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sexta-feira, 26 de maio de 2023

Estudo da Parashá Bamidbar-2022-2023 - Levi, o menor se torna o maior.

 


Estudos da Torá

Parashá nº 34Bamidbar (No deserto)

Bamidbar/Números Nm 1:1-4:20,

Haftará (Separação) Os 2:1-22; e

B’rit Hadashah (Nova Aliança) Lc 1:1-12:59; Rm 9:22-33


Tema: Levi, o menor se torna o maior.


RELEMBRANDO


Semana passada estudamos sobre a casa em cidade murada e vimos os conceitos histórico, literal e profético. Entendemos que nós que estamos em teshuvah somos a casa em cidade murada e não podemos de forma alguma perder a chance de buscar a redenção. Essa semana falaremos sobre o fato de a tribo de Levi ser considerada a menor tribo que saiu do Egito, no entanto, a importância dela por ter sido escolhida pelo Eterno para o serviço sacerdotal, a tornou maior. Por isso, o tema dessa semana, em que celebramos shavuot, é bem sugestivo e nos leva a refletir em nossa caminhada.


A PARASHÁ DA SEMANA


Como sempre iniciamos nosso estudo com um resumo, veja a seguir um extraído do site “Chabad”.

A Parashá Bamidbar, a primeira porção do quarto livro da Torá, está principalmente envolvida com o recenseamento do povo de Yisrael feito no segundo mês de seu segundo ano no deserto. Após relacionarem os líderes das doze tribos de Yisrael, a Torá apresenta os totais de homens entre as idades de 20 e 60 anos para cada tribo, sendo que a contagem totalizou 603.550.

A estrutura do acampamento é então descrita, com a tribo de Levi no meio, guardando o Mishcan, Tabernáculo, e cercada pelas doze tribos de Israel, cada uma na área que lhe foi designada. É feita a designação da tribo de Levi como os líderes espirituais do povo judeu, e seu próprio censo é realizado, à parte do restante de Israel.

A porção da Torá conclui com as instruções dadas à família de Kehat, o segundo filho de Levi, pelo seu papel em lidar com as partes mais sagradas do Mishkan.

Podemos tirar uma mensagem na porção desta semana. Segundo o site Chabad, encontramos um Midrash fascinante à partir do primeiro versículo: "E D'us falou a Moshê no deserto do Sinai." O Midrash explica que a Torá foi outorgada em associação com três coisas - fogo, água e no deserto. No estudo da parashá Bamidbar do ano passado falei sobre o deserto de forma um pouco mais ampla, busque lá no meu canal no YouTube ou no canal da Kahal Teshuvah Brasil.

Rabi Meir Shapiro dá uma bela explicação sobre a importância destas três coisas. Explica que o traço de caráter que destacou o povo judeu desde o início é o espírito de auto sacrifício. Isso tem sido sempre evidente em nosso cumprimento das leis da Torá e em nossa aderência à sua fé. Avraham, o primeiro dos Patriarcas, segundo o Midrash Bereshit, permitiu-se ser atirado a uma fornalha ardente por ter quebrado os ídolos de seu pai, e foi salvo apenas por um verdadeiro milagre de D'us. Por este ato, ele conferiu a todas as gerações futuras a vontade e a força de morrer por seu interesse de obedecer ao Eterno. Segundo o Chabad, algumas pessoas poderiam argumentar que este foi um ato de heroísmo isolado de um indivíduo notável. Eles deveriam então considerar um segundo exemplo, envolvendo todo o povo de Yisrael. Quando o Mar Vermelho foi dividido, o povo marchou como uma só nação para as águas enraivecidas, a um comando do Criador.

Ainda de acordo com o site, é claro que alguém poderia argumentar ainda que, este teste ocorreu em um período de tempo relativamente curto. Deixemos então, que considerem o terceiro exemplo, o fato de toda a nação israelita voluntariamente entrar no deserto sem comida ou bebida, não sabendo quanto tempo teriam que permanecer lá. Fizeram isso apenas por amor e lealdade a D'us, como está escrito em Yirmiyáhu/Jeremias:


"Lembro-Me da afeição de tua juventude... como seguiram-Me no deserto, numa terra que não era semeada" Jr 2:1


Foi em virtude destes três testes - pelo fogo, água e deserto - que a Torá foi outorgada ao povo de Yisrael como sua possessão eterna. A disposição para desistir de suas vidas pela sua crença em D'us, assegurou a sobrevivência do povo até os dias de hoje, bem como de cada remanescente que atende ao chamado de entrar no caminho da Teshuvah.


