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segunda-feira, 29 de abril de 2024

Estudo de Mateus 12 – Parte 2

 


Estudo de Mateus 12 – Parte 2


Mt 12:9-32


O propósito desse estudo é continuar mostrando o que Yeshua verdadeiramente ensinou durante seu tempo de ensino, e que foi registrado por Mateus. E deixar claro que tudo o que ele falou tinha como base as Escrituras Sagradas, ou seja, o TaNaK (Torá, Neviím-profetas e os Ketuvim-escritos). Trazendo para você o contexto original dos ensinos de Yeshua. Este texto é o roteiro usado para o vídeo desse estudo para o Canal Sou Peregrino na Terra no YouTube.

Recapitulando

Vimos no último vídeo os versos 1 à 8 e a resposta ou ensino que Yeshua deu aos que o questionou sobre o fato dele e de seus talmidim terem colhido e comido trigo no shabat. Tivemos a oportunidade de perceber que apesar deles terem transgredido um mandamento da Torah, o mandamento de não colherem no shabat, mesmo assim não foram condenados por isso, pois estavam com fome e a vida está acima do mandamento. Neste estudo falaremos sobre outra resposta que Yeshua deu para a afirmação de que ele expulsava shedim por baal-zibul.

Leitura do Texto

Leitura de Mateus 12:9-32


Comentários e Ensinos

O verso 9 inicia com um termo que separa as ocasiões, Mateus utiliza esse termo para demonstrar que o que estava sendo tratado acabou, apesar da perseguição de alguns dos líderes religiosos permanecerem. O autor usa os termos “Saindo daquele lugar”, isso indica que Yeshua e seus talmidim (discípulos) tinha ido para outro lugar, não estavam mais onde forarm questionados sobre colher trigo para comer, mas uma coisa é comum, ou seja, não mudou. Ainda era o mesmo dia, era um shabat, e de acordo com o que Yeshua estava acostumado a fazer todo sétimo dia, ele ia à uma sinagoga para estudar ou ouvir ensinos da Torah como todo bom judeu em sua época. Vamos divir nossa análise em duas partes, a primeira – Curar no Shabat e a segunda – Falar contra o Ruach HaKodesh.


Dos versos 9 a 21 – Curar no Shabat

Na sinagoga que eles foram havia um homem com uma das mãos atrofiada. E de propósito, buscando motivos para acusar Yeshua, alguns p’rushim (fariseus) lhe fazem uma pergunta. “...É permitido curar no shabat?…” A cegueira religiosa deles era tanta que não percebiam o que estavam fazendo. A gana de encontrar motivos para acusá-los era maior do que entender e colocar em prática o que aprenderam em todo tempo que tinham de estudo. É um dos princípios da Torah fazer o bem ao próximo, seja que dia for, pois é mandamento amar o próximo como a nós mesmos, basta relembrar o que diz em Lv 19:34, que diz: “O estrangeiro residente que viver com vocês será tratado como o natural da terra. Amem-no como a si mesmos, pois vocês foram estrangeiros no Egito. Eu sou o Eterno, o Elohim de vocês.”


Aqui Yeshua se utiliza de mais um dos 7 princípios de Hillel para interpretar as escrituras, ele usa o Kal v’homer, que significa leve e pesado, ou seja, se um princípio serve para uma coisa leve ou pequena, também serve para o pesado ou grande. Neste contexto, se o israelita tinha que amar o estrangeiro como a si mesmo, mais ainda deverá amar alguém de seu próprio povo. Por esse motivo o mestre da Galil responde como encontramos nos versos 11 e 12, usando o exemplo da ovelha no buraco, se é permitido salvar seu animal no shabat, mais ainda será permitido curar um homem no shabat.


Os fariseus não tinham argumentos e saíram da sinagoga, e o texto diz que começaram a conspirar sobre eliminar a Yeshua. As pessoas o seguiam e ele curava todas, e Mateus faz um midrash de Yeshayahu/Isaías 42:1-4.


