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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Características dos Discípulos e o Objetivo do Ensino de Jesus





            Alguns se enganam ao pensarem que as pessoas a quem Jesus ensinava eram modelos na sociedade. Como se fossem personagens muito diferentes de pessoas comuns da atualidade. Eles eram na verdade propensos a erros como qualquer pessoa em qualquer época. As únicas diferenças eram as condições ambientais e sociais daquele período da história. O objetivo deste trabalho é demonstrar algumas características dos discípulos de Jesus, assim como o objetivo do seu ensino, apontando aspectos práticos para o cotidiano atual dos responsáveis pelo ensino na Igreja.
            O aspecto da natureza humana é muito importante na perspectiva da educação, e mais ainda pelo foco da educação religiosa. Ela é a grande responsável por muitas mazelas que se pode notar no decorrer da história da humanidade. Ao examinar um pouco mais de perto os indivíduos que foram ensinados por Jesus para serem os mestres no cristianismo, pode-se perceber que é possível aprender diversas informações curiosas e positivas. As pessoas com quem Jesus lidava eram seguidores íntimos, discípulos, críticos e indiferentes. E podem ser classificadas pelos seguintes grupos: os imaturos, os impulsivos ou impetuosos, os pecadores, os perplexos, os ignorantes, os preconceituosos e os instáveis.
            O primeiro grupo de pessoas a quem Jesus ensinava como mencionado anteriormente, não eram nem um pouco perfeitos, mas pode-se considerar que ele os observava como embriões do ideal que tinha estabelecido. Isso se percebe por causa da sua imaturidade, o que fez com que o mestre tivesse todo o zelo e paciência para ensinar-lhes a trilhar o caminho da maturidade. Daí infere-se que o professor precisa ser paciente ao vislumbrar o indivíduo ideal nos seus alunos, pois essas vidas podem ser mudadas com a influência positiva de um bom professor.
            A imaturidade não era a única de suas faltas, eram também impulsivos, como Pedro, o pior deles nesse aspecto. Esse homem era muito precipitado, reagia repentinamente e sem pensar nas conseqüências de seus atos. Da mesma maneira era João, que angustiado com a recusa dos samaritanos em dar pouso a eles, pediu a Jesus autorização para mandassem cair fogo do céu a fim de consumir aquela gente. Haviam outros fora do círculo íntimo que tinham as mesmas características, como era o caso de Simão, o zelote. Os temperamentos fortes das pessoas não podem afastar o professor de sua tarefa de ensinar, tanto que, não afastou o Senhor de ensinar aqueles indivíduos a serem pessoas melhores.
            Outro tipo de pessoas com quem Jesus teve de lidar eram as que tinham fortes tendências para o pecado. Mesmo que mais tarde elas ao se tornarem cristãs tivessem seu caráter transformado, eram pessoas com seu caráter tomado pelos instintos e impulsos do pecado, como é o caso de Judas. Com isso, inferimos que mesmo ao percebermos, enquanto professores, tendências pecaminosas e instintos malignos em nossos alunos, o poder da graça de Deus pode alcançá-los.
            Algumas pessoas que o Mestre ensinou, constantemente eram assoladas por diversas perplexidades e problemas, e elas o procuravam para que ele resolvesse. As perplexidades delas lhes traziam ambição a ponto de levá-las a perguntar quem seria o maior no reino dos céus. Outro problema que enfrentavam eram os de natureza social, pois muitas vezes tinham problemas de convivência uns com os outros, além de ter dificuldade de perdoar. Não foi à toa que Pedro perguntou a Jesus quantas vezes deveria perdoar alguém. Sendo assim, é possível como professores, que tenhamos os mesmos tipos de alunos perplexos e problemáticos de Cristo, mas ao agir como o Senhor, com esperança, fé e de forma conselheira, as pessoas podem mudar, e Deus fará coisas maravilhosas, como fez com aquelas pessoas.
            A ignorância e o preconceito era outra problemática enfrentada por Jesus e seus seguidores. Como a maioria deles vinham das camadas mais baixas da sociedade judaica, pode-se considerar que eram pessoas ignorantes. Apesar de que, a comunidade judaica ensinava seus filhos, e ainda tinha a cultura helênica, mas provavelmente não tinham a bagagem cultural que as pessoas de classe mais alta. Além do que, a própria crença e cultura judaica levava-os a tornarem-se preconceituosos. Os religiosos que seguiam a Jesus no intuito de tentar pegá-lo em erro, agiam de forma preconceituosa e desafiadora, pois não atentavam para as coisas que o Mestre ensinava. É um grande obstáculo para os professores enfrentar alunos com mentes fechadas e repletas de preconceitos. No entanto, não se deve desistir, assim como Jesus não desistiu.
            Teria sido muito bom se os discípulos mostrassem disposição para seguir de modo fiel o que aprenderam com Jesus. Entretanto, o que ocorreu foi que a perversidade contida no homem, assim como a vontade e o intelecto e até mesmo os afetos, se mostram distorcidos. Tudo isso aponta para o fato de que a parábola do semeador tinha o objetivo de atingir esse tipo de pessoa, ou seja, os instáveis. A instabilidade faz com que as pessoas não consigam se firmar em um propósito, e assim seguir na direção de cumpri-lo. É necessária a demonstração aos alunos, que eles precisam ser firmes.