ESTUDO DO TEXTO DA PARASHÁ


As famílias da tribo de Levi, porém, não foram contadas juntamente com as outras, pois o Eterno tinha dito a Mos: "Não faça o recenseamento da tribo de Levi nem a relacione entre os demais israelitas. Em vez disso, designe os levitas como responsáveis pelo tabernáculo que guarda as tábuas da aliança, por todos os seus utensílios e por tudo o que pertence a ele. Eles transportarão o tabernáculo e todos os seus utensílios; cuidarão dele e acamparão ao seu redor. Sempre que o tabernáculo tiver que ser removido, os levitas o desmontarão e, sempre que tiver que ser armado, os levitas o farão. Qualquer pessoa não autorizada que se aproximar do tabernáculo terá que ser executada. Os israelitas armarão as suas tendas organizadas segundo as suas divisões, cada um em seu próprio acampamento e junto à sua bandeira. Os levitas, porém, armarão as suas tendas ao redor do tabernáculo que guarda as tábuas da aliança, para que a ira divina não caia sobre a comunidade de Israel. Os levitas terão a responsabilidade de cuidar do tabernáculo que guarda as tábuas da aliança". Números 1:47-53


Repararam nas partes sublinhadas dos versos lidos acima? Notem que Essa parashá inicia com o Eterno dando uma ordem a Moshê para que fizesse censo de todo o povo de Yisrael que saiu do Egito. Isso é interessante, já que sabemos que não saíram só o povo de Yisrael, saíram também representante de 70 nações junto com eles. E a Torá deixa claro para nós que o Eterno tinha conhecimento disso, claro, vejam o texto e notem a palavra usada para se referir a todos os que saíram do Egito.


Faça o censo de toda a assembléia do povo de Yisrael, segundo os clãs e as famílias. Registre os nomes de todas os homens com mais de 20 anos sujeito ao serviço militar em Yisrael. Você e Aharon enumerarão grupo a grupo.


A palavra “assembléia” foi traduzida do termo hebraico עֲדַתAdat, que traz os seguintes significados: comunidade, assembléia, público; congregação; grupo; testemunha (mulher); preceito. Esse termo é uma variação da raiz עֵדָהEdah ou עֵד , que traz os seguintes significados: testemunha; testemunho, evidência. E aí você deve estar se perguntando qual a relação entre os significados dessas palavras em hebraico, vindas da mesma raiz?

Pois bem! O entendimento que podemos extrair é que a palavra Adat lá no texto da parashá, além de indicar a coletividade das pessoas que saíram do Egito, tanto os filhos de Yisrael, como os representantes das nações, estava também mostrando que eles eram as testemunhas de tudo o que o Eterno fizera. Eles em si mesmos eram a evidência do poder que o Eterno havia empregado no Egito, durante a libertação do povo. Claro que sabemos, e vamos compreender ainda mais hoje, que nem todos que estava lá eram justos, muitos estavam vivendo de acordo com o modo de vida egípcio, ou seja, no pecado e na idolatria. Os descendente de Levi, os levitas eram os justos, pois viviam em obediência aos preceitos orais que haviam recebido dos patriarcas e de Shem, assim também, como alguns dentre as demais tribos e pessoas das nações que procuravam viver uma vida santa de obediência ao Eterno. Foi por eles que o Eterno manifestou seu poder naquele lugar. Os desobedientes pegaram uma carona na derrota do Egito e na libertação dos obedientes. Você pode até procurar sobre isso nos vídeos da midrash profética lá no canal da Kahal Teshuvah Brasil.

Durante o tempo no deserto, antes de chegarem ao Sinai, quando receberam a Torá escrita, o povo passou por algumas provações e a grande massa composta pelas outras tribos e pelos representantes das nações foram reprovados várias vezes, enquanto os justos compostos pela tribo de Levi e por alguns justos eram aprovados e cada vez mais sendo separados pelo Eterno, como no lamentável caso do bezerro de outro, em que esse grupo de justos não adoraram aquela imagem e ficaram ao lado de Moshê. Tanto que nessa parashá, o Eterno manda fazer a contagem de todas as tribos em um primeiro momento, e fala para Moshê não incluir na contagem das demais tribos a tribo do levitas. Vejamos o que um midrash tirado do povo de Yisrael fala sobre isso. No livro “Nos caminhos da Eternidade” do Rabino Isaac Dichi, na parashá Bamidbar, cujo título muito apropriado é “Não se deixar envolver pelo ambiente”, incia seu comentário dizendo o seguinte:

A Torá nos relata nesta parashá (Bamidbar 3:12) que após o pecado do bezerro de ouro, o Criador escolheu a tribo de Levi em substituição aos primogênitos, para servir ao Todo-Poderoso no Mishcan e no Bêt Hamicdash. A partir desse acontecimento, a tribo de Levi, que se subdivide em cohanim e leviim, passou a ter este privilégio para sempre. Os cohanim e leviim serviram no Mishcan (Tabernáculo), no Primeiro e no Segundo Bêt Hamicdash, e trabalharão no Terceiro, que, esperamos seja construído brevemente em nossos dias…Analisemos qual foi o mérito pelo qual a tribo de Levi se fez merecedora deste nobre encargo.