Dos versos 22 a 32 – Falar contra o Ruach HaKodesh

Nessa segunda parte do texto que estamos estudando, vemos que as pessoas continuavam a trazer doentes a Yeshua. Já parou para pensar nessa situação? Quanto tempo você acha que Yeshua ficava curando pessoas? Pelos textos que lemos nos evangelhos parece que ele ficava boa parte do dia, quando começava a fazer isso, pois vemos os textos dizerem de muitos doentes, e mais ainda, ele não rejeitava ninguém, os textos são claros ao afirmarem que ele curava a todos. Veja os exemplos em Lc 9:11, Mt 4:24, Mt 8:16, Mt 14:14, Mt 19:2 e Mt 21:14.


No entanto, este homem era cego e mudo devido a estar atormentado por shedim (demônios), e quando o mestre o cura expulsando o shedim, a multidão se questiona se ele não seria mesmo o messias, notem que eles usam um termo judaico para messias, “Filho de David”. Entretanto, os fariseus afirmam que ele havia feito isso com a autoridade de baal-zibul. E sabendo o pensamento deles Yeshua lhes dá uma palavra dura. Vejamos os versos 25 a 32.


Yeshua ensina que todo reino dividido não pode subsistir ou permanecer. E diz que se Satan expulsa Satan ele está dividido contra si mesmo. Perceba que isso não é um reconhecimento por parte de Yeshua que há um reino governado por um ser chamado Satan, mas considere o termo no seu contexto original. Satan no hebraico significa opositor, um inimigo. Portanto, no exemplo que Yeshua está dando, ele quer mostrar que se um opositor expulsa um opositor, ele estará dividido contra si mesmo. Tanto que ele vai usar um outro exemplo, a fim de clarear ainda mais seu ensino, os enviados pelos próprios fariseus para expulsar demônios, vejam o verso 27, e ele diz que esses representantes dos fariseus serão juízes no assunto que eles mesmos levantaram, já que não podem aceitar que eles expulsam pela autoridade de demônios.


O mestre continua sua explicação e diz que se ele, ao contrário do que ele pensam, expulsa os shedim pela autoridade de D’us, veja o termo usado “Espírito de D’us” no original “Ruach Elohim”, já mostramos em outros estudos que “Ruach” traduzido como “espírito” significa “sopro, vento, poder, mover ou autoridade entre outros”. Então, se o que o mestre faz, o faz pela autoridade do Eterno, então isso era um sinal de que o Reino do Eterno tinha chegado até eles. Mas os fariseus não estavam percebendo, ou estavam mas rejeitavam.


O ensino continua e o messias fala algo intrigante, veja no verso 29. Quem é o homem forte que precisa ser amarrado? Dentro do entendimento do povo de Yisrael acerca das Escrituras “homem forte” é uma indicação da “Yetser Hará – inclinação para o mal, poder da carne”, o mestre estava usando como referência aos shedim, que nada mais são do que uma manifestação da yetser hará. A casa dele é a vida do homem que controla sua yetser hará e por isso pode fazer o que deseja. Yeshua está ensinando que a manifestação do mal, a yetser hará deve ser controlada, e que ele o faz na autoridade do Eterno. Por isso na continuação ele diz que quem não está ao lado de D’us com ele, está contra ele, e se está contra ele está contra o Eterno, que o enviou como seu representante. Essa parte do ensino leva à parte seguinte, quando ele vai falar sobre blasfemar contra o Ruach HaKodesh ou falar contra Ele.


Nos versos 31 e 32 estão a causa de muitos ensinos errados por causa da falta de compreensão a cerca do que Yeshua estava falando. Pelo motivo das pessoas terem aprendido que o Ruach HaKodesh, traduzido como Espírito Santo, é uma pessoa da tal trindade, eles levam esse ensino para o lado errado. Yeshua está claramente falando acerca de se falar contra o mover ou a manifestação do poder do Eterno. Falar contra a forma dele agir na vida das pessoas. Isso não poderá ser perdoado. Veja o texto com uma tradução alternativa dentro de um contexto original: “Por esse motivo, eu lhes digo que as pessoas terão pecados e blasfêmias perdoados, mas blasfemar contra o Mover do Santo não será perdoado. Quem disser algo contra o Messias será perdoado; mas quem falar contra o Mover do Santo não será perdoado, nem neste mundo nem no mundo vindouro.”


Percebeu o que Yeshua estava falando? Ele falou que se alguém falar mal da forma como o Eterno age, não será perdoado, pois a forma como o Eterno age nas pessoas para libertá-las do poder desse mundo é a expressão da sua “Chessed”, ou seja, misericórdia ou graça. Não é uma pessoa divina, mas a ação do Eterno.


