Estudos da Torá
Parashá nº 24 – Vayikra (E chamou)
Vayikra/Levítico 1:1-5:126
Haftará (separação) Is 43:21-44:23 e
B’rit Hadashah (nova aliança) Rm 8:1-13; Hb 10:1-14.
Tema: Relacionamento acima do sacrifício
Desde os primórdios, o ser humano buscou formas de se conectar ao Criador. No Gan Éden (Jardim do Éden), essa relação era pura e direta, sem barreiras. No entanto, à medida que a humanidade se distanciou do Eterno, surgiu a necessidade de meios que restaurassem essa proximidade. O sistema dos korbanot (ofertas) estabelecido e detalhado em Vayikra foi uma resposta divina para essa reconexão. Mas será que o Eterno deseja apenas sacrifícios? Ou Ele busca algo muito maior?
A história de Yisrael mostra que, apesar da importância dos korbanot, os profetas constantemente alertaram que sacrifícios sem mudança de coração eram inúteis. Yeshua HaMashiach e os sábios de Yisrael reforçaram esse princípio: a verdadeira oferta ao Eterno é um coração transformado, uma vida de justiça, retidão e amor.
O estudo da parashá dessa semana nos convida a mergulhar na essência do chamado do Eterno. Mais do que rituais e cerimônias, Ele deseja um relacionamento vivo, íntimo e genuíno com aqueles que O buscam. Vamos explorar como o Tanakh, os profetas, os ensinos de Yeshua e dos shlichim (apóstolos) revelam que o verdadeiro sacrifício não é algo externo, mas uma entrega diária ao Eterno.
RESUMO DA PARASHÁ DA SEMANA
A Parashá Vayicrá inicia o livro de Vayicrá, que revela as instruções do Eterno sobre os korbanot (ofertas) e a aproximação do homem com Ele. O nome da parashá, "Vayicrá" (וַיִּקְרָא), significa "E chamou", mostrando que o Eterno não apenas dá mandamentos, mas chama Seu povo para um relacionamento mais profundo com Ele.
O início da parashá mostra que HaShem chama Moshe e entrega as instruções sobre os korbanot, os sacrifícios que deveriam ser trazidos ao Mishkan. Diferente do que muitos pensam, o objetivo dos korbanot não era simplesmente "apagar pecados", mas criar uma conexão entre o homem e o Eterno, pois "karov" (קָרוֹב), que tem a mesma raiz de korban (קָרְבָּן), significa "estar próximo".
Os principais tipos de korbanot apresentados nesta parashá são:
Olah (עֹלָה) – Oferta Queimada: Queimada completamente no altar, representando entrega total ao Eterno.
Minchá (מִנְחָה) – Oferta de Alimentos: Geralmente de cereais, sem fermento, mostrando humildade e gratidão.
Zevach Shelamim (זֶבַח שְׁלָמִים) – Oferta de Paz: Parte era queimada, parte comida pelos sacerdotes e pelo ofertante, simbolizando comunhão.
Chatat (חַטָּאת) – Oferta pelo Pecado: Para pecados involuntários, demonstrando que até sem intenção, é necessário buscar retificação.
Asham (אָשָׁם) – Oferta pela Culpa: Relacionada a danos causados a outras pessoas ou ao santuário.
O foco dos korbanot não era a mera execução do ritual, mas a intenção do coração. O Eterno nunca desejou apenas ofertas materiais, mas obediência e transformação interior. Como está escrito:
"Porque eu quero a bondade e não o sacrifício, e o conhecimento do Eterno mais do que holocaustos." (Hoshea 6:6)
Assim, os korbanot apontam para a necessidade de teshuvá (retorno ao Eterno), um coração contrito e um compromisso de viver conforme Suas instruções.