Após o Êxodo do Egito, o povo de Israel cometeu o terrível erro do bezerro de ouro. Conforme explica o Rashi, a tribo de Levi manteve-se alheia ao pecado, não praticando esta falta que contagiou o povo. Consta que, quando Moshê desceu do Monte Sinai e viu o que estava acontecendo, perguntou ao povo: “Mi Lashem elay” (Shemot 32:26) – Aqueles que querem permanecer fiéis a

D’us que se aproximem de mim, e a resposta positiva foi somente da tribo de Levi: “Vayeassefu elav col benê Levi” – E juntaram-se a ele todos os filhos de Levi. (Dichi, Isaac. Pág 194 e 195)


Estamos confirmando através deste midrash que havia um motivo prévio para o Eterno mandar Moshê tratar a tribo de Levi e todos os que a eles se uniram em obediência, de forma diferenciada, apesar de serem a menor das tribos. Vimos que a obediência e a prática da justiça levou essas pessoas a serem vistas pelo Eterno como santos, ou seja, separados dos demais. Porém, havia ainda um outro motivo pelo intrínseco ao primeiro mencionado, que fez com que o Eterno separasse os levitas. Veremos logo mais à frente. No entanto, primeiro vejamos algumas outras informações sobre o fato dos levitas não terem sido contados junto com os demais.


Por que a tribo Levi não foi contada junto aos outros grupos?

Como falamos, a parashá começa com a contagem das tribos de Yisrael, com exceção dos levitas. E no capítulo 3, depois de algumas informações importantes sobre essa tribo e sobre sua escolha, que falaremos daqui a pouco, vemos o Eterno mandando Moshê fazer a contagem dos levitas. No site Chabad encontramos uma seleção do midrash a respeito disso. Ele diz que uma das razões pela qual a tribo de Levi não foi contada com as demais é que, D’us disse a Moshê: “Os levitas, meus servos no tabernáculo, são tão sagrados que seus filhos serão contados desde a idade de um mês.” Todas as outras tribos do povo de Yisrael eram contadas a partir da idade

de vinte anos. Segundo o midrash, apenas os levitas eram contados ainda bebês. Por isso, D’us ordenou que sua contagem fosse feita separadamente. Mas por que os levitas eram contados a partir de um mês de idade?

Segundo o midrash, apesar de, em nenhuma das outras tribos nenhum homem com idade inferior a vinte anos ter sido contado no censo, os levitas eram exceção. D'us disse a Moshê que contasse os varões levitas a partir da idade de um mês. Isso porque, segundo o entendimento judaico, antes de um mês de idade a vida de um recém-nascido é incerta, ou seja, não se tem certeza que sobreviverão. Por que os bebês dos levitas eram contados, apesar de serem jovens demais para realizarem qualquer tipo de serviço? Já que um levi só pode servir a partir dos trinta anos. Sabendo que até mesmo seus filhos eram contados no censo, os pais tomariam cuidados especiais para educar os filhos em santidade. Tanto pais, quanto filhos, merecem ser recompensados por todos os anos de preparo para o Serviço de D'us.

Assim, ainda de acordo com o midrash, Moshê conclui a contagem dos levitas do sexo masculino acima de um mês, chegando ao total de 22.300. A título de entendimento e comparação veja os números das demais tribos:

Reuven 46.500

Shim'on 59.300

Gad 45.650

Yehudá 74.600

Yissachar 54.400

Zevulun 57.400

Efráyim 40.500

Menashê 32.200

Binyamin 35.400

Dan 62.700

Asher 41.500

Naftali 53.400

Em comparação aos números das demais tribos os levitas estavam em número menor, conforme já havia mencionado acima. E assim, temos a explicação do porque a tribo de Levi era tão pequena. Enquanto estavam no Egito, as outras tribos foram forçadas a fazer trabalho escravo. E de acordo com o midrash, quando este trabalho começou, D'us prometeu que, "Quanto mais duro for o trabalho forçado do povo hebreu, mais eu os farei se multiplicar." Por isso, as mães das tribos restantes tinham seis filhos de uma só vez. Mas, como os levitas não foram obrigados a trabalhar, suas mulheres tinham apenas um bebê a cada vez. Como resultado desse fato, a tribo dos levitas era menor.

Com tudo isso que dissemos até agora vimos que a tribo de Levi, a tribo sacerdotal era a menor tribo em número, porém devido a sua vida de justiça e obediência ao Eterno em todos os momentos, foram escolhidos para um trabalho específico, que realmente exigia santidade, ou seja, separação. Eles tinham que ser diferentes das demais tribos. E isso dentro do ponto de vista profético é um apontamento para os remanescentes nazarenos toraístas, que apesar de serem um número pequeno, em comparação aos judeus tradicionais, ortodoxos, e todos os outros sistemas que dizem serem servos do Eterno, são na verdade aqueles a quem o Eterno tem chamado à santidade e ao trabalho sacerdotal, tanto hoje quanto no futuro na sua volta.


