Páginas

Boas Vindas

Seja Bem Vindo e Aproveite ao Máximo!
Curta, Divulgue, Compartilhe e se desejar comente.
Que o Eterno o abençoe!!

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Mudando a forma de vida atual



  Realmente os tempos são difíceis, pois estamos a todo momento presenciando o esfriamento no coração dos crentes. No entanto, parece que estão todos muito bem! Cantam na igreja como se tudo estivesse muito bem. E realmente acreditam que estão, pois estão sinceramente enganados. "O príncipe deste século cegou-lhes o entendimento". A final de contas, Deus está presente em nossas vidas e prometeu nos dar vitória! Declaram a todo o instante. Porém, até onde isso representa uma vida real com Cristo? Desejo refletir um pouco sobre isso.

  A atual forma de vida dos crentes nas igrejas brasileiras, está bem afastada do ideal bíblico, e principalmente, do que representaria pessoas que tenham intimidade com Deus. A forma de vida de cada um não interessa a ninguém, e com isso a pregação do evangelho e as pregações congregacionais estão sofrendo grandes alterações. Hoje, o pregador não pode mais anunciar a verdade pura, e ilustrar com exemplos claros, pois alguém pode estar vivendo da maneira ilustrada e se sentir ofendido. E isso acarreta em mensagens que devem somente falar de bençãos e de promessas, para que todos fiquem satisfeitos.

  Quando olha para a bíblia, não consigo encontrar nenhum dos profetas fazendo as vontades do povo, e anunciando somente coisas boas. Na verdade havia quem assim o fizesse e ainda há, a bíblia os chama de falsos profetas. Não consigo ver João Batista se reservando pra não acusar Herodes, nem mesmo vejo o próprio Jesus anunciando uma palavra mais leve pra não deixar as pessoas tristes, pois ele as amava. Exatamente por ele as amar é que precisava falar a verdade! Não encontramos os apóstolos pegando leve com os membros das comunidades eclesiásticas para não decepcioná-las, mas pregavam a verdade doesse a quem doesse. Porém, hoje em dia, um mal entrou na igreja, e os cristãos que estão sem intimidade com Deus, mas conhecem muito bem alguns textos de sua palavra, e os usam para defenderem suas posições confortáveis de vida, não suportam ouvir pregações vindas direto do coração de Deus. Estão iludidos de que Jesus só prega o amor, de que o Espírito de Deus não entristece ninguém. Esquecem no entanto, que Ele diz que "corrige e disciplina a quem ama"

  A pregação verdadeira não é pra afagar egos, e nem pra amenizar ou consolar pecadores, mas pra levá-los ao arrependimento. E isso fatalmente gera algum desconforto e muitas vezes leva o ouvinte a fortes dores, pois o que é errado deve ser renunciado, e isso não é bom pra carne. Porém, como dizia minha falecida avó: "O que arde cura, e o que aperta, segura". Precisamos mudar nossas vidas! As profecias sobre o fim estão se cumprindo e muitos estão desapercebidos. Quando Jesus voltar e levar a igreja, a dor será bem pior, do que esta que hoje se sente quando se é confrontado com o pecado.

  O apóstolo Paulo fala na carta aos Coríntios, sobre a Ceia do Senhor, que pelo fato de muitos a celebrarem sem discernir seus erros, ficam fracos e doentes e muitos são os que dormem. Ele está justamente falando dessas pessoas, que acham que está tudo bem. Não ama o irmão, não tem uma verdadeira comunhão com o Senhor, mas continuam tomando a ceia. E continuam vivendo como se nada estivesse errado. Devemos ouvir o que a bíblia está nos dizendo e parar com nossa letargia espiritual, a fim de vivermos verdadeiramente com Cristo e para Cristo. E isso requer algumas renúnicas, requer que eliminemos a carne e busquemos alimentar o espírito. Devemos ouvir a mensagem que é pregada nos púlpitos de nossas igrejas, mas as mensagens verdadeiras. Não podemos julgar o pregador, mas a mensagem. Precisamos aceitar a correção de Deus para nossas  vidas de bom grado, a fim de que possamos ter vida verdadeiramente abundante.

Que o Senhor nos ajude a viver como verdadeiros seguidores de Cristo! Amém!!!

Marcelo Santos da Silva

terça-feira, 26 de maio de 2015

Deve o Crente Nunca Julgar? Outro Artigo


Encontrei este artigo e achei importante postá-lo a fim de completar o anterior.


Este é um resumo,
por Hélio de M.S.,
da adaptação
"Deve o Crente Nunca Julgar?"  ( http://solascriptura-tt.org/SeparacaoEclesiastFundament/DeveCrenteNuncaJulgar-Huling.htm)
do artigo
"Is It Right To Judge?",
de Franklin G. Huling




A) A Escritura ORDENA (!) que julguemos(!) Jo 7:24; Lc 7:43; 12:57; 1Co 10:15; 2:15.