Yeshua viveu plenamente a vontade do Eterno e ensinou que a maior oferenda que podemos dar é nossa vida de obediência e justiça. Ele nos ensinou que devemos amar ao Eterno com todo nosso coração e ao próximo como a nós mesmos. Ele também nos lembrou de que a justiça, a misericórdia e a humildade são mais importantes do que rituais vazios (Mishlei 21:3).
Isso não anula a importância dos korbanot no contexto do Mishkan e do Beit HaMikdash, mas reforça que o mais essencial sempre foi o coração daquele que se aproxima do Eterno.
A Parashá Vayicrá nos ensina que a busca pelo Eterno exige aproximação verdadeira, transformação e responsabilidade. Assim como os korbanot exigiam que o ofertante se envolvesse ativamente, nossa caminhada exige ação e mudança constante.
ESTUDO DO TEXTO DA PARASHÁ
Essa porção da Torah, conhecida como Parashá Vayikra, abre as portas para conhecermos um dos temas centrais do relacionamento do homem com o Eterno: a necessidade de aproximação, que entre o povo de Yisrael é conhecido como “Teshuvah”. O próprio nome do livro e da parashá, "Vayicrá" (וַיִּקְרָא) — "E chamou" — revelam que HaShem não apenas dá mandamentos frios e legalistas, mas convida cada indivíduo a ter um relacionamento profundo com Ele. O sistema dos korbanot (sacrifícios) era um meio para isso, mas nunca foi o objetivo final. O Eterno quer o coração do homem, sua retificação e sua busca sincera. E quando falo coração, falo de intenções e de atitudes, deve ser algo completo. E como, o livro de Vayikra, aponta ou revela que deve ser esse indivíduo para se relacionar com o Eterno? Bruno Summa em seu comentário dessa parashá traz algo interessante, observe abaixo a transcrição:
O TZADIK DE ACORDO COM O SEFER VAYIKRA
Eles perguntaram à sabedoria: “qual é a punição ao pecador?” E a sabedoria respondeu: “o mal perseguirá ao pecador (Pv 13:21)”. E eles perguntaram à profecia: “qual é a punição ao pecador?” E a profecia respondeu: “o pecador morrerá (Ez 18:4)”. E eles perguntaram à Torah: “qual é a punição ao pecador?”. E a Torah respondeu: “ele levará uma oferta e obterá perdão (Os 14:2)”. E eles perguntaram ao Criador: “qual é a punição ao pecador?” E o Santo, Bendito Seja, respondeu: “tome para ti Minhas palavras e retorne a Mim (Sl 25:8)”. Yalkut Shimoni, Ezequiel 358
Os sábios procuram de quatro maneiras diferentes explicar o problema chamado pecado e suas consequências. A primeira ocorre quando um ser humano tenta compreendê-lo através de sua sabedoria e inteligência. Nesse caso, um ser humano tende a compreender o pecado e suas consequências através de suas próprias experiências e através dos danos que lhe são causados quando outrem erram consigo. A natureza decaída humana, a vontade de se vingar e a dificuldade de liberar perdão que o ser humano ordinário possui, o leva a desejar que a pessoa que lhe cometeu um dano seja “perseguida pelo mal”, isso é, quando um ser humano é vítima do pecado de seu próximo, ele desejará se vingar, desejará que aquele que lhe fez mal se auto-destrua ou que seja destruído de alguma forma por forças externas. É comum vermos pessoas, quando falam sobre as pessoas que não gostam, desejando-lhes tudo que é ruim e negativo.
A segunda ocorre quando um ser humano procura entender o pecados e suas consequência através das profecias que há no Tanakh e pela forma como o pecado punia Israel; em outras palavras, aqui temos uma pessoa que compreende o pecado através de ensinos rasos. Esse indivíduo compreenderá o pecado como algo que o condenará à morte por mais que procure se retificar. Esse tipo de pensamento é altamente destrutivo, pois se alguém chega a conclusão que, por ser um pecador, ele está automaticamente condenado, ele se afundará ainda mais no pecado e se entregará aos seus desejos carnais.