Espero que tenha ficado claro para você o que acabei de passar. Estude as Escrituras corretamente, afaste-se dos dogmas e entenderá plenamente os princípios bíblicos.


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Se gostou venha Estudar as Escrituras Sagradas conosco,


Que o Eterno lhes abençoe! Até o próximo.


Pr/Rav. Marcelo Santos da Silva (Marcelo Peregrino Silva – Moshê Ben Yossef)

sexta-feira, 19 de abril de 2024

Estudo da Parashá Metsorá - A relação entre pureza e a vida de Yeshua.

 


Estudos da Torá

Parashá nº 28 – Metsorá (Afligida)

Vayicrá/Levítico Lv 14:1-15:33,

Haftará (Separação) 2Rs 7:3-20; e

B’rit Hadashah (Nova Aliança) Mt 9:20-26; Mc 5:24-34 e Hb 13:4


Tema: A relação entre pureza e a vida de Yeshua.


No estudo dessa semana trataremos a respeito da relação que há entre a pureza explicitada na Torah, nesta parashá e na anterior, e a vida justa de Yeshua. Poderemos entender como tudo isso se relaciona conosco que seguimos os passos de nosso mestre Yeshua, o modelo de vida de justiça e obediência à Torah.

RESUMO DA PARASHÁ DA SEMANA


Após a discussão ao final da porção da semana passada, a respeito da tumá (impureza) resultante de animais mortos, a Parashá Tazria (Vayicrá 12:1-13:59) introduz as várias categorias de tumá emanando de seres humanos, começando com uma mulher dando à luz. O restante da porção descreve com riqueza de detalhes as várias e numerosas manifestações da doença chamada tsaraat, conforme vimos na porção passada.

Nesta Parashá conhecida como Metsorá, ou seja, a pessoa afligida por uma mancha parecida com tsaraat na pele, após descrever os vários tipos, cores e manifestações da doença na pele, cabeça e barba da pessoa, a porção conclui com uma discussão sobre as vestes contaminadas por tsaraat.

A Parashá Metsorá continua a discussão de tsaraat , detalhando o processo de purificação de três partes da metsorá, ministrada por um cohen, completa com imersões, corbanot (sacrifícios), e a raspagem de todo o corpo. Após uma demorada descrição da tsaraat em casas e a ordem de demolir toda a residência caso a doença tenha se espalhado, o capítulo final da porção discute várias categorias de emissões humanas naturais, que tornam uma pessoa impura em graus variáveis.


ESTUDO DO CONTEXTO LITERAL, PRÁTICO E PROFÉTICO


Conforme vimos na semana passada e já mencionamos acima, a Parashá Tazria inicia com uma discussão sobre as leis relacionadas ao estado de uma mulher que acaba de dar à luz, bem como os procedimentos específicos que devem ocorrer com ela e a criança. A Toráh, em seguida, prossegue imediatamente com uma descrição detalhada dos diferentes tipos de manchas e descolorações que podem tornar um indivíduo um metsorá, ou seja, uma pessoa acometida pela Tsaraat. Vimos que a Tsaraat torna a pessoa impura, e ela é originada pela transgressão através da lashon hará (língua maliciosa ou maledicência). Também comentamos que algumas outras coisas e situações podem deixar uma pessoa impura. Porém, nesta parashá, a Metsorá, a Torah trata de como uma pessoa impura pode se purificar. Sendo assim, a Torah dá as instruções para voltar ao estado de pureza.

Vamos explorar o tema da pureza na vida do ser humano com base nesta porção da Torah e a relação com a vida justa de Yeshua, o messias. Para tanto, abordarei o tema através de alguns tópicos com assuntos interligados, destacando a vontade do Eterno sobre a pureza e a purificação em relação às profecias bíblicas:

1. Tsaraat como Resultado da Desobediência

    - A doença chamada tsaraat é erroneamente traduzida como "lepra". No entanto, ela não se assemelha a qualquer moléstia corporal transmitida pelo contato normal. Tsaraat é, na verdade, uma manifestação física de uma doença espiritual, ou seja, enfermidade advinda de desobediência à Torah. É uma punição enviada por D'us, principalmente pelo pecado da maledicência e outros comportamentos anti-sociais.