B) Somos ordenados julgar (!) FALSOS MESTRES e FALSOS ENSINOS. Mt 7:15; Is 8:20; Mt 7:16; Rm 16:17-18;
.    2Co 6:17 (ou 14-18); 2Tm 3:5; 2Ts 3:6; Ef 5:11; Rm 12:9; 1Ts 5:21.
-   Seria impossível obedecermos todas essas ordens se não testássemos e julgássemos. E não lembrássemos que nada é bom ou ao menos tolerável aos olhos de Deus se não se alinha com Sua Palavra: 1Jo 4:1; 2Jo 1:7,10-11; 2Tm 2:12.
-   Se você contribui para um orçamento denominacional que você sabe que sustenta pelo menos um modernista, você é culpado, perante Deus, de saudá-lo, de ser seu cúmplice em espalhar veneno levando almas ao Inferno. Obedeça a Deus, “sai do meio deles”, não tema sofrer (2Tm 2:12):

C)  Mt 7:1 é freqüentemente tirado fora do contexto, é mal entendido e mau usado, analisemos Mt 7:1-5.
 -   Estes versos 1-5 são dirigidos a um hipócrita v. 5, que a todos julga severamente e a si não julga – não é dirigido àqueles que sinceramente anseiam discernir se um mestre e seu ensino se alinham com a Palavra de Deus.
-   Estes versos 1-5, longe de proibirem o julgar retamente, que toda a Bíblia ordena, são uma solene advertência contra o julgamento hipócrita. E, na realidade, o último verso da passagem (v. 5) ordena julgarmos com sinceridade: “
... então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão.”(v. 5)
-   Muitos que, fora do contexto, “piedosamente” citam “não julgueis” para defenderem o que é contra a Palavra de Deus, não vêem como são inconsistentes, fazendo assim eles estão julgando aqueles que querem obedecer a Palavra de Deus quando ordena julgarmos aquilo que a contraria! Julgar é inescapável, a questão é se vamos julgar quem quer obedecer ou quem quer desobedecer à Palavra. Quão trágico que tanta coisa contrária à Bíblia tome indevido abrigo debaixo de tão mal uso de Mt 7:1 ...
-   A razão pela qual a cristandade está hoje esburacada e paralisada pelo satânico modernismo é que os crentes não têm obedecido à ordem de Deus de radicalmente julgarem e afastarem-se e separarem-se dos falsos mestres e falsos ensinos desde o PRIMEIRO instante que eles começaram a se introduzir no nosso meio. Saúde física é mantida pela separação dos germens das doenças, e saúde espiritual é mantida pela separação dos germens das falsas doutrinas. O maior de todos os perigos de nossos dias não é julgarmos demais, mas sim julgarmos de menos, os engodos espirituais. Deus quer que sejamos como os bereanos “... examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim.” At 17:11.

D) Versos semelhantes (ver suas notas), dirigidos a hipócritas que a todos julgavam severamente (mas a si próprios não julgam):
- Rm 2:1-3; Tg 4:11-12; Mt 13:24-30,36-43 (parábola do trigo e do joio).
- A Bíblia nunca se contradiz, para entendermos um verso temos que vê-lo à luz de toda a Escritura. 2Pe 1:20; 1Co 2:13.

E) Outros assuntos a serem julgados: Conduta imoral 1Co 5:13. Disputas por coisas desta vida, particularmente disputas levadas à justiça humana 1Co 6:3.

F) Deveríamos nos julgar a nós mesmos: 2Co 13:5; 1Co 11:31.
-   Que mudança e que bênção se julgássemos nossas próprias falhas tão impiedosamente quanto fazemos às dos outros – e se julgássemos as dos outros tão caritativamente quanto fazemos com as nossas!
-   Quanto nos pouparíamos de muitas punições corretivas de Deus, se julgássemos e confessássemos e cessássemos nossa desobediência a Deus.
-   E, Oh, quanto pouparíamos nosso abençoado Senhor da desonra e falta de frutos das nossas vidas!

G) Limitações do julgamento humano:
-  Não podemos julgar meras questões de consciência (como evitar certos tipos de alimento, dias, etc.
Rm 14; 1Co 10:23-33; Cl 2:16-17.)
Não podemos julgar motivos 1Co 4:1-5. Só Deus pode ver o coração, nós só podemos agir sobre as ações.
-  Não podemos sentenciar que não é salvo quem professa sê-lo, e nos apresenta motivos bíblicos,
 2Tm 2:19. Mas é melhor que testemos a nós mesmos, de acordo com 2Co 5:17

H) Princípio mais fundamental ao julgarmos:
-   {krino} às vezes significa discernir, decidir, determinar, testar, ponderar, questionar, distinguir. Deus quer que questionemos, testemos, ponderemos, discirnamos, determinemos, decidamos, distingamos aos pregadores e mestres, com seus ensinos, se se alinham perfeitamente com a Bíblia:
Hebreus 5:14.
-  {krinos} às vezes significa julgar sentenciando, condenando, e punindo. Isto é prerrogativa de Deus, Rm 12:19.
-   Crentes devem exercer seus discernimentos, não se vingarem (julgarem sentenciando, depois sentenciarem e punirem).

I) Guardemo-nos contra uma atitude errada:
Crentes devem se guardar contra a tendência (da carne) de assumir atitude crítica, de censor, contra aqueles que não compartilham suas [exatas] opiniões sobre assuntos outros que aqueles das doutrinas e conduta moral da Bíblia. Ao invés de “reduzir a pedaços” nossos irmãos em Cristo, é nosso privilégio e dever fazer tudo que pudermos para encorajarmos seu crescimento espiritual. Devemos amar e orar um pelos outros, e olhar por nós mesmos para que não sejamos também tentados.