            Em se tratando de firmeza e estabilidade, torna-se relevante lembrar que esses itens requer uma coisa chamada objetivo. No caso em questão, o objetivo do ensino de Jesus. Todo ensino requer pedagogicamente, objetivos claros e específicos. Quando os professores trabalham sem objetivo definido pode ocorrer de não se chegar a lugar algum. Jesus sempre agia com objetivos, ele jamais ensinava simplesmente porque foi chamado a ensinar. O objetivo principal de um professor deve ser transformar a vida dos alunos através do conhecimento e pela mudança de comportamentos, atitudes e pela contextualização das suas vivências. E para isso, portanto, torna-se necessário ter em mente que é preciso formar ideais justos, firmar convicções fortes, converter a Deus, relacionar com os outros, resolver os problemas da vida, formar pessoas de caráter maduro e preparar para o serviço cristão. 
            Inicialmente, falando sobre a formação de ideais justos, sabe-se que são forças poderosas para a construção do caráter. Durante a história, é possível perceber alguns cristãos que agiram como verdadeiros mordomos de Deus e levaram as pessoas a seguirem seus ideais, transformando assim, seu caráter. Jesus buscou formar ideais retos e justos, procurando de modo especial dar a todos uma compreensão mais clara da natureza de Deus e de sua atitude para com a humanidade.
            Dentre as responsabilidades do professor, destaca-se a de firmar convicções fortes em seus alunos. Jesus não transmitiu apenas conhecimentos a respeito de assuntos morais e espirituais. Ele foi além, demonstrando atitudes de alguém que age em concordância com o que fala. O Mestre apelava ao amor, aos sentimentos e afetos, afim de que seus alunos firmassem suas convicções. Os professores precisam seguir o exemplo de Cristo para levar seus alunos a firmarem convicções. Outra tarefa do professor é relacionar seu aluno com Deus. A conversão, embora seja um ato religioso, é o principal da vida do indivíduo, pois ele o conduz ao relacionamento com Deus. Esse foi um dos objetivos de Jesus durante seu ministério, na verdade foi para isso que ele nasceu.
            A vida do cristão, em conformidade com o que Jesus ensinou, envolve principalmente o relacionamento entre os homens. Quando o Mestre resumiu o primeiro mandamento em “amarás o teu próximo como a ti mesmo”, queria enfatizar que os relacionamentos entre as pessoas é importante. Sendo assim, os professores devem também enfatizar isso de forma clara. Imediatamente afeto ao assunto do relacionamento está à resolução dos problemas da vida, pois em sua maioria eles estão ligados a problemas de convivência. Os ouvintes de Jesus tinham problemas íntimos, e o Mestre nunca esqueceu disso, buscando sempre resolvê-los para que os seguidores fossem felizes e unidos. Aprender a resolver os próprios problemas, é mais uma das responsabilidades que o professor precisa fazer com que seus alunos aprenda. Torna-se necessário às vezes se desviar da lição do dia a fim de tratar da necessidade de um aluno.
            Concomitantemente, o professor deve levar seus alunos a formar um caráter maduro, e para isso é preciso não apenas ajudá-los a resolver seus problemas, mas levá-los a romperem com vícios e fraquezas, pois assim estará sendo forjado um caráter verdadeiramente forte. Quando uma pessoa toma alguma decisão e a toma corretamente porque envolveu um sentido de juízo de valor ou mesmo de valor moral, é devido ao fato de que em algum momento seu julgamento foi feito com base em princípios morais lhe ensinados. Isso demonstra quão importante é esse ensinamento. Assim, para seguirmos o exemplo de Cristo neste caso, é preciso reconhecer que importa mais obter uma resposta genuína e sincera do que uma adesão imediata e impensada.
            O objetivo final de Jesus foi preparar seus seguidores para realizarem o serviço que se seguiria logo após sua assunção, levando a mensagem do seu amor e sacrifício por todo o mundo. Se puder observar, perceberá que todos os itens anteriores relacionados com o objetivo do ensino de Jesus, culminaram neste, pois com a mudança de caráter o indivíduo será capaz de permitir que Deus o use como um instrumento, permitindo-lhe o controle das situações.
            Finalmente, pudemos observar com as características dos discípulos, que ninguém é perfeito, entretanto, todos nós somos dependentes de Deus. E, enquanto professores e líderes, devemos trazer a responsabilidade de ensinar isso para nossos discípulos, assim como Cristo fez. Levando em consideração que também somos falhos, nunca iremos julgar e condenar ninguém. Em relação ao objetivo do ensino de Jesus, foi observado que precisamos, ao assumirmos o dever de ensinar as verdades e responsabilidades de uma vida cristã correta, devemos ter um plano estabelecido com cuidado. Elaborar um projeto com objetivo específico, a curto e á longo prazo, e principalmente, buscar atingi-los, acreditando que ao final, os resultados serão percebidos. Portanto para que isso ocorra é preciso avaliar as atitudes e as formas de ensino de maneira constante, seguindo o exemplo de Jesus, como quando perguntou o que as pessoas diziam dele, assim poderá perceber como anda o trabalho. Não a respeito de si mesmo, mas em relação às mudanças percebidas nos alunos.

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