    - A pessoa afligida por uma mancha semelhante a tsaraat na pele está sujeita a exames por um cohen (sacerdote). O cohen declara se o paciente está tahor (puro) ou tamêh (impuro). Se for considerado tamêh, ele será isolado fora do acampamento. Esse isolamento é um castigo apropriado para alguém cuja língua infame causou divisões entre as pessoas.

- Olhando para a Tsaraat em um sentido profético e contextualizando com as nossas vidas na atualidade poderemos perceber que essa doença é um apontamento para o pecado. Assim, como estamos nessa semana procurado e retirando o hamêts (fermento) de nossas casas para recebermos a moed (encontro/festa) de Pessach, devemos estar atentos constantemente para não sermos acometidos pela Tsaraat.

2. Processo de Purificação do Metsorá

    - Estamos observando que a Parashá Metsorá continua a tratar sobre a tsaraat, detalhando o processo de purificação do metsorá. Isso é muito importante, pois sabemos como o Eterno se preocupa com nosso estado, ou seja, se estamos puros ou impuros.

   - O cohen ministra esse processo de purificação, que inclui observações, imersões rituais, oferendas (Corbanot) e a raspagem de todo o corpo. Cada parte do processo é um apontamento para nossa vida cotidiana. Para conseguir purificação é necessário passar pelo processo estabelecido pelo Eterno, isto é, permitir que o sacerdote lhe observe, que significa que uma pessoa justa lhe mostre seu erro, reconhecendo que está doente. O próximo passo do processo é, sabendo de sua impureza, buscar purificação pela imersão, ou seja, aprender a prática de Torah da forma correta, que é simbolizado pela imersão. Depois vem a parte das ofertas, que é a prática de justiça, ou obediência à Torah depois que se aprende, oferecendo sua vida ao Eterno. E por último, a raspagem de todo o corpo, que aponta para a retirada de todo o resquício de pecado que ainda possa haver na vida da pessoa, através do aperfeiçoamento de prática da Torah e elevação de justiça.

- A purificação visa restaurar a pureza e reintegrar o metsorá à comunidade após o período de isolamento.

3. Guematria das Palavras Metsorá e Tameh

  - A guematria é uma técnica judaica que atribui valores numéricos às letras hebraicas. Vamos explorar as palavras metsorá, Tahor e tameh, pois a conexão entre essas palavras revela insights profundos:

     Metsorá (מְצֹרָע): O valor numérico é 400, e sua raiz é 4. Metsorá representa a impureza e a doença pelo pecado.

      - A palavra "tahor" significa "puro". Ela é frequentemente usada na Torah para descrever um estado de pureza ritual. Quando alguém ou algo é considerado tahor, está livre de impurezas e apto para participar de rituais sagrados ou entrar em áreas sagradas. A busca pela pureza é um tema central em muitos aspectos da vida judaica e está intrinsecamente ligada à vontade do Eterno.

- Tahor (טָהוֹר): A palavra "tahor" significa "puro" em hebraico. Vamos calcular sua guematria:

      - ט (Tet) = 9

      - ה (Hei) = 5

      - ו (Vav) = 6

      - ר (Resh) = 200

      - Total: 9 + 5 + 6 + 200 = 220, sua raiz é 4. E aponta para a letra גGuímel - que significa pé, camelo, orgulho, aponta para o 4º milênio, quando Yeshua veio em seu ministério de ensinar pessoas a se purificarem pela Torah, ou seja, transportar pessoas para a verdade, como o camelo faz transporta, e leva água, que indica Torah. O número 220 representa totalidade, completude e perfeição. É uma combinação de 20 (kaf) e 200 (resh), que simbolizam a totalidade da criação e a plenitude do Eterno. Tahor representa pureza, proximidade com D'us e a busca pela santidade. Quando alguém está tahor, está em harmonia com a vontade divina. Tahor também representa limpeza. É o estado desejado para aqueles que buscam se aproximar do Eterno.