A terceira ocorre quando um ser humano procura compreender o pecado e suas consequências pelo ponto de vista literal da Torah. Ele chegará à pobre conclusão que para se safar de seu erro, apenas lhe basta prestar um sacrifício, isso é, observar alguma Mitzvah ou sacrificar algo em sua vida. O homem que assim compreende o pecado, terá a tendência de barganhar com Hashem pela remissão: “eu faço uma bondade e Hashem me redime”. Devemos entender que tudo na Torah, tanto bençãos quanto expiação, jamais devem ser na base da barganha, pois por melhor que sejamos e mais pios que nos tornemos, jamais seremos merecedores de benção alguma e de perdão algum. O ato de sacrificar algo como forma de obter perdão é completamente inválido.
A quarta ocorre quando um homem, ao invés de se basear em sua ciência para compreender o pecado e suas consequência, simplesmente se volta ao Criador e, com coração quebrantado, pede perdão de forma sincera por aquilo que fez. Isso é, o pecado e suas consequências devem ser compreendidos em sua forma mais simples, pecou, pagou, mas se houver arrependimento perante Hashem, eles serão apagados e perdoados. Isso nos basta para que possamos de forma simples nos retificarmos, e não há forma mais simples do que nos voltarmos ao nosso Deus e clamar pela Sua misericórdia e perdão. Essa ação vale mais do que toda sabedoria, ciência, estudo e sacrifício. O primeiro passo ao perdão é muito bem exemplificado pelo relacionamento entre um pai e seu filho, pois assim como o pai perdoa ao filho sem razões concretas e compreensíveis pelo filho, o mesmo é válido entre Hashem e Seus filhos. Os motivos que levam Hashem a perdoar seus filhos nunca serão compreensíveis a nós.
O Livro de Levítico aborda dois temas vitais, sacrifício e correta conduta perante Hashem. Viver nos conformes da vontade de Hashem é viver uma vida de constantes sacrifícios, pois cada Mitzvah observada, por menor que seja, sempre será acompanhada por algum sacrifício de nossa parte. E por que o homem foi criado e chamado ao sacrifício? Porque um homem deve sempre oferecer tudo aquilo que ele pensa que possui como forma de reconhecimento de que nada merece e de que nada realmente lhe pertence. Um sacrifício consiste tanto em reconhecimento quanto devolver a Hashem aquilo que foi colocado temporariamente em suas mãos.
O Livro de Levítico é capaz de separar profundamente um homem de Torah de um homem idólatra, e aqui não se trata do idólatra que não reconhece a Hashem, mas sim ao idólatra que supostamente serve a Hashem e conhece a Torah. O idólatra disfarçado de Tzadik é aquele que sempre buscará posses, riquezas, dinheiro, conforto e bens. Ele focará sua vida no trabalho secular, na conquista e sempre que possível, observará os mandamentos da Torah visando algum beneficio material. A vasta maioria das pessoas, infelizmente, servem e buscam a Hashem com uma agenda em mente, com um plano que precisam concretizar e não são capazes por si só, portanto, decidem buscar ajuda espiritual. Essas pessoas se engajam no Serviço Divino, estudam a Torah, fazem Tzedakah e observam inúmeras Mitzvot, mas em seus interiores, são idolatras, não idolatras de ídolos de pedra, mas idólatras de riquezas e posses.
O foco principal da Torah e, principalmente do Livro de Levítico, não é estabelecer sacrifícios de animais e um estilo de vida distinto, mas de traçar uma linha que separa o idólatra que se considera Tzadik do verdadeiro Tzadik. Enquanto o idólatra que se considera Tzadik leva sacrifícios caros a Hashem buscando perdão para que não sofra, para que não tenha que mudar seu estilo de vida e para ser materialmente abençoado, o verdadeiro Tzadik sacrifica a si mesmo ao não desejar bençãos terrenas e ao não buscar o perdão visando o próprio bem estar; o verdadeiro Tzadik, o verdadeiro homem que vive Torah e não possui nenhuma forma de idolatria em seu coração, é aquele que muda seu estilo de vida e se sacrifica diariamente em nome das Mitzvot pelo simples amor que possui, tanto a Hashem quanto pelo próximo.