Uma missão muito especial

Mencionamos no início desse estudo alguns versos do primeiro capítulo dessa parashá, veja:


As famílias da tribo de Levi, porém, não foram contadas juntamente com as outras, pois o Eterno tinha dito a Mos: "Não faça o recenseamento da tribo de Levi nem a relacione entre os demais israelitas. Em vez disso, designe os levitas como responsáveis pelo tabernáculo que guarda as tábuas da aliança, por todos os seus utensílios e por tudo o que pertence a ele. Eles transportarão o tabernáculo e todos os seus utensílios; cuidarão dele e acamparão ao seu redor. Sempre que o tabernáculo tiver que ser removido, os levitas o desmontarão e, sempre que tiver que ser armado, os levitas o farão. Qualquer pessoa não autorizada que se aproximar do tabernáculo terá que ser executada. Os israelitas armarão as suas tendas organizadas segundo as suas divisões, cada um em seu próprio acampamento e junto à sua bandeira. Os levitas, porém, armarão as suas tendas ao redor do tabernáculo que guarda as tábuas da aliança, para que a ira divina não caia sobre a comunidade de Israel. Os levitas terão a responsabilidade de cuidar do tabernáculo que guarda as tábuas da aliança". Números 1:47-53


Nestes versos vemos o Eterno escolhendo os levitas para cuidarem do Mishkan e de seus utensílios, sendo os guardas das tábuas da aliança. E essa responsabilidade não poderia ser executada por outros, pois o texto diz que qualquer pessoa não autorizada que se aproximasse do Mishkan, no sentido de executar algo que era dos levitas morreriam. E isso, profeticamente mostra que não é qualquer um ou de qualquer jeito que se faz o trabalho sacerdotal. É preciso ter uma vida de santidade e ser escolhido pelo Eterno.

Falamos também acima, que a Torá, no capítulo 3 de Números dessa parashá, revela de forma mais explicada as tarefas dos levitas. Leiamos Número 3:1-13.

Nestes versos que lemos encontramos algumas coisas importantes e que merecem ser mencionadas. Como auxiliares de Aharon, os membros da trigo de Levi iriam ajudá-lo nas obrigações com sua própria obrigações e com a congregação, ou seja, eles seriam os mediadores para si mesmos e seus familiares, mas também seriam para as demais tribos. E isso mais uma vez nos mostra como nós, remanescentes em teshuvah temos responsabilidades. Primeiro conosco e com nossos familiares e depois com as demais pessoas. Nossa justiça afeta e ajuda a outras pessoas. Da forma como Yeshua ensinou, que os seus seguidores deveriam ser o sal da terra e a luz do mundo.

Vejamos agora mais alguns versos:


O Eterno disse a Moshê: Eu tomei os leviím dentre o povo de Yisrael em lugar de todo primogênito macho, o primeiro que sai do ventre dentre o povo de Yisrael; os leviím serão meus. Todos os primogênitos machos pertencem a mim, pois, no dia em que matei todos os primogênitos da terra do Egito, separarei para mim todos os primogênitos de Yisrael, tanto de seres humanos quanto de animais. Eles são meus; Eu sou o Eterno. Nm 3:11-13


Nesses versos estão a parte mais importante da escolha dos levitas. Eles são os substitutos de cada primogênito de Yisrael, seja homem ou animal. Essa era a missão muito especial que eles deveriam cumprir. De acordo com um autor do Manual Bíblico da SBB, a reivindicação dos primogênitos por parte do Eterno, havia começado na noite de Pessach (Ex 12), enquanto ainda estavam no Egito, E isto está de acordo com o texto que lemos acima. Dessa forma, agora os levitas substituem os primogênitos de todo Yisrael na missão especial de auxiliar os sacerdotes no serviço do Eterno. Porém, conforme vimos, o censo mostrou que os primogênitos israelitas excediam os levitas e por isso, eles precisariam redimir esse grupo excedente fazendo um pagamento. Veja o texto:


Pelo fato haver, em Yisrael, 273 primogênitos machos mais que o número de leviím, com o objetivo de resgatá-los, pegue cinco shekalim (60 gramas) para cada um deles (use o shekel do santuário, equivalente a 20 gerot). Dê a Aharon e a seus filhos o dinheiro do resgate pelas pessoas excedentes do povo. Nm 3:46-48


Concluindo assim nosso estudo, quero te chamar a atenção para o que o texto está nos mostrando. Assim como o número pessoas das demais tribos era maior que o número de levitas, o número de pessoas que estão distantes da teshuvah é muito maior do que o número de pessoas que estão em teshuvah. E quando chegar a hora o Eterno irá cobrar essa diferença. Dentro do ponto de vista profético, nossa tarefa é viver de forma santa e justa, vivendo a prática da Torá a fim de que as pessoas possam ver, perceber e sentirem o desejo de também se aproximar de HaShem.

Mesmo que estejamos em menor número, somos grandes em autoridade, pois o Eterno está com todo aquele que vive segundo os seus preceitos, e os eleva em status de autoridade, tanto hoje, como na ressurreição.