J) Uma palavra final:
-    Se tu já foste eternamente salvo, meu leitor, não esqueçamos que “... todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo ...” (2Co 5:10). Há ganhos para aqueles que estão estudando a Palavra de Deus, andando em função e à luz dela, vivendo para Cristo e para a salvação de almas. Há perdas para aqueles que, embora tenham aceito Cristo, estão vivendo para as coisas deste mundo.
-   Se tu meramente professas Cristo de lábios, ou não professas nada, então, meu amigo, permite-me amorosamente relembrar-te que “... já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus?” (1Pe 4:17). Não adies sequer mais um outro minuto para pedir que Deus te perdoe os pecados, por causa de Cristo. Rende teu coração e tua vontade ao amoroso Salvador que morreu por ti. Faze-O Senhor de tua vida. Feliz e abençoado serás, agora e para sempre.



Extraído de http://solascriptura-tt.org/SeparacaoEclesiastFundament/ResumoDeDeveCrenteNuncaJulgar-FGHuling.htm

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Julgar: o que a Bíblia diz? Pode ou não pode?


Quando se fala em julgar, qual é a primeira frase de que você lembra? Provavelmente, seja esta "não julgue para não ser julgado".

Essa frase é uma verdade bíblica, porém as pessoas aprenderam o significado dessa passagem de forma errada e repetem isso religiosamente para justificar suas atitudes erradas de forma que ninguém possa corrigi-las.

O mau hábito das pessoas em relação à Palavra de Deus é ler versículos e analisados individualmente ou fora de contexto, sendo que devemos analisar a Bíblia em sua totalidade.

A frase "não julgue para não ser julgado" baseia-ne nos versículos de Mateus 7:1-2, em que o Senhor Jesus ensina a multidão e os discípulos.


Mateus 7:1-2
"Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós."

Que tipo de julgamento Jesus falou? Os versículos seguintes respondem essa pergunta.

Mateus 7:3-5

"E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão."

Jesus falou sobre a atitude de apontar defeitos em uma pessoa a partir de sua própria opinião sem reconhecer os seus próprios erros.

Na justiça dos homens, quando uma pessoa está perante um juiz, há duas possibilidades: a absolvição ou a condenação. Um dos dois caminhos é sentenciado a partir de parâmetros que são definidos pela lei do país, que é a verdade tomada como referência no território desse país.

Ninguém gosta de ser corrigido, pois isso não produz boas emoções ou bons sentimentos, ou seja, não agrada a alma. Porém, o Senhor nos ensina em Sua Palavra que aquele que aceita a repreensão é sábio e prudente.

Provérbios 15:32
"O que rejeita a disciplina menospreza a sua alma, porém o que atende à repreensão adquire entendimento."



Provérbios 15:5
"O insensato despreza a instrução de seu pai, mas o que atende à repreensão consegue a prudência."



Provérbios 15:10
"Disciplina rigorosa há para o que deixa a vereda, e o que odeia a repreensão morrerá."



Eclesiastes 7:5
"Melhor é ouvir a repreensão do sábio do que ouvir a canção do insensato."


O Espírito Santo deu-nos a oportunidade de compreender o ato de julgar. Em 1 Coríntios 6, o apóstolo Paulo escreve aos coríntios repreendendo-os sobre a omissão deles em julgar as coisas pertencentes a esta vida.

1 Coríntios 6:2-5

"2Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas?
3Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?
4Então, se tiverdes negócios em juízo, pertencentes a esta vida, pondes para julgá-los os que são de menos estima na igreja?
5Para vos envergonhar o digo. Não há, pois, entre vós sábios, nem mesmo um, que possa julgar entre seus irmãos?
"


Observe atentamente esses versículos. No versículo 2, Paulo afirma que os santos, todo aquele que crê em Jesus como Senhor e Salvador e tem uma vida santificada (separada para Deus), irão julgar o mundo, e isso acontecerá no fim do Reino Milenar de Cristo. Por acaso então somos indignos de julgar as atitudes e os desentendimentos das pessoas?
No versículo 3, o Espírito Santo ainda dá a Paulo uma outra revelação, que diz que todo aquele que crê no Senhor Jesus e tem uma vida obediente a Deus irá julgar os anjos. Por que será então que não podemos julgar as coisas desta vida? No versículo 5, Paulo ainda pergunta aos coríntios se não há ninguém capaz entre os irmãos para julgar.

Julgar é uma atribuição do cristão que obedece a Deus, porém ninguém, nem que se julgue o mais obediente a Deus, pode realizar qualquer julgamento segundo a sua própria opinião. Preste muita atenção: Deus não quer que você julgue as pessoas segundo o que você pensa. Ele espera que você julgue de acordo com a Palavra Dele, repreendendo a pessoa em amor a fim de que ela possa se arrepender. Para isso, você deve conhecer a Palavra de Deus e mostrar para essa pessoa qual é a vontade Dele em relação ao erro que ela cometeu.

A partir deste momento, não permita que a omissão permaneça em sua vida, assuma sua posição em Jesus Cristo e ministre a verdade (a Palavra de Deus) às pessoas.