- Tameh (טָמֵא): A palavra "tameh" significa "impuro", e denota impureza em geral. Vamos calcular sua guematria:

      - ט (Tet) = 9

      - מ (Mem) = 40

      - א (Alef) = 1

      - Total: 9 + 40 + 1 = 50, sua raíz é 5. E aponta para a letra ד – Dálet - que significa porta, caminho. A impureza é uma porta ou o caminho para o afastamento do Eterno. Quanto mais impuro o homem fica, mais distante do Eterno que é santo, ele ficará. O único jeito de contornar a situação é fazer teshuvah, purificando-se através da Torah, que é composta de 5 livros, e eles são a porta ou o caminho para a purificação pela água, que também é a Torah.

O número 50 é significativo na tradição judaica, pois representa o Yovel (Jubileu), um período de libertação e renovação. Corresponde ao número de dias entre a Pessach e Shavuot, quando os israelitas receberam a Torá no Monte Sinai.

    - Tameh denota impureza, afastamento espiritual e a necessidade de purificação.

A guematria sugere que a purificação do metsorá envolve superar a impureza e alcançar um estado de maior conexão com o Eterno. A guematria das palavras "tahor" e "tameh" revela uma conexão profunda, os valores 220 (tahor) e 50 (tameh) são números opostos, mas também estão interligados. Precisamos reconhecer nossa impureza para buscar a purificação e a restauração. O contraste entre esses números nos lembra que a jornada na teshuvah envolve superar obstáculos e encontrar harmonia entre pureza e imperfeição. Portanto, tahor e tameh são como duas faces da mesma moeda, representando a complexidade da experiência humana e nossa busca contínua pela proximidade com o Eterno. Essas palavras destacam a busca contínua do ser humano pela purificação e restauração da comunhão com D'us.

4. Pincípios para buscar a purificação

Aplicar os conceitos observados acima sobre pureza e impureza em nossa vida é uma jornada significativa e pessoal. Vejamos algumas maneiras práticas de incorporar esses princípios em nossa vida diária:

- Autoexame e Reflexão

Assim como o cohen examinava a pele do metsorá, reserve tempo para um autoexame de sua vida e prática da Torah. Avalie suas palavras, ações e intenções. Pergunte a si mesmo: "Estou falando com bondade? Estou prejudicando alguém com minhas palavras? Como posso me purificar?"

- Cuidado com a Língua

    A maledicência e a fofoca são frequentemente associadas à transgressão pela lashom hará, a impureza. Pratique a vigilância linguística. Antes de falar, pergunte-se: "Isso é verdade? Isso é necessário? Isso é gentil?"

- Busca pela Pureza Interior

    A pureza não é apenas externa, ela começa dentro de nós. Cultive pensamentos puros e intenções sinceras. Medite na Torah e ore para limpar sua mente.

- Fazer Purificação

    Embora não tenhamos mais o ritual do cohen, podemos criar nossos próprios rituais de purificação. De acordo com o prescrito na Torah, banhos de purificação são feitos em água corrente, portanto, na falta de uma mikveh, o chuveiro serve para a purificação, com a devida recitação da bênção. - “Bendito seja tu Eterno nosso D’us, Rei do Universo que nos santifica com seus mandamentos e nos manda purificar.”

- Reconciliação e Perdão

    Se você se sentir afastado de D'us ou dos outros, busque a reconciliação. Peça perdão a quem você magoou e perdoe a si mesmo. A reconciliação é também um ato de purificação.

- Estudo das Escrituras e Profecias

    Aprofunde-se nas Escrituras e nas profecias bíblicas. Elas revelam a vontade do Eterno. Busque compreender como as profecias se aplicam à sua vida e ao mundo ao seu redor.

O Messias Yeshua é o real exemplo de pureza e santidade, pois seguiu a Torah e ensinou a seguir as instruções da Torah, conforme podemos ler em diversos textos do chamado Novo Testamento. A vida justa do messias e sua consequente morte, abriu o caminho para muitas pessoas, que antes eram consideradas impuras, a se purificarem e pela prática da Torah do messias viver segundo a vontade do Eterno.

Em resumo, a Parashá Tazria, que vimos a semana passada, e a Metsorá nos ensina sobre a importância da pureza, a necessidade de cuidar de nossas palavras e atitudes, e buscar a restauração da comunhão com D'us através da purificação e obediência à Torah.


Que HaShem lhes abençoe!


Pr/Rav. Marcelo Santos da Silva (Marcelo Peregrino Silva – Moshê Ben Yosef)