os textos, dentro do contexto original. Dessa forma, é importante notar que o Egito representa mais do que um lugar geográfico, ele simboliza um sistema de escravidão, de dependência, controle e falsa segurança. Através do relato da parashá e de entendimentos proféticos podemos aprender que, quando o servo do Eterno é resgatado desse sistema, seja ele mundano ou religioso, inicia-se um processo de teshuvah, um retorno consciente ao Eterno. Esse retorno não conduz imediatamente a uma estabilidade, a uma vida de “bênçãos”, no sentido do que o cristianismo costuma ensinar, mas conduz ao deserto, onde as pessoas tem a oportunidade de aprender e começar a viver o que aprende com o Eterno.

No deserto, os antigos referenciais deixam de funcionar. Ali não há celeiros, não há previsibilidade, não há controle humano. No Egito havia comida previsível, estrutura, rotina, mesmo que fosse escravidão. No deserto não há segurança humana. Tudo depende do Eterno. E o mesmo ocorre com quem está iniciando a teshuvah, pois deixam tudo que viviam para trás sem perspectiva alguma, sem saber o que e como irão viver. É exatamente por isso que o Eterno escolhe o deserto como palco da história de Yisrael e como ambiente de formação do Seu povo. Tudo passa a depender da provisão diária do Eterno, como o maná que não podia ser acumulado, conforme lemos em Shemot 16. Isso ensina que a vida diante do Eterno não se sustenta por acúmulos, mas por confiança diária baseada na obediência.

O profeta Yirmeyahu expressa essa realidade ao dizer que Yisrael seguiu o Eterno no deserto, numa terra não semeada (Yirmeyahu 2:2). O deserto revela se o coração realmente deseja o Eterno ou apenas os benefícios da libertação.


2. O Sinai: revelação, instrução e início das provas

Ao saírem do Egito em direção ao Sinai, além dos hebreus saíram muitos povos que viviam ali, conforme lemos em Shemot 12:38. Muitas dessas pessoas apenas queriam sair do Egito, não queriam uma relação com o D’us dos hebreus, apenas aproveitaram a oportunidade, mas o Eterno busca servos sinceros. E para isso, HaShem estabelece um princípio levando-os para o deserto. É no deserto que ocorre a entrega da Torah no Sinai. Isso não é um detalhe, mas uma mensagem poderosa. A instrução do Eterno não é dada no Egito nem na Terra Prometida, mas no ambiente onde não há distrações nem estruturas humanas de apoio. O Sinai representa a autorrevelação do Eterno e o estabelecimento de Sua instrução como fundamento da vida.

A partir da revelação, a vida do povo passa a ser provada. Como está escrito:


Para te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os Seus mandamentos. Devarim 8:2


As provas não criam o caráter, elas o revelam. Atitudes de obediência aproximam do Eterno e produzem justiça. Enquanto atitudes de murmuração, impaciência e substituição da confiança produzem afastamento e rebeldia. O bezerro de ouro nasce exatamente nesse contexto, a revelação havia sido recebida, mas confiança ainda era imatura. Isso mostra que conhecer a verdade não impede a queda, somente a obediência perseverante sustenta o caminhar mesmo em meio às tribulações.

Yeshua ensinou o mesmo princípio que vemos dessa parashá ao afirmar que não basta ouvir suas palavras, é necessário praticá-las, veja:


Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha. Mas quem ouve estas minhas palavras e não as pratica é como um insensato que construiu a sua casa sobre a areia. Mateus 7:24-26


O deserto expõe se a instrução foi apenas ouvida ou realmente acolhida no viver diário, é o que veremos no próximo tópico.