O Senhor ainda nos ensina que aquele que repreende o homem terá ainda mais amizade com ele do que aquele que o elogia falsamente.


Provérbios 28:23
"O que repreende o homem gozará depois mais amizade do que aquele que lisonjeia com a língua."

Em outras palavras, Deus não quer que você seja cúmplice do pecado omitindo-se.

O Senhor nos alerta em vários versículos sobre o pecado da omissão.

Êxodo 23:1
"Não admitirás falso boato, e não porás a tua mão com o ímpio, para seres testemunha falsa."

Em um ensino maravilhoso, o Senhor ainda nos diz:


Tiago 4:17
"Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado."


Se você sabe que uma determinada atitude não está de acordo com a vontade de Deus, mas não se manifesta contra, você se torna cúmplice e também comete pecado.

Todas as vezes que você repreender um irmão, faça isso em amor com o desejo de que esse irmão se arrependa e volte a andar no caminho correto. Paulo escreveu aos coríntios que tudo que eles fizessem deveria ser feito em amor.

1 Coríntios 16:14

"Todas as vossas coisas sejam feitas com amor."

Obedeça a Deus e seja sal e luz durante toda a sua vida.

Agradecemos ao Senhor Jesus por nos proporcionar mais um momento maravilhoso de meditação na Palavra de Deus. Cremos que a mentira de que não devemos julgar foi limpa pela verdade do Senhor e aprendemos que devemos julgar fundamentados na Palavra Dele, a fim de que possamos combater o pecado.

Deus abençoe a sua vida abundantemente!

Extraído de http://www.viveremverdade.com.br/julgar+o+que+a+biblia+diz+pode+ou+nao+pode+.html

sexta-feira, 22 de maio de 2015

O Deus que visitou meu coração


por Kamila Rabelo
 
O Deus que não habita templos visitou meu coração. Anulou todo meu esforço religioso para agradá-lO, jogou fora todos os megaeventos que sonhei em ir e até mesmo ministrar e me deixou a sós com Cristo, no meu quarto secreto.
O Deus que não habita templos visitou meu coração e escancarou meu orgulho, minha arrogância evangélica, meus sonhos que não condizem com a simplicidade da vida de um discípulo e me deixou com um único caminho, que é vivo, Cristo.
O Deus que não habita templos visitou meu coração e me constrangeu com seu amor pela humanidade, indistintamente, e me mostrou que não devo escolher a quem amar, apenas fazê-lO por seu Espírito e me transformar em alguém mais parecido com Ele, o Cristo.
O Deus que não habita templos visitou meu coração e anulou todo falso saber conquistado por muita teoria conhecida e pouca história de vida. Anulou todo o conhecimento para que eu conhecesse a Ele, o Cristo.
O Deus que não habita templos visitou meu coração e anulou toda culpa por não poder entregar o dízimo e me ensinou que todos os meus bens são, na verdade, dEle, e como mordomo, cuido do que é do meu mestre, ampliando minha consciência de consumo e investimento em meus irmãos. Tirou de mim projetos de investimento e me mostrou a administração do reino, segundo o padrão dele, o Cristo.
O Deus que não habita templos visitou meu coração e tirou de mim todos os livros de oração, todas as biografias, todos os ídolos, mesmo que fossem pessoas maravilhosas e servissem de inspiração, me mostrou que Ele deseja a minha sinceridade e que existe uma única inspiração, Ele, o Cristo.
O Deus que não habita templos visitou meu coração e tirou de mim a minha alienação religiosa, mostrando-me que não, não está tudo bem. O mundo precisa ser restaurado, não destruído. O mundo precisa enxergar o reino que já está aqui e se consumará além. Esse Deus me tirou da alienação e me ensinou o engajamento, ensinado e orientado por Ele, o Cristo.
O Deus que não habita templos visitou meu coração e tirou de mim a alienação cultural. Sim, me mostrou que Ele não está só em músicas que rimam, “Jesus, luz e Cruz”, mas posso ter mais dEle em tantas outras facetas da cultura, que, no Brasil, é tão rica. A cultura manifesta sim a criatividade dEle, do Cristo, o Criador.
O Deus que não habita templos visitou meu coração e tirou de mim a alienação política. É, me ensinou que além de oração, posso estudar, entender, discutir e me envolver em política, quebrando meus paradigmas e preconceitos pessoais (político tudo corrupto, PT é do diabo, PSDB é coxinha, etc.), e me ensinou que a vida e a morte de Cristo foram também um evento político no seu contexto histórico. Assim, me empenharei nisso a exemplo dEle, o Cristo.
O Deus que não habita templos visitou meu coração e tirou de mim a alienação intelectual. Assim, não tenho medo dos estudos, tenho medo é da ignorância. Ele é a verdade, o Cristo, nosso Deus.
O Deus que não habita templos visitou meu coração e decidiu fazer nele morada, habitando em mim e transformando-me por completo. Ele me mostrou que o evangelho todo é para o homem todo e para todos os homens. A exemplo dEle, o Cristo.
Em amor e pelo amor.