Se ouvirem com atenção o que diz o Eterno, seu Deus, guardarem e obedecerem a todas as suas mitsvot que entrego a vocês hoje, o Eterno, seu Deus, os estabelecerá acima de todas as nações da terra. Dt 28:1


Então, vimos que a tribo de Levi era a menor e se tornou a maior, inclusive profeticamente, e isso abarca a cada um de nós que estamos fazendo teshuvah, pois todos os santos que estão vivendo de acordo com a Torá do Eterno e seguindo os passos de Yeshua, serão ressuscitados na primeira ressurreição. E destes muitos serão estabelecidos como reis e outros como sacerdotes. Não importa se é pequeno hoje, se acham você insignificante ou que está louco por obedecer aos mandamentos, que segundo eles não é para o nosso tempo. O que importa é o que seremos no futuro, quando a promessa do Eterno cumprir a palavra.


Que possamos nos manter fiel e no caminho da verdade sempre, sem vacilar e sem voltar atrás, pois somos escolhidos.


Que HaShem lhes abençoe!


Pr./Rav Marcelo Santos da Silva (Marcelo Peregrino Silva – Moshê Ben Yosef)


sexta-feira, 19 de maio de 2023

Estudo da Parashá Behar e Bechukotai - 2022-2023 - A casa em cidade murada

 


Estudos da Torá

Parashá nº 32 – Behar (No monte)

Vayicrá/Levítico Lv 25:1-26:2,

Haftará (Separação) Ez 32:6-27; e

B’rit Hadashah (Nova Aliança) Lc 4:16-21; 1Co 7:21-24

Parashá nº 33 – Bechu
kotai (Conforme meus regulamentos)

Vayicrá/Levítico Lv 26:3-27-34,

Haftará (Separação) Jr 16:19-17:14; e

B’rit Hadashah (Nova Aliança) Jo 14:15-21; 15:10-12


Tema: A casa em cidade murada


A PARASHÁ DA SEMANA


Iniciemos com o resumo da parashá B’har. Na parashá “kedoshim” (Vayicrá/Levítico 19:9) aprendemos que algumas porções da colheita deveriam ser deixadas para os pobres (os cantos dos campos e o que caía ou era esquecido no campo, etc.). Nesta porção, no entanto, o Eterno pede algo mais aos fazendeiros, donos de terra e plantações, ele pede algo que para nós pode parecer impossível, mas para os que obedecem representa receber as bênçãos da obediência. Estudaremos sobre o ano de “Shemitah”(liberação).

Mas em primeiro lugar, vamos ao nosso resumo dessa parashá, como de costume. A parashá Behar, concentra-se principalmente nas mitsvot referentes à terra de Israel, começando com a ordem de cumprir Shemitá - a mitsvá de deixar o campo sem cultivo a cada sete anos, abstendo-se de plantar e colher. Da mesma forma, a terra em Israel deve permanecer não cultivada no Yovel, ou 50º ano, quando então a propriedade de todas as terras retorna automaticamente à sua herança ancestral.

D'us promete que abençoará a terra no sexto ano, para que produza alimentos suficientes para durar por todo o período de Shemitá. Após descrever este processo, pelo qual os proprietários originais da terra podem redimir sua propriedade ancestral nos anos que precedem Yovel, a porção muda para falar sobre os pobres e oprimidos. Não apenas somos ordenados a dar-lhes tsedaká e fazer atos de bondade, como o ideal seria fornecer-lhes os meios para sair de seu estado de pobreza.

Somos proibidos de receber e pagar quaisquer juros em empréstimos feitos a outros judeus. A Torá então discute os vários detalhes a respeito de servos judeus e não-judeus que trabalham para judeus, e a mitsvá de redimir judeus que são servos de não-judeus. Todos os servos judeus devem ser libertados antes do início do ano Yovel. A porção conclui repetindo a proibição da idolatria, e as mitsvot de guardar o Shabat da profanação e reverenciar os locais santificados de D'us

A porção chamada de Bechukotai, é a última porção do Livro de Vayicrá/Levítico, assim vejamos também um resumo dela. Esta porção começa relacionando brevemente algumas das bênçãos e recompensas que o povo do Eterno receberá por seguir diligentemente a Torá e por cumprir as mitsvot.

A parashá então, muda para o assunto que a tornou famosa - a tochachá, a severa admoestação de D'us. A Torá passa a descrever as tragédias que acontecerão ao povo, muitas vezes em termos descritivos, por eles terem abandonado a observância da Torá e suas mitsvot, fornecendo uma lúgubre descrição daquilo que foi a história do povo judeu até este dia. Podemos então perceber, mais uma vez como ela é profética.

A porção então continua, e fala agora sobre a santificação dos presentes voluntários ao Templo Sagrado, e o processo pelo qual uma pessoa pode monetariamente redimir aqueles itens santificados para seu próprio uso.