3. O deserto como campo de provas e lugar onde o Eterno conquista um povo

O comentário do Chumash Plaut afirma que o deserto é o lugar onde o Eterno conquista um povo. Essa conquista não se dá pela força, mas pela fidelidade. No deserto, Yisrael aprende que a presença do Eterno não remove as dificuldades, mas as atravessa junto com o povo. A coluna de nuvem e a coluna de fogo não tiram o deserto, mas revelam que HaShem está presente em todo o caminho de acordo com Shemot 13:21. Há dez anos atrás, ainda no início da minha teshuvah, quando ainda estava no sistema religioso cristão, escrevi um texto em meu blog (https://souperegrinonaterra.blogspot.com/search?q=deserto), cujo título era “Não morra no deserto”, dois anos depois gravei um vídeo no canal do YouTube com o mesmo título. Naquele artigo já falava sobre o deserto como local de aprendizado.

Quando Amaleq ataca, Yisrael aprende que a caminhada com o Eterno inclui oposição. A vitória não vem da força militar, mas da dependência contínua do Eterno, simbolizada pelas mãos de Moshe erguidas, como vemos em Shemot 17. Assim também é com o servo do Eterno, pois a caminhada não é um “mar de rosas”, mas um caminho de aprendizado, onde cada decisão revela a quem o coração está realmente submetido.

O profeta Hoshea confirma que é no deserto que o Eterno fala ao coração e restaura a relação com o Seu povo, observe o que diz Hoshea 2:14–15:


Portanto, agora vou atraí-la; vou levá-la para o deserto e vou falar-lhe com carinho. Ali devolverei a ela as suas vinhas, e farei do vale de Açor uma porta de esperança. Ali ela me responderá como nos dias de sua infância, como no dia em que saiu do Egito.


O deserto não é rejeição, é formação.


Concluindo nosso estudo, vemos que a parashá Beshalach nos conduz a uma compreensão madura e sem religiosidade da redenção. Ser resgatado do Egito ou dos sistemas é apenas o primeiro passo. O verdadeiro desafio é andar com o Eterno no deserto, onde não há garantias humanas, apenas a direção divina. É nesse ambiente que aprendemos a confiar, a obedecer e a reconhecer que toda provisão, proteção e vitória vêm de HaShem, mesmo que haja desafios e dificuldades a enfrentar.

O deserto revela quem deseja apenas sair do Egito e quem realmente quer caminhar com o Eterno. Ele expõe o coração, prova as atitudes e forma um povo que não vive de sistemas, mas da Palavra do Eterno, dia a dia. Esse entendimento nos chama à seguinte reflexão: como temos respondido às provas do caminho? Com justiça ou com rebeldia?

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Que o Eterno lhes abençoe.


Moshê Ben Yosef


domingo, 9 de junho de 2019

Estudo da Parashá Bamidbar (No deserto)


Estudos da Torá

Parashá nº 34 – Bamidbar (No deserto)
Bamidbar/Números Nm 1:1-4:20,
Haftará (Separação) Os 2:1-22; e
B’rit Hadashah (Nova Aliança) Lc 1:1-12:59

1 - INTRODUÇÃO
                  
               Nesta semana iniciamos o estudo no livro de Bamidbar - rbdmb (No deserto), o quarto livro da Torá foi assim intitulado em hebraico, porque nele é narrada a história dos israelitas em sua longa jornada no deserto. Um outro nome que o povo de Israel dá a esse livro é “Chumash Hapecudim” (Livro dos Censos), pelos diversos censos incluídos em seus primeiros capítulos. A bíblia na “Versão dos Setenta” chamou este livro de “Aritmói”, palavra grega que significa Números.

2 – ESTUDO DAS PALAVRAS
              
“E falou o Eterno a Moshé no deserto de Sinai, na tenda da reunião, no primeiro dia do segundo mês, no segundo ano da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, dizendo:” (Nm 1:1)

               Nessa parashá (porção) estaremos iniciando o livro de Bamidbar (Números) e as lições que serão aprendidas com o povo de Israel durante sua estadia no deserto. Na verdade esse é o motivo do nome desse livro, o povo estava no deserto recebendo as instruções de Adonai. Podemos perceber nesse primeiro verso que Israel serve a um D’us vivo, pois diz que Ele “falou a Moshe”. Neste período de caminhada do povo pelo deserto do Sinai esta é uma característica fundamental do Eterno, pois Ele como o Criador de todas as coisas poderá guiar o seu povo através de caminhos que Ele mesmo traçou e conhece. Enquanto o povo obedecê-lo não haverá erros.