O homem que não ama ao Mestre sobre todas as coisas, que não ama Sua Torah, Seus mandamentos e ao próximo como a si mesmo, por mais Torah que viva e estude, não deixará de praticar uma das mais ocultas e profundas idolatrias, a idolatria da busca pelo próprio bem estar e por bençãos materiais através da barganha com Hashem.
O homem que busca benefícios através da Torah e dos sacrifícios é comparável ao homem que entra em um bar e se embriaga. Quando menos esperar, durante sua falsa alegria, o garçom virá com a conta e lhe cobrará por tudo que bebeu. Akeyidat Yitzchak, Perek 57
Summa, Bruno. SHA'AREI TORAH: Portões da Torah - VAYIKRA 1 (pp. 31-35). Edição do Kindle.
Tendo em vista o que falamos até aqui vamos aprofundar mais um pouco e observar o propósito dos korbanot.
1. O Propósito dos Korbanot: Um Meio, Não um Fim
Nos tempos do Mishkan e do Beit HaMikdash, os korbanot eram uma forma visível de demonstrar um compromisso interior. E percebam que há também o entendimento dos korbanot como pessoas, pela perspectiva profética. No entanto, no ponto de vista físico ou visível, os profetas e os sábios de Yisrael sempre enfatizaram que a verdadeira adoração não está no sacrifício em si, mas na obediência e na retidão do coração de cada indivíduo.
Podemos observar os profetas expressando seu entendimento a respeito do relacionamento do homem com o Eterno. Veja o que o profeta Sh’muel disse ao Rei Shaul:
Acaso tem o Eterno tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à Sua voz? Eis que obedecer é melhor do que sacrificar, e atender, melhor do que a gordura de carneiros. Shmuel Alef/1Sm 15:22
Aqui neste verso vemos claramente que o Eterno deseja primeiro um coração inclinado à Sua vontade, mais do que ofertas mecânicas e meramente legalistas. O profeta Yeshayahu também transmitiu essa mensagem do Eterno, como um forte alerta:
De que me serve a multidão dos vossos sacrifícios? — diz o Eterno. Já estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais cevados; não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes... Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal. Aprendei a fazer o bem, praticai o que é reto, ajudai o oprimido, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva. Yeshayahu/Is 1:11-17
O profeta com o Verbo em sua boca diz que HaShem rejeita sacrifícios sem arrependimento e transformação verdadeiros. A justiça, ou seja, a obediência e a bondade através de tsedakah, são a verdadeira oferta que Ele deseja. Outro profeta também enfatiza esse fato.
Pois amor e bondade quero Eu, e não sacrifício; e o conhecimento do Eterno, mais do que holocaustos. Hoshea/Os 6:6
Pela mensagem transmitida através desse profeta vemos a instrução de que o verdadeiro korban é a busca por conhecer o Eterno e viver conforme Suas instruções. Entretanto, entenda que de forma alguma estou afirmando que os sacrifícios não tinham importância ou que não representava remissão e perdão, o que estou mostrando é que o korbam sem o devido arrependimento acaba não tendo validade, e se torna algo que o Eterno rejeita. Yeshua ensinou também sobre o verdadeiro culto ou serviço, o sacrifício real e prático, não apenas de palavras.