Por Mateus Machado
Retirado do blog Minha Vida Cristã 

Extraído de http://ibc.org.br/recursos/artigos/o-deus-que-visitou-meu-coracao/


Uma Reflexão sobre a Igreja Atual



      Atualmente uma crise está instalada na igreja evangélica brasileira, e isso se deve ao "movimento gospel" e à teologia da prosperidade pregada em muitas das nossas igrejas. O primeiro, tornou o evangelho muito popular em relação ao que era até então. Esse movimento trouxe uma revolução na música, e estas músicas passaram a serem cantadas nas igrejas, pelos recém-criados ministérios de louvor, que passaram a ser em muitos lugares, quase o evento principal do culto, chegando a ter mais importância que a pregação da Palavra de Deus. Os assim chamados "levitas", os componentes dos ministérios de louvor, passaram a sentirem-se estrelas, tomando grande parte do culto, afinal consideram-se parte muito importante, porque o louvor tem uma influência muito forte no culto. alguns chegam mesmo a dizer que o louvor é o mais importante do culto, pois eles levam o povo a adorar e assim, ter mais contato com Deus. E as músicas cantadas deixaram de ser louvor a Deus, para falar dos homens, tornando-se antropocêntrica. Porque a mídia gospel precisava atingir a um público, que necessitava de músicas que falassem aos seus corações. E as igrejas cantando essas músicas como se realmente fossem louvores. 
     Entretanto, os pretensos ministros de louvores, muitas vezes, nem mesmo tem conhecimento da Bíblia, e na hora das ministrações de louvor, apenas se utilizam do emocional, aproveitando-se de teatralidade e jogos de luzes e nuvens de fumaça. A falta de conteúdo espiritual, que se obtém por meio da oração, consagração e leitura constante da Bíblia, se percebe claramente na vida destes indivíduos. E o povo por sua vez, foram apenas recebendo esse tipo de novidade, e aceitando cada uma delas, pois queriam algo mais, porém não buscam da fonte, estão sempre precisando de mediadores, função que os levitas tomaram pra si, mesmo sem perceberem. O resultado disso é uma geração que infelizmente não consegue ter uma vida real com Deus, pois não tem contato, intimidade real, que somente se conquista por meio da adoração verdadeira.
       Outro grave problema é a teologia da prosperidade, que veio importada, entrando em nosso meio, principalmente, no início do movimento gospel, quando importaram-se muitos livros. Inegavelmente, os livros que vieram de fora, de autores de renome, ajudaram muito em quantidade e em qualidade a igreja no Brasil, porém, sempre haverá o lado negativo. A entrada desses ensinamentos e a própria vinda dos autores para pregarem nas igrejas brasileiras motivaram seus líderes a entrarem por este movimento. O interesse fatal de se obter lucros por parte dos líderes e até mesmo do próprio povo, também ajudou muito. Os crentes agora eram e são ensinados a meio que barganhar com Deus, pois se está sendo fiel, o Senhor responderá com bençãos materiais. E assim foram deturpando o verdadeiro sentido de prosperidade bíblico, que nunca faltar e ter o que é necessário. A abundância é por parte das bençãos de Deus ao indivíduo. Mas fato é, que o povo absorveu isso tudo, e abriram-se mega templos com tais ensinamentos. Surgiram grandes ministérios que cresceram em quantidade, mas a qualidade de vida espiritual dos membros são parcas e medíocres. Enquanto a bíblia continua bradando que o povo perece por falta de conhecimento. O contínuo crescimento do número de denominações que surgiram, geraram no povo uma gama de igrejas para se escolher. Passou a ter igrejas para todos os gostos e públicos. No entanto, continuou-se negligenciando o verdadeiro contato com Deus, e seu Cristo. 
      No meio de tudo isso, ainda havia espaço para mais invenções, portanto, criou-se novos títulos, então surgem os apóstolos, bispos-primás, querubins, e tantos outros que nem se pode dar conta. Mas o ensino verdadeiro da Palavra de Deus continuou sendo deixado de lado. E o que se vê hoje são igrejas inchadas, com membros aparentemente saudáveis, mas na verdade estão doentes, pois não bebe a água que só Deus pode dar, e não comem do pão que só o Senhor pode dar. Isso tudo, sem contar os testemunhos que se ouve pelo país afora, a respeito de coisas que ocorrem dentro das igrejas brasileiras. Histórias de fazer cair o queixo! O verdadeiro evangelho de Cristo está sendo negligênciado.
      Há uma ala do protestantismo brasileiro, que resolveu pregar um retorno à reforma. Porém, muitas vezes vê-se pregações muito teológicas e sem vida, pois estão muito ligadas aos pensamentos dos antigos reformadores, que realmente fizeram muito pela igreja, e foram verdadeiros instrumentos de Deus, mas eles não detém toda a verdade como se pretende mostrar por tais indivíduos. Toda a verdade está na bíblia, e é ela que temos que seguir. No tempo de Jesus também haviam muitos que conheciam muito dos escritos, no entanto, não viviam o que ensinavam, portanto, suas pregações eram vazias. E Jesus recomendou ao povo a obedecer o que eles ensinavam, mas não agir como eles agiam.
      Então o que pode se feito para mudar a situação? Talvez possa o leitor estar se perguntando. E eu digo, que devemos observar mais a bíblia e menos os legalismos. Devemos buscar mais de Deus, orando e consagrando-se. Agindo como as pessoas das igrejas do primeiro século, onde havia unidade, singeleza de coração, e percebia-se o agir do Espírito de Deus. Onde alguém pregava a Palavra de Deus e as pessoas tocadas pelo Senhor realmente se convertiam, e passavam a viver uma nova vida. E chegavam ao ponto de perder sua vida por sua decisão por Cristo. Atualmente, nós não queremos perder um domingo de sol na praia, ou um joguinho de futebol com os amigos para estarmos na casa de Deus. Eu digo que devemos retornar às práticas dos apóstolos, e vivermos a vida que Cristo nos deixou, com a mesma intensidade. Pedro não seguia Calvino, Lutero, nem outro teólogo qualquer. Paulo também não, e nem por isso suas pregações eram fora do contexto bíblico e muito menos heréticas. Eles simplesmente pregavam a Bíblia e o efeito eram almas achegando-se aos pés do Salvador, Jesus.
      Necessitamos realmente deixar de lado o nosso eu, tomar a cruz e caminhar nesta terra, como enviados de Deus. Igreja é viver pra Cristo, e não pra si mesmo. Na atualidade, devido a tudo o que já foi dito anteriormente, quando um indivíduo prega a verdade restauradora da palavra de Deus, as pessoas não gostam. Quando são confrontadas as pessoas fazem cara feia, pois não é o que estão preparadas para ouvir. Querem ouvir falar de bençãos, de vitória, de conquistas, de promessas, mas se o pregador falar de renúncia, de batalha, de entrega, de oração e de santificação, logo dizem que a pregação é da carne, ou que o pregador está exagerando, ou que é soberbo. No entanto, a soberba está no coração daquele que não atende ao que a bíblia diz, quando menciona o fato de se analisar sempre a profecia e não o profeta. Devemos ouvir e procurar em Deus e na Palavra, para descobrir a verdade, assim como os crentes da igreja de Beréia, que ouviam Paulo pregar e iam procurar nas escrituras para confirmar. Temos que ser mais ovelhas e menos bodes. Temos que ser mais mansos e menos altivos. Precisamos seguir as pisadas do nosso Mestre. Ele ensinava, repreendia, e se precisasse levantava umas bancas de cambistas pra cima. 
      O amor de Cristo, e que a igreja precisa demonstrar, muitas vezes é deturpado. Porque, quando alguém faz uma repreensão na atualidade é chamado de julgador. Apontam o dedo e dizem que está julgando o irmão, mas não param pra pensar que se está repreendendo é para o bem. Não param pra refletir que, se somos igreja, e temos o Espírito Santo em nós e ele opera, então podemos estar sendo movidos por ele para realizar tal ato. Porém, é mais simples, carnalmente falando, afirmar que alguém está julgando do que refletir na própria vida e perguntar ao Pai o que pode ser mudado. Então, precisamos mudar nossos posicionamentos, a fim de vivermos como igreja.
      Concluindo, atualmente a igreja passa por sérios problemas. A solução é nos voltarmos para Cristo verdadeiramente, e não apenas de lábios. Deus sonda os nossos corações e sabe dos nossos planos e desejos. Devemos nos entregar a ele em adoração real, em espírito e em verdade. Somente assim, conseguiremos viver uma vida real com o  Senhor, estando de fato prontos pra ouvir o toque da trombeta do arrebatamento. Não podemos nos conformar com este mundo, mas devemos nos renovar pelo Espírito Santo.