               A palavra que foi traduzida como deserto é “midbar”, e vem da raiz “davar”, que por sua vez significa “falar”. Porém “midbar” não significa somente “deserto” em todo o seu sentido literal da palavra em português, pois ela denota “uma área árida, geralmente cheia de areia e com muito pouca ou nenhuma vegetação”. A palavra original pode apontar para um sítio deserto no sentido de desabitado, e isso fará mais sentido na medida em que o povo de Israel trouxe muito gado consigo quando saiu do Egito.          

               Observe que a Torá não nos diz que os animais comeram o maná no deserto. Logo podemos inferir que haveria pasto suficiente para eles durante os 40 anos naquele lugar, conforme Números 32:1.

“E muito gado tinham os filhos de Rubem e os filhos de Gad, e era em grande quantidade; e viram a terra de Ya’zêr e a terra de Guilead, e eis que o lugar era lugar de gado.”

               Como o “midbar” se encontra fora da civilização, constitui-se como um lugar adequado para falar em privado, sem ter que correr o risco de ser ouvido pelos outros povos. Portanto, este lugar,onde se pode falar em privado, chegou a ser chamado midbar que literalmente significa “conversação”. O midbar é o lugar onde se pode falar de coisas íntimas sem ser molestado por outros, como lemos em Oseias 2:14:

“Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração.”

               Veja como o plano de Adonai de tomar uma noiva, Israel, segue desde a Torá, passando pelos profetas, como lemos em Oseias acima, e finaliza em Apocalipse 12:6:

“E ela fugiu para o deserto, para um lugar que lhe havia sido preparado por Deus, para que ali fosse cuidada durante 1.260 dias.”

               Então porque razão o Eterno levou Israel ao deserto? Para falar pessoalmente com a sua noiva, entrar no pacto matrimonial com ela e ali entregar-lhe o contrato de casamento (ketubah), a Torá. É um excelente momento para lembrar que a outorga da Torá foi no deserto, na festividade de Shavuot (semanas), cinquenta dias depois de Pessach, e considerando tudo o que aconteceu nessa ocasião, conforme lemos em Ex 19:16-19; e 20:18, podemos perceber os mesmos sinais no que aconteceu em Atos 2.
               Esse contrato de casamento (ketubáh), a Torá, não foi entregue na terra de qualquer um, mas sim na terra de ninguém, para mostrar que não pertence somente ao povo de Israel, mas sim a todos os homens da terra.
               Em nossas vidas, quando passamos por um deserto, não devemos encarar isso como algo negativo, mas como uma possibilidade de podermos nos aproximar do Eterno, e receber as palavras e instruções do Pai que nos ama e cuida de nós. Nesses lugares, onde aprendemos a depender de D’us e não de nossas próprias forças e capacidades é onde temos mais contato íntimo com nosso Elohim.