2. Yeshua e o Verdadeiro Serviço ao Eterno
Yeshua ensinou repetidamente que um coração puro e uma vida justa são mais importantes do que qualquer ritual. Ele confrontou aqueles que confiavam apenas em práticas externas sem verdadeira transformação. Quando perguntaram a ele sobre o maior mandamento, Yeshua citou a essência da Torá:
Amarás ao Eterno, teu Elohim, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças." Devarim 6:5 "E amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Vayicrá 19:18
Ele destacou que sem amor ao Eterno e ao próximo, nenhuma oferta ou sacrifício teria valor. Em outra ocasião, Yeshua advertiu sobre a hipocrisia de cumprir rituais sem justiça e misericórdia:
Ai de vós, escribas e perushim, hipócritas! Porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Torá: a justiça, a misericórdia e a confiança. Estas coisas deveríeis fazer, sem omitir aquelas. Mattityahu 23:23
Ele não rejeitou a obediência aos mandamentos e nem os korbanot mencionados nessa parashá, mas mostrou que eles deve ser acompanhados de um caráter transformado, como já mencionei.
3. O Ensino dos Emissários era o mesmo
Os emissários de Yeshua seguiram o mesmo entendimento. Eles ensinaram que a verdadeira oferta ao Eterno é uma vida dedicada a Ele, mas sem negligenciar os mandamentos. O Apóstolo Paulo disse aos nazarenos de Roma:
Rogo-vos, pois, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável ao Eterno, que é o vosso verdadeiro culto. Rom 12:1
Aqui ele reforça que a verdadeira adoração é a entrega completa da vida ao Eterno, não apenas rituais externos. E o apóstolo Pedro também disse:
Também vós, como pedras vivas, sois edificados como uma casa espiritual, para serdes um sacerdócio santo, oferecendo sacrifícios aceitáveis ao Eterno por meio de Yeshua HaMashiach. 1Pe 2:5
Isso significa que nossa vida deve ser um korban contínuo de justiça e bondade, e para isso devemos obedecer aos mandamentos do Eterno.
4. O Entendimento dos Sábios de Israel
E para que vocês entendam que o que estou apresentando não é uma invenção. Além de todos os textos das Escrituras e da Brit Hadashá que já mencionei, vejam ainda que os sábios de Yisrael também compreenderam que os sacrifícios nunca foram um fim em si mesmos. Rabi Yochanan Ben Zakkai disse o seguinte:
Mesmo sem o Beit HaMikdash, temos algo que pode expiar: atos de bondade e arrependimento. Talmud Bavli, Avodá Zará 17b
Esse ensinamento está em harmonia com o TaNaK, mostrando que a retidão é a verdadeira forma de se aproximar do Eterno. Rambam (Maimônides) também mencionou algo sobre isso:
O propósito final da Torá é que o homem alcance um coração puro e se aproxime do Eterno por meio do conhecimento e da justiça. Moreh Nevuchim 3:32
Isso reafirma que a obediência interna é superior a qualquer sacrifício externo vazio de verdade e arrependimento. A Parashá Vayikra nos ensina que o Eterno deseja proximidade, e isso exige ação de nossa parte. Assim como os korbanot exigiam arrependimento, devemos corrigir nossos caminhos diariamente através da teshuvah. Devemos buscar a retidão obedecendo à HaShem e ajudando o necessitado, pois essa é a verdadeira oferta que agrada ao Eterno, ou seja, a justiça e a misericórdia. Seguir as instruções do Eterno com um coração íntegro, e não por mero ritual. E por fim, como Yeshua ensinou, amar e servir ao próximo é uma forma poderosa de nos aproximarmos do Eterno.
Concluindo nosso estudo, vimos que o livro de Vayikra não trata de sacrifícios vazios ou legalistas, mas do chamado do Eterno para um relacionamento mais profundo. Ele quer um povo que O busque de coração, que pratique a justiça e que viva em retidão. Que possamos responder ao chamado de Vayikra com um coração sincero, oferecendo ao Eterno a melhor oferta de todas: uma vida reta e dedicada a Ele!
Que o Eterno os abençoe e até o próximo estudo!
Moshê Ben Yosef