O Livro de Vayicrá conclui com uma breve discussão sobre os dízimos, incluindo uma porção que o fazendeiro deve ele próprio consumir dentro da cidade de Jerusalém, chamada ma'asser sheni.

Observe abaixo, um resumo dos principais aspectos desta parashá:

- Relação entre as bênçãos e a obediência das Mitsvôt – 26:3;

- Relação entre as vitórias e a obediência das Mitsvôt – 26:6;

- 5 obedientes derrotam 100 inimigos - 26:8;

- 100 obedientes derrotam 10 mil - 26:8;

- O Eterno manterá a Aliança para com os obedientes – 26: 9;

- Relação entre o Eterno e seu povo – 26:11;

- Relação entre Força moral e desfazimento das “cadeias” egípcias – 26:13;

- Relação entre maldições e o desprezo e desobediência das Mitsvôt – 26:14-26;

- Relação entre destruição e a desobediência das Mitsvôt – 26:27 até 39;

- O tempo da TESHUVÁ (retorno) – 26:41 até 46;

- Doações/votos particulares por pessoas variadas – 27:1;

- Coisas animais e imóveis doados ao Eterno se tornam consagradas – 27:9; e

- Dízimos (maaser) pertencentes ao Eterno – 27:30.

Assim, vimos que nesta parashá, o Sefer Vayicrá (livro de Levítico) conclui com o fragmento em que Moshé contrasta as diferentes atitudes que seguiram a obediência ou a violação dos filhos de Israel aos mandamentos de HaShem. Aprendemos que a adesão às leis se traduzia em paz e prosperidade para o povo, e isso é assim até os dias de hoje com todos os que o seguem. E da mesma forma, o que acontecia caso o povo não obedecesse às leis.


ESTUDO DO TEXTO DA PARASHÁ


Entrando agora em nosso tema sobre “a casa em cidade murada”, vejamos um trecho da parashá B’har.


Se um homem vender uma casa numa cidade murada, terá o direito de resgate até que se complete um ano após a venda. Nesse período poderá resgatá-la. Se não for resgatada antes de se completar um ano, a casa da cidade murada pertencerá definitivamente ao comprador e aos seus descendentes; não será devolvida no Jubileu. Levítico 25:29,30


A parashá B’har, conforme já vimos acima no resumo, nos mostra as palavras que foram dadas a Moshê pelo Eterno no Monte Sinai a respeito do chamado ano do jubileu como é geralmente traduzido, ou no original Yovel, e suas implicações proféticas.

É importante destacar que neste trecho, assim como em muitos outros na Torá, há uma gama muito grande de informações proféticas, que dizem respeito ao povo de Yisrael, aos remanescentes, ao messias e ao tempo do fim. Embora midrash profética seja a área do Rav Yochanan Ben Yaakov, essa semana vamos adentrar um pouco nesta seara para falar sobre este tema de muita relevância para nossa teshuvah.

Outra coisa importante, é que conforme mencionei ano passado, do ponto de vista profético, nas Escrituras, os montes apontam para os servos do Eterno, aqueles que vivem em obediência à sua Torá. E representa também a autoridade do Eterno em relação aos reinos desse mundo.

HaShem se apresenta em uma montanha para mostrar aos seus filhos que ele é sempre a solução para qualquer que seja o problema apresentado, mas é preciso que também os seus filhos entendam que Ele é o D’us das alturas e é justamente ali, que Ele lhes dará a vitória. Enquanto os outros achavam que a montanha era um D’us, para os israelitas D’us aparecia na montanha.

Pois bem, naquela montanha o Eterno deu uma série de estatutos em relação ao ano de shemitah e ao Yovel, conforme já disse. E dentre esses estatutos estão os mandamentos relacionados à recuperação de casas vendidas em algumas situações diferentes, e cada uma delas são apontamentos proféticos diferentes. Leiamos novamente os versos abaixo:


Se um homem vender uma casa numa cidade murada, terá o direito de resgate até que se complete um ano após a venda. Nesse período poderá resgatá-la. Se não for resgatada antes de se completar um ano, a casa da cidade murada pertencerá definitivamente ao comprador e aos seus descendentes; não será devolvida no Jubileu. Levítico 25:29,30


A porção Behar da Torá, conforme estamos vendo, discute entre outras coisas, as leis sobre a venda da terra na Terra Santa. Segundo o estudo no site Chabad, depois que o povo judeu entrou na Terra de Israel em 1273 AEC (o ano 2488 desde a Criação no calendário judaico), Yehoshua, o líder do povo de Yisrael na época, designou um pedaço de terra para toda tribo e família, como está registrado no Livro de Yehoshua. Se um judeu passava por dificuldades e era obrigado a vender sua terra ancestral, a Torá – a constituição do povo do Eterno – lhe dava o direito de redimí-la à partir de dois anos após a data da compra. O vendedor devolvia o dinheiro ao comprador e recebia o campo em retorno. Se ele não o redimisse, o campo retornava automaticamente para ele com a chegada do Ano Jubileu, em hebraico Yovel.