Um Midrash na Parashá

               De acordo com o site Chabad.org, na parashá desta semana, encontramos um Midrash (Ensino) fascinante no primeiro versículo: "E D'us falou a Moshê no deserto do Sinai.". Esse Midrash explica que a Torá foi outorgada em associação com três coisas - fogo, água e no deserto.
               Esse site ainda diz que, Rabi Meir Shapiro dá uma bela explicação sobre a importância destas três coisas. Segundo ele, o traço de caráter que destacou o povo judeu desde o início é o espírito de auto-sacrifício. Isso tem sido sempre evidente no cumprimento das leis da Torá e em nossa aderência à sua fé.
               Avraham, o primeiro dos Patriarcas, segundo a tradição judaica, permitiu-se ser atirado a uma fornalha ardente por ter quebrado os ídolos de seu pai, e foi salvo apenas por um verdadeiro milagre de D'us. Por este ato, ele conferiu a todas as gerações futuras a vontade e a força de morrer por seu judaísmo. Algumas pessoas poderiam argumentar que este foi um ato de heroísmo isolado de um indivíduo notável. Deveriam então considerar um segundo exemplo envolvendo todo o povo de Israel. Quando o Mar Vermelho foi dividido, o povo marchou como uma só nação para as águas enraivecidas, a um comando do Criador.
               É claro que alguém poderia argumentar ainda que este teste ocorreu em um período de tempo relativamente curto. Deixemos então que considerem o terceiro exemplo, o fato de toda a nação israelita voluntariamente entrar no deserto sem comida ou bebida, não sabendo quanto tempo teriam de lá permanecer. Fizeram isso apenas por amor e lealdade a D'us, como está escrito em Yirmiyáhu/Jeremias "Lembro-Me da afeição de tua juventude... como seguiram-Me no deserto, numa terra que não era semeada" (2:1).
               Foi em virtude destes três testes - pelo fogo, água e deserto - que a Torá foi outorgada ao povo judeu como sua possessão eterna. A disposição para desistir de suas vidas pela sua crença em D'us, assegurou nossa sobrevivência até os dias de hoje.
               A passagem pelo deserto durante os 40 anos teve como um dos propósitos, preparar o povo para entrar na terra prometida, moldar e transformar os seus corações. Cada um de nós em algum momento da nossa vida, após reconhecermos Yeshua como Nosso Único e Suficiente Salvador, passamos pelo deserto, onde experienciamos o processo de santificação, de Teshuvá, isto é, o retorno ao caminho que nos leva ao Pai, caminho esse que foi reaberto pelo sangue derramado pelo Seu Filho, Yeshua.

3 – RESUMO
     
                   Segue abaixo um resumo da parashá extraído do site “pt.Chabad.org”.
         A Parashá Bamidbar, a primeira porção do quarto livro da Torá, está principalmente envolvida com o recenseamento do povo judeu feito no segundo mês de seu segundo ano no deserto. Após relacionarem os líderes das doze tribos de Israel, a Torá apresenta os totais de homens entre as idades de 20 e 60 anos para cada tribo, sendo que a contagem totalizou 603.550.
               A estrutura do acampamento é então descrita, com a tribo de Levi no meio, guardando o Mishcan, Tabernáculo, e cercada pelas doze tribos de Israel, cada uma na área que lhe foi designada. É feita a designação da tribo de Levi como os líderes espirituais do povo judeu, e seu próprio censo é realizado, à parte do restante de Israel.
               A porção da Torá conclui com as instruções dadas à família de Kehat, o segundo filho de Levi, pelo seu papel em lidar com as partes mais sagradas do Mishcan.

Bibliografia:

- Torá – Lei de Moisés. Editora Sefer
- Bíblia Judaica Completa, Editora Vida.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

NÃO MORRA NO DESERTO








Você está passando pelo deserto? Você acha que sua vida está passando por um grande deserto espiritual?

Pretendo ensinar a você leitor, a aprender com o Espírito Santo de Deus, alguns princípios espirituais para não morrermos no deserto.

Texto Bíblico Base: 1Co 10.1-13

Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, e todos passaram pelo mar.
E todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar,
E todos comeram de uma mesma comida espiritual,
E beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo.
Mas Deus não se agradou da maior parte deles, por isso foram prostrados no deserto.
E estas coisas foram-nos feitas em figura, para que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram.
Não vos façais, pois, idólatras, como alguns deles, conforme está escrito: O povo assentou-se a comer e a beber, e levantou-se para folgar.
E não nos forniquemos, como alguns deles fizeram; e caíram num dia vinte e três mil.
E não tentemos a Cristo, como alguns deles também tentaram, e pereceram pelas serpentes.
E não murmureis, como também alguns deles murmuraram, e pereceram pelo destruidor.
Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos.
Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia.
Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.
1 Coríntios 10:1-13

Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, e todos passaram pelo mar. 
E todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar,E todos comeram de uma mesma comida espiritual, E beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo. 
Mas Deus não se agradou da maior parte deles, por isso foram prostrados no deserto. 
E estas coisas foram-nos feitas em figura, para que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram. Não vos façais, pois, idólatras, como alguns deles, conforme está escrito: O povo assentou-se a comer e a beber, e levantou-se para folgar. 
E não nos forniquemos, como alguns deles fizeram; e caíram num dia vinte e três mil. 
E não tentemos a Cristo, como alguns deles também tentaram, e pereceram pelas serpentes. 
E não murmureis, como também alguns deles murmuraram, e pereceram pelo destruidor. 
Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos. 
Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia. 
Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar. 



Introdução:  
Primeiramente vejamos algo a respeito do texto da nossa reflexão. Esta epístola foi escrita por Paulo para uma igreja, a qual vemos seu início em Atos 18.1-17, na sua segunda viagem missionária. Essa porém, foi provavelmente, sua congregação mais problemática. Depois que o apóstolo seguiu viagem sua comunicação com ela era feita por meio de cartas (epístolas). Primeiro ele mandou uma carta admoestando os novos crentes para se afastarem da prostituição, conforme percebemos sua menção em 1Co 5.9. No entanto, não temos essa referida carta, apenas a menção dela na referência mencionada anteriormente. Depois os coríntios enviaram uma carta para Paulo pedindo orientação sobre os problemas na igreja, de acordo com o que consta em 1Co 7.1. Várias pessoas dessa igreja foram visitar Paulo na Ásia e levavam notícias daquela comunidade eclesiástica. Algumas dessas pessoas eram os servos da casa de Cloé, que mencionaram sobre a divisão que havia entre os irmãos, conforme podemos ler em 1Co 1.11. Outras pessoas foram, três irmãos registrados em 1Co 16.17,18. Então, o apóstolo escreveu sua segunda carta, que é a nossa Primeira aos Coríntios, respondendo aos questionamentos feitos pelos crentes. Depois ele volta àquela igreja em uma segunda visita, ficando pouco tempo, pois a situação não estava boa ali. Ocasião em que ele escreve a terceira carta, que é a nossa Segunda aos Coríntios. 

Tendo observado esse pequeno resumo, passemos ao texto que estamos fazendo menção como base para nosso estudo. Ele está falando sobre a desobediência, a falta de fé e a idolatria, entre outros assuntos, e menciona o povo de Israel, enquanto estavam no deserto, caminhando para a terra de Canaã, que é o nosso alvo de estudo no momento.

Deus tirou o povo do Egito com mão forte, conforme lemos em Ex 13.3.


     E Moisés disse ao povo: Lembrai-vos deste mesmo dia, em que saístes do Egito, da casa da servidão; pois com mão forte o Senhor vos tirou daqui; portanto não comereis pão levedado.


Ao chegarem na península do Sinai, ao pé do monte onde Deus falou com Moisés, o povo acampou, pois receberiam as Leis da Aliança com o Senhor, e aprenderem a viver como uma nação livre, isso levou mais ou menos dois anos. Nesse período, a Aliança é quebrada, pois ao descer do monte com as tábuas da Lei, depois de quarenta dias, o povo estava adorando a uma imagem de um bezerro de ouro que tinham feito. Então, Deus os corrige, e Moisés sobe ao monte novamente para receber do Senhor outras tábuas, pois as tinha jogado ao chão quebrando-as, em representação a Aliança que tinha sido quebrada.