Deus nos abençoe a cada dia, nos ajudando a mudar nossa vida e caráter, a fim de termos o caráter de Cristo. Amém!
     

quarta-feira, 20 de maio de 2015

NÃO MORRA NO DESERTO



 

Você está passando por um deserto em sua vida?
 As lutas e provações em sua vida te fazem sentir-se sem forças e solitário?
Está sentindo ausência de Deus em sua vida, e parece que sua vida espiritual ou ministerial não via para frente?
 
Leia este artigo e veja o que a palavra de Deus tem a te mostrar sobre isso.

Texto: 1Co 10.1-13
Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, e todos passaram pelo mar.
E todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar,
E todos comeram de uma mesma comida espiritual,
E beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo.
Mas Deus não se agradou da maior parte deles, por isso foram prostrados no deserto.
E estas coisas foram-nos feitas em figura, para que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram.
Não vos façais, pois, idólatras, como alguns deles, conforme está escrito: O povo assentou-se a comer e a beber, e levantou-se para folgar.
E não nos forniquemos, como alguns deles fizeram; e caíram num dia vinte e três mil.
E não tentemos a Cristo, como alguns deles também tentaram, e pereceram pelas serpentes.
E não murmureis, como também alguns deles murmuraram, e pereceram pelo destruidor.
Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos.
Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia.
Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.
 