Talvez você pergunte o que é Yovel?

Depois que o povo de Yisrael completou a colonização da terra de Kenaan 14 anos depois de ali entrar, eles começaram a contar os anos em ciclos de cinquenta. Cada 50º ano era observado como um Yovel, durante o qual pedaços de terra ancestrais que tivessem sido vendidos durante os 49 anos anteriores, revertiam ao dono original. Quase nenhuma venda ou presente em Yisrael era legal por mais de 49 anos. Esta era a lei sobre a venda de um campo.

Dentro do contexto literal, as propriedades deveriam ser passadas como herança aos filhos, deveria permanecer na família. Sejam terras ou casas, haviam leis do Eterno para proteger as famílias e suas heranças. Mas há problemas que podem surgir sobre a vida das pessoas e elas poderiam precisar vender sua propriedade a fim de saldar uma dívida. E para não perder totalmente o direito à sua herança, o Eterno estabeleceu leis que permitiam as pessoas buscarem redimir, resgatar sua herança.

No site Chabad encontramos o seguinte:

O que acontecia se um judeu pobre fosse forçado a vender uma casa ancestral localizada dentro de uma cidade murada em Israel? Aqui a lei mudava dramaticamente. Esta casa, declara a Torá, poderia ser redimida somente até o primeiro aniversário da venda. Depois disso, permanecia como propriedade do comprador perpetuamente, e não voltava ao vendedor com a chegada do Ano Jubileu (a menos que o comprador quisesse vender a casa de volta para o vendedor original).

E se um judeu vendesse uma casa ancestral localizada numa cidade não murada? Aqui a lei constitui o “melhor de dois mundos” dos dois casos anteriores. A casa podia ser redimida imediatamente após a venda, assim como uma casa numa cidade murada. E mesmo se não fosse redimida durante o primeiro ano da venda, ainda podia ser recuperada mais tarde, até a chegada do Ano Jubileu, quando retornava ao proprietário original, assim como a lei sobre o campo.


E esse trecho da parashá, conforme lemos no texto bíblico, está justamente trazendo esse entendimento, quando fala: “se um homem vender uma casa numa cidade murada,…”. No contexto desse verso vemos vários exemplos, e a maioria deles declaram que o resgate da propriedade pode ser feita até o ano de Yovel, pois se não conseguir resgatar antes, no Yovel a propriedade retorna para o dono original.

No entanto, a casa em cidade murada não é desse jeito. O texto mostra que a pessoa que vende uma casa em cidade murada tinha somente um ano para buscar resgatar a casa novamente para si, caso contrário perderia a possessão para sempre. O verso é bem claro ao mostrar que a pessoa perderia a herança para sempre.


Se não for resgatada antes de se completar um ano, a casa da cidade murada pertencerá definitivamente ao comprador e aos seus descendentes; não será devolvida no Jubileu.


Vejam o verso que se segue:


Mas as casas dos povoados sem muros ao redor serão consideradas campo aberto. Poderão ser resgatadas e serão devolvidas no Jubileu. Levítico 25:31


Note que as casas em locais abertos, sem muros, poderiam ser resgatadas em qualquer tempo e no Yovel, caso não tivesse sido resgatada, seria devolvida. O Eterno deixa registrado o direito de resgate da herança vendida por qualquer que fosse o motivo, e se não conseguisse efetuar o resgate, no Yovel a herança voltava para a família original. Porém a casa em cidade murada não era assim.

Esse direito a resgate é devido a intenção do Eterno de mostrar que tudo que ele concede ao homem, é apenas para que este gerencia, cuide, tome conta, aproveite, mas tudo é somente Dele. Veja o verso 23 desse capítulo 25:


"A terra não poderá ser vendida definitivamente, porque ela é minha, e vocês são apenas estrangeiros e imigrantes. Levítico 25:23


Viu porque digo que sou “peregrino na terra”!

Nada que podemos comprar, ganhar ou conquistar nesse planeta ou nessa vida, é realmente nosso. Tudo pertence a HaShem. Veja o que os sábios do povo dizem a respeito disso, registrado no comentário de rodapé da Torá da Editora Sêfer. Segundo o comentário, a posse do homem sobre tudo que lhe pertence não é absoluta. Tudo é possessão do Todo Poderoso, a “quem pertencem os céus e a terra”. O cometário continua dizendo que o Eterno criou o mundo, e o conserva renovando dia a dia, pois tudo é dele e está sob seu domínio, e tudo que ele dá aos homens, o faz como um depósito. Portanto, deve ser dever do homem considerar a si mesmo como tendo sido honrado por HaShem para desempenhar a função de tesoureiro e guarda fiel dele, recebendo e guardando estes bens de acordo com a vontade do Depositante Celestial, que “abre suas mãos e sacia os anseios de todos os seres”. Assim, conforme o comentário o que o homem deve fazer ou deixar de fazer com o que lhe foi entregue em custódia está determinado na Torá, não lhe cabendo nenhuma ilusão de posse absoluta sobre o que pertence ao criador. E, dessa forma, se as pessoas entendessem bem esta verdade, seriam anulados seus pensamentos egoístas, receios e preocupações, e se dedicariam à vontade do Soberano do Universo.