Depois reiniciam a marcha até o momento em que Moisés envia espiões até a terra que teriam que conquistar. Porém quando eles voltaram, suas afirmações temerosas a respeito dos exércitos inimigos e dos gigantes que haviam na terra fizeram o povo sentir medo e não confiarem no Senhor. Apenas Josué e Calebe, dos doze espiões enviados, permaneceram firmes na confiança de que Deus daria a terra se eles se esforçassem.

No entanto, por causa da falta de fé e das murmurações dos espiões e do povo, todos daquela geração iriam perecer no deserto. Ou seja, não veriam o cumprimento da promessa, não tomariam posse da terra, e por quarenta anos viveriam ali, andando no deserto, até que o último deles tivesse perecido ali. E pior do que isso, lemos em Amós 5.25-27, que aquela geração não se arrependeu dos seus erros e adoraram a outros Deuses.

Oferecestes-me vós sacrifícios e oblações no deserto por quarenta anos, ó casa de Israel?
Antes levastes a tenda de vosso
Moloque, e a estátua das vossas imagens, a estrela do vosso deus, que fizestes para vós mesmos.
Portanto vos levarei cativos, para além de Damasco, diz o Senhor, cujo nome é o Deus dos Exércitos.


E isso pode ser confirmado em Atos 7.42,43.
Mas Deus se afastou, e os abandonou a que servissem ao exército do céu, como está escrito no livro dos profetas: Porventura me oferecestes vítimas e sacrifícios no deserto por quarenta anos, ó casa de Israel? Antes tomastes o tabernáculo e Moloque, e a estrela do vosso deus Renfã, figuras que vós fizestes para as adorar. Transportar-vos-ei, pois, para além da Babilônia.

Fazemos uma pausa aqui, a fim de refletirmos em alguns pontos importantes antes de continuarmos nosso pequeno estudo. Precisamos entender algo a respeito de Deserto, pois estamos vendo muito este termo nos versículos já mencionados. O que é o Deserto? A resposta que pode ser encontrada na maioria dos dicionários é algo parecido com o que segue: "Lugar geralmente desabitado, onde quase não chove, com pouca ou nenhuma vegetação." Entretanto, em sentido espiritual e bíblico, é um lugar também muito árido, onde há muitas dificuldades e escassez, servindo para passagem, provação, treinamento e preparação dos servos de Deus. 

Sendo assim, vamos dar continuidade ao estudo vendo a importância do deserto na vida do cristão e o como devemos viver para não morrermos no deserto, da forma como os hebreus morreram.


I – TODOS NÓS TEMOS QUE PASSAR PELO DESERTO

Em primeiro lugar, precisamos ter em mente, de forma muito clara, que todos os servos
de Deus necessariamente passam pelo deserto. Porque é no deserto que o cristão vai aprender, com a escassez e as dificuldades, a depender totalmente de Deus, em detrimento de qualquer situação. Passar pelo deserto prepara o cristão para vencer as lutas e tentações que lhe sobre virão na caminhada com Deus. E devemos olhar para os exemplos bíblicos, de servos do Senhor que passaram pelo deserto, como os que seguem abaixo: 
A)    O povo de Israel passou quando foi liberto do Egito.
      Conforme já dissemos anteriormente, Deus libertou o povo do Egito e os levou para o deserto, a fim de aprenderem a ser uma nação livre, com leis e estatutos, mas também para os livrar de terem que enfrentar um inimigo, estando ainda despreparados para isso.
B)     Josué e Calebe passaram pelo deserto, mesmo demonstrando sua fé em Deus.
      Esses dois homens foram os únicos que acreditaram que Deus poderia lhes dar a posse da terra, mesmo havendo tantos problemas a serem enfrentados. Porém isso não impediu que caminhassem durante os quarenta anos no deserto, enquanto todos os outros caiam. O fato de acreditarem, de terem fé, não lhes levou mais rápido para Canaã.
C)     Davi passou pelo deserto quando teve que fugir de Saul.
      Esse homem, que era segundo o coração de Deus, viveu muito tempo em cavernas e em lugares desertos, escondendo-se do rei que o queria morto, por causa da inveja e cobiça. No deserto Davi aprendeu com Deus e se preparou para assumir sua posição que já lhe tinha sido prometida.
D)  Elias passou depois de anunciar a escassez de chuva e depois que matou os profetas de BAAL e de Astarot.
E)     Jeremias passou pelo deserto quando anunciou os juízos de Deus ao povo de Judá.
F)      Ester passou pelo deserto quando foi levada para ser concubina do Rei da Pérsia e quando descobriu o plano de Hamã para destruir o seu povo.
G)    Daniel passou pelo deserto ao ser jogado na cova dos leões por ser fiel a Deus.
H)    João Batista passou pelo deserto para ser a voz que clama, preparando o caminho do Rei.
I)     O próprio Senhor Jesus passou pelo deserto desde antes de começar seu ministério, quando foi levado ao deserto para se consagrar e ali foi tentado, até sua traição e morte, toda a sua vida foi um deserto.
J)       O apóstolo Paulo passou pelo deserto quando caiu do cavalo e Jesus se identificou a ele e desde então passou a ser perseguido e sofreu diversos perigos (2Co 11.26,27).
Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos;
Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez.
K)    E cada um dos apóstolos e discípulos de Jesus passaram pelo deserto ao serem perseguidos e mortos por causa do nome do Senhor.