Introdução  
Esta epístola foi escrita por Paulo para uma igreja, a igreja que estava na cidade de Conrinto, a qual vemos seu início em Atos 18.1-17, na sua segunda viagem missionária. Essa porém foi provavelmente sua congregação mais problemática, embora tivessem muitos crentes com dons espirituais. Depois que o apóstolo seguiu viagem sua comunicação com ela era feita por meio de cartas. Primeiro ele mandou uma carta admoestando os novos crentes para se afastarem da prostituição, em 1Co 5.9. Depois os coríntios enviaram uma carta para Paulo pedindo orientação sobre os problemas na igreja, em 1Co 7.1. Várias pessoas dessa igreja foram visitar Paulo na Ásia e levavam notícias da igreja. Algumas dessas pessoas eram os servos da casa de Cloé, que mencionaram sobre a divisão que havia entre os irmãos, em 1Co 1.11. Outras, foram três irmãos registrados em 1Co 16.17,18. Então, o apóstolo escreveu sua segunda carta, que é a nossa Primeira aos Coríntios, respondendo aos questionamentos feitos pelos crentes. Depois ele volta àquela igreja em uma segunda visita, ficando pouco tempo, pois a situação não estava boa lá. Aí ele escreve a terceira carta, que é a nossa Segunda aos Coríntios. Neste texto que estamos fazendo menção ele está falando sobre a desobediência, a falta de fé e a idolatria, entre outros assuntos, e menciona o povo de Israel quando estavam no deserto, que é o nosso alvo no momento.


O POVO DE ISRAEL NO DESERTO
 Deus tirou o povo do Egito com mão forte, conforme lemos em Ex 13.3.
  "E Moisés disse ao povo: Lembrai-vos deste mesmo dia, em que saístes do Egito, da casa da servidão; pois com mão forte o Senhor vos tirou daqui; portanto não comereis pão levedado."
   Ao chegarem na península do Sinai, ao pé  do monte onde Deus falou com Moisés, o povo acampa para receberem as Leis da Aliança do o Senhor e aprenderem a viver como uma nação livre, e isso levou dois anos.  
   Depois reiniciaram à Marcha até o momento em que Moisés recebe de Deus a ordem de enviar espiões até a  terra que teriam que conquistar.
   Porém, quando eles voltaram, suas afirmações temerosas a respeito dos exércitos inimigos e dos gigantes que haviam na terra fizeram o povo sentir medo e não confiarem no Senhor.  Apenas Josué e Calebe permaneceram firmes na confiança de que Deus daria a terra se eles se esforçassem.  
   No entanto, por causa da falta de fé e das murmurações dos espiões e do povo, todos daquela geração iriam perecer no deserto, foi o decreto de Deus para eles. Ou seja, não veriam o cumprimento da promessa, não tomariam posse da terra, e por quarenta anos viveriam ali, andando no deserto.
    Muitas vezes ouvimos alguém dizer que quem tem promessa não morre. Não é o que entendemos quando olhamos para a Bíblia. Muitos personagens morreram sem ver a promessa cumprida, por vários motivos. Alguns por causa do seu pecado, como o povo do estudo em questão. Outros, simplesmente, porque a promessa era profética e não se cumpriria cabalmente em seu tempo. Precisamos prestar atenção quando falam algo nos púlpitos de nossas igrejas, ou em músicas gospel.
   E aquele povo mesmo depois de ter recebido uma dura sentença do Senhor, ainda assim não se arrependeram e pioraram sua situação, conforme lemos em Amós 5.25-27, que aquela geração não se arrependeu dos seus erros e adoraram a outros Deuses. 
      'Oferecestes-me vós sacrifícios e oblações no deserto por quarenta anos, ó casa de Israel?
Antes levastes a tenda de vosso
Moloque, e a estátua das vossas imagens, a estrela do vosso deus, que fizestes para vós mesmos.
Portanto vos levarei cativos, para além de Damasco, diz o Senhor, cujo nome é o Deus dos Exércitos."  Amós 5.25-27
   Porém, Deus permaneceu com ele, por meio da coluna de fogo e da nuvem, e nunca lhes faltou o maná, mas não significa dizer que o Senhor aprovasse o que faziam.
    E isso pode ser confirmado em Atos 7.42,43.
     "Mas Deus se afastou, e os abandonou a que servissem ao exército do céu, como está escrito no livro dos profetas: Porventura me oferecestes vítimas e sacrifícios No deserto por quarenta anos, ó casa de Israel?
Antes tomastes o tabernáculo de Moloque, E a estrela do vosso deus Renfã, figuras que vós fizestes para as adorar.Transportar-vos-ei, pois, para além da Babilônia."

 O QUE É O DESERTO?
    É um lugar geralmente desabitado, onde quase não chove, com pouca ou nenhuma vegetação. 
    Em um sentido espiritual e bíblico, é um lugar também muito árido, onde há muitas dificuldades e escassez, servindo para passagem, provação, treinamento e preparação dos servos de Deus.
 
      Vamos ver então, o porquê dos desertos em nossas vidas e os princípios para não morrermos nele.

I – TODOS NÓS TEMOS QUE PASSAR PELO DESERTO
A)    O povo de Israel passou quando foi liberto do Egito.
B)     Josué e Calebe passaram mesmo demonstrando sua fé em Deus.
C)     Davi passou pelo deserto quando teve que fugir de Saul.
D)    Elias passou depois de anunciar a escassez de chuva e depois que matou os profetas de BAAL e de Astarot.
E)     Jeremias passou pelo deserto quando anunciou os juízos de Deus ao povo de Judá.
F)      Ester passou pelo deserto quando foi levada para ser concubina do Rei da Pérsia e quando descobriu o plano de Hamã para destruir o seu povo.
G)    Daniel passou pelo deserto ao ser jogado na cova dos leões por ser fiel a Deus.
H)    João Batista passou pelo deserto para ser a voz que clama, preparando o caminho do Rei.
I)        O Senhor Jesus passou pelo deserto desde antes de começar seu ministério, quando foi levado ao deserto para se consagrar e ali foi tentado, até sua traição e morte, sua vida foi um deserto.
J)       O apóstolo Paulo passou pelo deserto quando caiu do cavalo e Jesus se identificou a ele e desde então passou a ser perseguido e sofreu diversos perigos (2Co 11.26,27).
Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos;
Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez.
2 Coríntios 11:26,27

K)    E cada um dos apóstolos e discípulos de Jesus passaram pelo deserto ao serem perseguidos e mortos por causa do nome do Senhor.