O entendimento profético da casa em cidade murada

Voltemos agora ao texto novamente para que possamos observar um pouco do seu aspecto profético.


Se um homem vender uma casa numa cidade murada, terá o direito de resgate até que se complete um ano após a venda. Nesse período poderá resgatá-la. Se não for resgatada antes de se completar um ano, a casa da cidade murada pertencerá definitivamente ao comprador e aos seus descendentes; não será devolvida no Jubileu. Levítico 25:29,30


O homem neste texto é um apontamento para uma pessoa desobediente, que resolve viver longe dos mandamentos do Eterno. A casa é a vida desse homem. A cidade murada aponta para a santificação, as obras justas ou de justiça. E o tempo de um ano para resgatar é o tempo de vida.

Assim, veja que a Torá está dizendo que se um homem desobediente vende ou entrega sua vida ao erro, ele terá apenas o tempo que durar sua vida para resgatá-la. Caso, ele não consiga resgatar, ou seja, se voltar para Deus e a proteção dos muros ou dos mandamentos, dentro do espaço da sua vida toda, ele perde o direito à vida eterna com Yeshua com corpo glorioso, que é a herança prometida.

Vamos reler o verso 29, fazendo algumas substituições de palavras:


Se um desobediente vender sua vida de justiça e obediência, terá o direito de resgate até que se complete o tempo de sua vida. Nesse período poderá resgatá-la.


Percebeu como o texto é bem claro! A casa em cidade murada somos nós! Estamos em teshuvah, vivendo em justiça, somos uma casa em cidade murada. Temos uma herança e a promessa de viver transformados com Yeshua no futuro reino do Eterno. Porém, se resolvemos sair dessa posição de obediência, de justiça, e vendermos nossa casa ou seja, nossa vida. Então, poderemos perder nossa herança. Veja o que o verso 30 com as devidas substituições de palavras nos mostram:


Se não for resgatada antes de se completar o tempo de sua vida, perderá definitivamente a obediência e a justiça, não será devolvida a herança no Yovel.


Vemos que essa vida que recebemos como herança é a teshuvah, e se perdemos essa herança, perderemos a chance também da segunda ressurreição, pois rejeitamos a teshuvah conscientemente, a vendemos e não conseguimos resgatar. Por isso, nem no Yovel, ou seja, no milênio e depois, não conseguiremos resgatar.

Os que hoje já vivem em cidade murada, ou seja, estão em justiça, em teshuvah, precisam se manter com sua herança. Pois se perderem e não conseguirem resgatar no tempo certo se perderão.

Diferentemente dos que vendem casas em locais abertos. Vejamos o texto:


Mas as casas dos povoados sem muros ao redor serão consideradas campo aberto. Poderão ser resgatadas e serão devolvidas no Jubileu. Levítico 25:31


Esses são apontamentos para pessoas sem a proteção dos muros, ou seja, da vida de justiça. O campo aberto aponta para a vida sem os mandamentos. São pessoas que não tem a Torá, não tem o Eterno. Elas tem todo o tempo para buscar resgate e se não conseguirem, conseguirão no Yovel, ou seja, no milênio e após, poderão aprender a Torá e viverão, mesmo em corpos físicos e não gloriosos, mas viverão. Não terão herança, apenas resgatarão suas vidas.

Para verificarmos que o sentido profético de herança de terras e campos dessa parashá fala sobre vidas, sobre o povo, podemos pegar o texto da haftará da parashá B’har, que está registrada em Yirmeyahu 32:6-44.

Depois de lermos esta profecia que está ligada ao texto da parashá, podemos ainda buscar o entendimento de que a cidade murada é um apontamento para a Nova Yerushalayim, onde os muros ao redor separam ela e os que estão dentro dela, dos que estão fora. Os muros são as justiças dos santos que lá viverão, ou seja, a justiça dos que hoje vivem uma teshuvah verdadeira. E podemos ler um outro texto, em ligação com esse estudo, registrado por Yochanan, o Shaliach, em Apocalipse 21:10-27.

Assim, que possamos nos manter fieis ao Eterno dia após dia, obedecendo a sua Torá e seguindo as instruções, sem vender nossa casa em cidade murada, a fim de vencermos e entramos na cidade celestial pelas portas, e vivermos lá de corpos gloriosos fazendo parte do Reino do Eterno.


Hazak, hazak, v’nit’chazek! (Seja forte, seja forte, e sejamos fortalecidos!)

Que HaShem lhes abençoe!


Pr./Rav Marcelo Santos da Silva (Marcelo Peregrino Silva – Moshê Ben Yosef)