 Precisamos entender uma coisa muito importante. Ninguém recebe nada de Deus sem antes ser moldado para isso. A conquista das promessas de Deus não estão incluídas no kit benção! Precisamos ser moldados, preparados, e não há escola melhor para isso do que o deserto. Onde vamos estar na dependência de Deus, se não morremos, como veremos mais adiante.

II – O DESERTO É O CAMINHO PARA O CUMPRIMENTO DA PROMESSA

   Quando estamos passando pelo deserto a tendência, como seres humanos, é nos sentirmos fracos, sem esperanças e sozinhos.
    É pelo deserto que se pode chegar até o cumprimento da promessa. Na caminhada com Deus não existem atalhos, nem elevadores. É necessário percorrer o caminho completo, e este passa pelo deserto. Quem pega atalhos morre no caminho, pois está desprotegido, por pior que seja o caminho a ser percorrido há a garantia da presença do Senhor a nos guardar e a nos ajudar a chegar em segurança ao lugar da promessa.
    A Bíblia nos mostra que Deus está sempre com quem está passando pelo deserto, como em Nm 10.34-36.
Vejamos mais uma vez com os exemplos da bíblia. 
A)  O povo de Israel tinha que passar pelo deserto para chegar à Canaã.
     Aquele tinha sido o caminho que Deus escolhera e orientara a Moisés para guiar o povo, embora fosse mais longe, era mais seguro e levava ao monte do encontro com o Senhor, onde Ele se revelaria ao povo.
B)   Josué e Calebe tinham que ir pelo deserto para receberem suas heranças.
     Após os quarenta anos, os dois homens de Deus, ainda fortes e robustos estavam em condições de receberem suas promessas, mesmo tendo que lutar para conquista-las.
C)   Davi tinha que esperar o tempo certo para subir ao trono.
D)  Ester estava indo para o lugar onde Deus a queria, para que no momento certo ela fosse um instrumento para ajudar o povo em todos os lugares do reino.
E)   Daniel depois da cova dos leões tornou-se ainda mais influente no reino ultrapassando gerações.
F)    Jesus, o nosso Mestre e Senhor, só iniciou seu ministério depois do deserto e através de sua vida estamos aqui hoje.