   Entenda isso, meu querido irmão e irmã.
   Ninguém recebe nada de Deus sem antes ser moldado para isso.
   A conquista das promessas de Deus não estão incluídos no "kit benção"!
   Precisamos ser moldados, preparados, e não há escola melhor para isso do que o deserto.  Onde vamos estar na dependência de Deus, se não morrermos.

II – O DESERTO É O CAMINHO PARA O CUMPRIMENTO DA PROMESSA
A)  O povo de Israel tinha que passar pelo deserto para chegar à Canaã.
B)   Josué e Calebe tinham que ir pelo deserto para receberem suas heranças.
C)   Davi tinha que esperar o tempo certo para subir ao trono.
D)  Ester estava indo para o lugar onde Deus a queria, para que no momento certo ela fosse um instrumento para ajudar o povo em todos os lugares do reino.
E)   Daniel depois da cova dos leões tornou-se ainda mais influente no reino ultrapassando gerações.
F)    Jesus, o nosso Mestre e Senhor, só iniciou seu ministério depois do deserto e através de sua vida estamos aqui hoje.
  Quando estamos passando pelo deserto a tendência, como seres humanos, é nos sentirmos fracos, sem forças, sem esperanças e sozinhos.
    Porém a Bíblia nos mostra que Deus está sempre com quem está passando pelo deserto, Números 10.34-36.

III – MUITOS PREFEREM ESTAR NO DESERTO DO QUE CONQUISTAR A PROMESSA DE DEUS
O texto bíblico que lemos como base desta mensagem é mais um dos textos quem mostram o motivo do povo ter perecido no deserto, o outro é no capítulo 3 da epístola aos Hebreus.
Daniel e Isabela Mastral, em seu livro Voz que Clama no Deserto, volume 2, dizem o seguinte:
“Se o nosso prêmio é chegar a uma Terra que mana leite e mel (e usamos dessa analogia Bíblica para simbolizar o Centro Perfeito da Vontade de Deus, onde todas as Promessas Dele se realizam), o contrário disso é viver e perecer no Deserto. Por que, então, a maioria vive no Deserto? Repare que no Deserto o Senhor também nos acompanha e sustenta: as vestes não desgastam... o maná não falta... mas é só. Não existe plenitude nem abundanciam e não haverá até que a decisão de conquistar penetre com entendimento em nosso coração. Deixar de entrar em Canaã significa que jamais haverá a terra fértil, o lar estruturado, os celeiros cheios, as oportunidades de vida, alegria, conforto, saúde, bem estar, paz e tranquilidade que a Promessa sob Juramento encerrava em si mesma. Viver no deserto significa conhecer teoricamente um Deus Vivo e Poderoso que pode grandes coisas, mas na prática a pequenez da fé humana e o mal uso do livre arbítrio acabaram determinando consequências desastrosas.”
Então meus queridos irmãos e irmãs, levantem seus acampamentos e sigam em frente. 
 
A)  Não se conforme com a sua situação (Rm 12.2, 1Pe 1.14).
B)   O deserto é para nos preparar para tomarmos posse da promessa.
C)   Logo depois do deserto vem o cumprimento da promessa.
D)  Não podemos morrer no deserto, temos que fazer a diferença.

Os autores já citados afirmam que, “Só faz diferença quem está no Centro da Vontade do Pai. Só faz diferença quem conquista. Que Povo construiu a primeira Nação de Israel afinal? A primeira Geração de cativos, ou a segunda? A primeira pereceu no deserto e não fez diferença alguma. Somente seus filhos, aqueles que conquistaram a Terra junto com Josué, foram os precursores da Nação que atingiu o apogeu no reinado de Salomão.”

CONCLUSÃO
Não morra no deserto, busque conquistar o que Deus te prometeu. O deserto é somente um lugar para treinamento, não é lugar para permanecer. Levante os olhos e veja logo à frente, a vitória está logo ali, mas precisamos lutar. Precisamos buscar ao Senhor para termos força pra caminhar, precisamos nos santificar para termos condições de combater o nosso inimigo que tão de perto nos rodeia. Ore, se consagre, frequente a igreja, lute, estenda as mãos, ame o seu irmão, sirva ao Senhor de coração e quando menos perceber estará conquistando sua vitória. O Senhor requer de cada um de nós mais disciplina, e principalmente, intimidade, pois Ele é um Deus que tem ciúmes de nós, pois nos ama.

Que o Senhor lhes ilumine as mentes, a fim de serem instrumentos para libertar vidas.

Marcelo Santos da Silva