III – MUITOS PREFEREM ESTAR NO DESERTO DO QUE CONQUISTAR A PROMESSA DE DEUS
O texto bíblico que lemos como base desta mensagem é mais um dos textos quem mostram o motivo do povo ter perecido no deserto, o outro é no capítulo 3 da epístola aos Hebreus.
Não endureçais os vossos corações, como na provocação, no dia da tentação no deserto. Onde vossos pais me tentaram, me provocaram, e viram por quarenta anos as minhas obras. Hb  3.8,9
Daniel e Isabela Mastral, em seu livro Voz que Clama no Deserto, volume 2, dizem o seguinte:
“Se o nosso prêmio é chegar a uma Terra que mana leite e mel (e usamos dessa analogia Bíblica para simbolizar o Centro Perfeito da Vontade de Deus, onde todas as Promessas Dele se realizam), o contrário disso é viver e perecer no Deserto. Por que, então, a maioria vive no Deserto? Repare que no Deserto o Senhor também nos acompanha e sustenta: as vestes não desgastam... o maná não falta... mas é só. Não existe plenitude nem abundância e não haverá até que a decisão de conquistar penetre com entendimento em nosso coração. Deixar de entrar em Canaã significa que jamais haverá a terra fértil, o lar estruturado, os celeiros cheios, as oportunidades de vida, alegria, conforto, saúde, bem estar, paz e tranquilidade que a Promessa sob Juramento encerrava em si mesma. Viver no deserto significa conhecer teoricamente um Deus Vivo e Poderoso que pode grandes coisas, mas na prática a pequenez da fé humana e o mal uso do livre arbítrio acabaram determinando consequências desastrosas.”
A)  Não se conforme com a sua situação (Rm 12.2, 1Pe 1.14).
    Muitas pessoas se conformam com a vida que estão vivendo, mesmo estando no deserto. O deserto é somente um lugar de passagem, não é um lugar de morada. Não podemos nos conformar, pelo contrário temos que nos renovar e seguir em frente, para o alvo da nossa soberana vocação, conforme afirma Paulo.
B)   O deserto é para nos preparar para tomarmos posse da promessa.
   Depois que passarmos pelo deserto estaremos habilitados a tomar posse da promessa. Ninguém assume um cargo público sem passar em um concurso. Ninguém ganha uma corrida se não se preparar. Precisamos nos preparar e Deus nos leva ao deserto para isso.
C)   Logo depois do deserto vem o cumprimento da promessa.
     Depois de se passar pelo deserto vem o local da promessa. A herança é recebida depois de se realizar o inventário. Quando tudo estiver preparado vem a promessa.
D)  Não podemos morrer no deserto, temos que fazer a diferença.
Os autores já citados afirmam que, “Só faz diferença quem está no Centro da Vontade do Pai. Só faz diferença quem conquista. Que Povo construiu a primeira Nação de Israel afinal? A primeira Geração de cativos, ou a segunda? A primeira pereceu no deserto e não fez diferença alguma. Somente seus filhos, aqueles que conquistaram a Terra junto com Josué, foram os precursores da Nação que atingiu o apogeu no reinado de Salomão.”
De nada adianta estarmos na igreja e vivermos uma vida mais ou menos. Vimos que aquele povo tinha a presença de Deus por meio do fogo e da nuvem, tinham a benção com o maná diário, e suas roupas não se estragavam, mas ainda assim estavam sem Deus, pois adoravam a outros deuses.

CONCLUSÃO
Sendo assim, devemos estar atentos ao que a Palavra de Deus nos transmite em relação a isso. Não morra no deserto, seja firme e constante, busque conquistar o que Deus te prometeu. O deserto é somente um lugar para treinamento, não é lugar para permanecer. Levante os olhos e veja logo à frente, a vitória está logo ali, mas precisamos lutar. Precisamos buscar ao Senhor para termos força pra caminhar, precisamos nos santificar para termos condições de combater o nosso inimigo que tão de perto nos rodeia. Ore, se consagre, frequente a igreja, lute, estenda as mãos, ame o seu irmão, sirva ao Senhor de coração e quando menos perceber estará conquistando sua vitória. O Senhor requer de cada um de nós mais disciplina, e principalmente, intimidade, pois Ele é um Deus que tem ciúmes de nós, pois nos ama.